Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Preparação para mais uma jornada.



Uau, como o tempo tem se apressado! Isso me assusta às vezes.
Principalmente quando olho pra mim e vejo quão distante ainda estou de quem eu quero ser (por dentro e não por fora).
Essa época do ano me atormenta um pouco.
Cada ano parece que vivi uma vida inteira! Tantas coisas, tantas dores, tantas alegrias, tanta vida...E que bom que é assim, ne?! Sinal de que não estou assistindo a vida. Não estou sendo aquela mulher que acorda, toma leite, se arruma, sai pro trabalho, volta pra casa, namora um pouco, ama quase nada. (É porque há uma distância incrível entre namorar e amar).
MAS que bom que NÃO me tornei mais uma pessoa que faz tudo no automático. É uma luta diária, confesso, para não entrar nessa procissão que tem cada vez mais adeptos.
Entenda. Embora eu faça essas coisas, há um milhão de pensamentos, emoções, e parênteses entre cada atividade. Há questionamentos sobre minhas motivações, há dúvidas, há certezas, há erros e acertos.
Aí alguém diz "mas todo mundo tem". Sim, mas poucos conscientes. A maioria foge de si. Eu sei, não é nada fácil SE enfrentar.

A reflexão de final de ano é inevitável (pelo menos para mim). E é até saudável quando olhamos para nós e não para os outros.
É, porque se olhamos para os outros comparamos. E a comparação é algo que não cabe nesse caso.
Porque cada um tem uma vontade, um sonho, um monstro que enfrenta, uma guerra... De repente, a gente olha para o lado e a pessoa parece estar incrivelmente bem. Mas saiba que ela pode estar estacionada dentro de si. Entende?
A comparação deve ser feita entre "meu eu agora" e "meu eu ontem". A essência deve permanecer e ser aperfeiçoada. Os defeitos devem ser corrigidos e não ESCONDIDOS ou disfarçados.
Também não é legal ver que mudamos e achar que toda mudança é amadurecimento.
Não! Há mudanças que são regressos. A 'petrificação' do coração, por exemplo.
Mudanças boas são as que geram mais amor em nós, mais respeito, mais paz, mais perdão. E isso de forma GENERALIZADA, não apenas com quem gosta da gente ou com quem ESCOLHEMOS ser legais. Quando falo de "gerar amor" é por todos!

Uau! Foi um ano e tanto pra mim! Acho que o ano que mais me doeu. A dor mais absurda e estúpida. Estúpida porque era previsível. Mas o fato de ser previsível infelizmente não arranca a dor.
Há coisas que a gente já sabe que não pode esperar, mas a gente espera assim mesmo.
A gente sabe que pode se decepcionar, mas acredita mesmo assim. E ainda bem por isso (em alguns casos)!
E mesmo a gente sabendo que pisar no caco de vidro vai machucar o pé, temos que pisar porque o único caminho que tem é esse.
Fazer o quê?! Ficar parada com medo e ver a vida passar?! Não! Algumas dores fazem parte da vida, não há como evitar. Jesus teve que sofrer a dor da traição de um amigo, isso fazia parte do aprendizado do amor, do cumprimento do propósito.
Não estou falando aqui de predestinação, jamais! Entenda!
O que quero dizer é que aquele caminho com caco de vidro dói? Sim, e muito. Mas é nesse caminho que nos enxergamos melhor, é sob pressão que nos revelamos, que vemos nossas fraquezas, vemos a sujeira que tentamos esconder de nós mesmos, vemos onde precisa ser fortalecido e também descobrimos que apesar de tudo isso continuamos a caminhada. Descobrimos que somos mais fortes do que pensamos!
Descobrimos que com Deus podemos prosseguir. ELE não disse que seria fácil, mas ELE prometeu que estaria conosco. E nessas horas percebo isso claramente, pois se não fosse ELE em minha vida, eu já teria desabado.

E que venha mais um ano, mais mil desafios, vários obstáculos...porque agora também salto mais alto, corro mais rápido e se preciso for, já sei a hora de parar. E isso é amadurecimento. Aliás, esse é o caminho do amadurecimento.
Não é negar a dor, é enfrentá-la. Não é parar por medo. Se tiver que parar, que seja por saber distinguir a hora de aquietar e a hora de lutar.
Que eu possa amadurecer sem endurecer.

E o mais importante, que tudo que eu enfrente não seja em vão, por vanglória, orgulho ou vaidade.
Que minha vida seja força para muitos outros, que meu amor seja compartilhado, que minha alegria seja contagiante, que meu viver seja uma ponte que leve as pessoas para mais perto de Deus.

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