sábado, 23 de junho de 2018

Observe-se. Observe o outro.

Às vezes fico NOS observando. Na verdade sempre faço isso. Acho bom observar-me e observar o outro, perceber coisas que vão além do óbvio. Gosto de claridades, de luz, de verdade! 
Nosso comportamento é um indicativo sobre algo em nós. 
 Como dizia o filósofo da Antiga China, Lao Tsé: "a alma não tem segredo que o comportamento não revele." 
Por isso gosto de observar ações e reações. [OBSERVAR e não julgar]. Não concluo, apenas aprofundo o olhar, entende?! 
Busque fazer isso com você mesmo. Quando nos encaramos, nos olhamos, as coisas vêem pra luz, e quando algo vem pra luz, as trevas não nos dominam mais. 
Inseguranças, medos, traumas quando são assumidos, podem ser superados se abrirmos mão do orgulho. 
Infelizmente, há casos onde as fraquezas são expostas e a pessoa não se liberta pois não teve humildade o suficiente para assumi-las e buscar ajuda. 
Quando algo vem pra luz é para que EM NÓS não haja sombra! É para trazer cura, crescimento, libertação. Por isso, não encare como acusação, vergonha (mesmo que te envergonhe). Não crie uma teoria para o erro, não justifique. Conserte-o. 
Algumas coisas vem à luz apenas pra nós mesmos. Outras são expostas. Depende do tamanho da "construção" das trevas em nós. "Não se pode esconder uma cidade edificada"

Lembra da tão citada "mulher do fluxo de sangue" (Mateus 9:20)? Ela era imunda (segundo as leis daquela época), ou seja, ela estava "condenada" sim, mas ela disse se referindo a Jesus, "se eu apenas O tocar, serei curada"
Para declarar tal coisa, ela primeiramente tinha que assumir pra si que estava doente, e então enfrentar-se e enfrentar os outros para tocar em Jesus. 
Porque é isso que devemos fazer: ao detectarmos as trevas em nós, devemos reconhecê-las e buscar transformação! E a transformação mais completa vem através de Jesus, da Verdade de quem Ele é sendo PRATICADA em nós. 
Tocar Jesus requer arrependimento de nossa parte, reconhecimento genuíno de QUEM ELE é e de quem nós somos. 
A multidão encostava nele, mas apenas a mulher o TOCOU. 

Observarmos a nós mesmos é o início da libertação e crescimento. 
Observar o outro nos faz compreende-lo melhor, ter mais misericórdia, mais compaixão. 
Mas não confunda "observar" com "deduzir". 
A observação é um processo contínuo, gradativo, profundo. 
A dedução é rasa e precipitada. 

Não tenha medo das trevas, tenha "medo" de ficar EM trevas.

Beijos 
Com Amor...

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