Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Desarme-se.

É muito interessante como lemos ou enxergamos as coisas de acordo com nosso pré-julgamento. Muitas vezes, interpretamos de acordo com o que somos ou como estamos (no inconsciente) e não de acordo com o outro que escreveu. 
E a maioria de nós faz isso sem perceber. 
Você fala A, a pessoa entende Z. 

O que me deixa mais triste é perceber que as pessoas sempre estão buscando o "algo a mais" que acham que está escondido na frase. Acham que profundidade de visão é deduzir o que não foi dito. 
A maioria de nós quer achar a falha no que foi dito ou escrito, ao invés de achar o acerto; quer deturpar ao invés de facilitar a comunicação e simplesmente entender o que foi escrito. 
Se alguém escreve "FOLHA", leia FOLHA, não deduza floresta (coisa boa) nem queimada (coisa ruim). 
Às vezes vejo algumas coisas nas páginas de notícias, por exemplo. A matéria diz que a água é importante, aí vem uma criatura e diz que ele não falou do SOL, pq o Sol também é importante. E começa-se uma discussão baseada em NADA. 

Cada dia mais eu entendo pq Jesus falava por parábolas com a multidão. Porque a clareza assusta e/ou torna-se ineficiente pra quem simplesmente não quer entender. 
É cansativo, desgastante demais ter que explicar tudo simplesmente porque nossa alma doente/ferida enxerga as coisas de forma distorcida, desconfiada. 
É desanimador ter que viver, conversar, escrever pisando em ovos só porque cada um entende o que quer. 
Vamos facilitar a vida (dos outros e a nossa)! 
E uma das formas de facilitar é apenas LER, OUVIR sem nenhuma pré-disposição para o ruim. Tentemos ver pelo ângulo bom. 
Eu busco fazer isso. Sempre que alguém faz alguma coisa que eu discordo, eu paro e penso "não, não deve ser isso. Fulano não pode ser tão ruim"
E quando não conseguirmos isso, se formos alvos de leituras equivocadas, a gente tem que entender que cada um entende as coisas do lugar em que vive (emocionalmente e espiritualmente)
Não tem como exigirmos uma visão ampla de alguém que está no pé do morro. Só quem escalou a montanha é que conseguirá enxergar além. 

Paciência é a palavra de sobrevivência pra nós, seja para sermos lidos ou para lermos. 
Vamos nos desarmar.

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