Dupla Delícia.

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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Poetizar da vida.


É triste como algumas pessoas não entendem os encantos da vida, o poetizar dos sentimentos.
Julgam o poeta, não compreendem toda a dimensão da emoção descrita e tentam "terapizar" uma declaração de amor feita puramente de amor.
Sim, eu também gosto de enxergar além, eu busco isso em quase tudo. Mas num texto claro?! Num amor assumido e sumido?! Não tem o que procurar. Tudo foi dito.
Quando escrevo sobre o amor é porque o conheci de perto, o descobri, o achei! Não me perdi. Quando a gente acha o amor, a gente se perde em partes, mas não se perde da gente.
Se eu falo que amo alguém, isso NÃO SIGNIFICA que eu não me ame! Pelo contrário, me amo tanto que não posso ser infiel a mim, não posso trair meus sentimentos, não posso me esconder do espelho.
Amo-me tanto que me recuso ao morno, me recuso ao que não me acorda por dentro.
Entendam de uma vez que o amor escrito é sem máscaras, sem justificativas, sem medo do que o outro vai pensar...e muitas vezes, é apenas inspiração para a arte. O escritor não escreve fazendo de sua vida um diário. Ele escreve fazendo do sentimento algo rotineiro e claro. Eu, particularmente, escrevo pra traduzir a alma sem os medos que muitas vezes acompanham cada emoção.
Escrevo pra expor a vida de forma crua mas poética.

Um comentário:

  1. Se me permite um paráfrase,... :

    O escritor não escreve rotineiramente fazendo do dia um diário;
    mas escreve, fazendo do sentimento rotineiro, algo sublime e claro !

    Parabéns pela dedicação, amor e perseverança...

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