Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Quando a única regra é o Amor (Deus), a vida fica mais leve!

Sábado eu estava num aniversário e, de repente, chegou uma pessoa toda feliz que eu não conhecia. 
-Eu não acredito que estou te vendo! Eu te acompanho de longe há muito tempo! Vejo seus vídeos, seus textos, suas fotos...Você não sabe o quanto me faz bem suas coisas! A gente olha pra você e vê Deus de uma forma tão simples, tão livre ! Você transmite uma liberdade e leveza! Deus parece tão leve! 

Bom, esse é um discurso que ouço com frequência. E por que estou compartilhando?! Pra entendermos o quanto nossa visão sobre Deus pode estar distorcida. E pior, com nossa visão distorcida, repassamos essa mesma imagem para as pessoas.
Frequentemente tentamos encaixar Deus (JESUS) em nossos padrões humanos, em nosso senso de justiça (limitado) e acabamos vendo um Deus pesado e lançamos peso sobre as pessoas. 
A Palavra de Deus diz que o "fardo de Jesus é leve". Se está pesado é porque misturamos religiosidade, humanismos, LEI (e não Graça) ao que Deus é. E algo "sujo", seja 10 % ou 90% contamina tudo. 
'Não existe' essa de querer "equilibrar" Deus com NOSSA opinião. 
Não dá pra ser humanista e teocêntrico ao mesmo tempo. 
Não dá pra misturar a LEI com a Graça. O tempo da Lei passou.

 [Aos meus amigos que não entendem sobre "lei X graça"... Lei é no Velho Testamento da Bíblia, onde o homem precisava cumprir regras e mais regras, fazer sacrifícios e tal para se achegar a Deus. Graça começa no Novo Testamento, porque Jesus veio, cumpriu toda a Lei, e fez o sacrifício único. Ou seja, temos acesso ao Pai (Deus) por causa de Jesus e não por nada que a gente faça ou deixa de fazer.] 

Eu sei, não é fácil permanecer na Graça pois queremos merecer, queremos "pagar" por algo, queremos ser "justos" por nós mesmos... Mas esse é um "evangelho distorcido" onde o homem está no centro, tudo gira em torno do Homem, do que fazemos e tal. 
E Deus não nos propõe isso. Ele nos propõe um RELACIONAMENTO leve baseado no Amor. 
A única "regra" é o amor. Esse é nosso parâmetro : AMOR A DEUS E PELAS PESSOAS. 
Quando amamos a Deus e as pessoas, nossos valores mudam e consequentemente nossos atos/comportamentos também mudam. 

Pensemos nisso. 

Obs: tudo que fazemos e falamos tem alcance e "peso" (importância) pra alguém, mesmo que de forma indireta ou inconsciente. 
Cuidemos disso. 

Beijos

terça-feira, 2 de maio de 2017

Flor e seu jardim secreto.



Flor, que sempre soube traduzir em palavras o que sentia, dessa vez sentia-se perdida.
Parecia que sua própria existência a denunciava. 
Bom, era como ela se sentia. Ela achava que seu nome a representava bem, afinal, basta olhar pra uma flor que todos sabemos do que se trata. É amor, é leve, é doce, é presente!
E Flor achava que seria muita exposição falar algo além de simplesmente SER ESSE ALGO.
Eu sei, tá confuso.
Mas toda essa confusão é apenas uma confissão assinada por ela.
Explico.
Um amor nasceu no coração dela sem porquê, sem ser regado, sem ser cuidado.
Do nada, quando ela olhou pra seu jardim (interno), lá estava ele.
Eu sei, pra uma planta nascer tem que ter semente.
Bom, semente teve. Deus falou, e como sabem, a palavra que Deus diz é semente, tem poder de criação e se cai em terra fértil, logo cresce. E o coração de Flor era fértil simplesmente porque ela desejava a vontade do Criador.
Mas e o moço, destinatário do amor?
Ah o moço... Tem coração grande, mas é como aquelas casas bonitas, admiráveis, mas com cerca elétrica. E ele não desligava a cerca. Uma (ou mais vezes) ela tentou se aproximar e levou um choque.
Choque assusta! E no caso de Flor, dói também. 
Mas Flor sabia florescer mesmo no meio de pedras, e aquela semente do amor florescia junto mesmo sem o moço cuidar.

Hoje o amor, que antes era semente, virou uma planta saudável mas cada vez mais ansiava pelo destinatário. Não era amor sem propósito, sem dono. Era amor específico com nome próprio e com endereço.
Era amor gerado no espírito, era semente do Reino de Deus. Não era um filho sem pai.
Existia um DNA. Não é amor que pode ser passado pra outra pessoa. 
Era amor verdadeiro, e que cresceu nas circunstâncias mais improváveis.
Improváveis para homens cheios de planos matematicamente calculados. Para Flor, improvável era a circunstância ideal para algo verdadeiro brotar. Não foi gerado por favores, circunstâncias,  galanteios...
E agora ela estava ali, olhando pra dentro de si, vendo aquela planta do amor crescer e sem saber o que fazer com aquilo tudo.
Parece óbvio, eu sei. É só entregar o amor para o dono. Mas Flor nem sabia por onde o moço andava... E ela ficava com o jardim dentro de si todo florido, cheio de cor, mas que ninguém podia saber.  Era seu jardim secreto.