Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

sábado, 30 de novembro de 2013

Não caia nessa conversa!


Eu não sei porquê mas não gosto nem um pouco dessa mania que o mundo tem de querer nos colocar em prateleiras e nos categorizar como se fôssemos coisas.
Somos tão ricos em nossa profundidade de simplesmente SERMOS humanos...que apenas isso já impossibilita qualquer rótulo.
Não caia nessa conversa, saia do paradigma do mundo! Seja!
E se alguém pedir explicações, não ligue, é apenas alguém que ainda está preso por dentro, e acha a liberdade arriscada demais!
Mas lembre-se, a luta é diária. Se bobearmos aceitamos os rótulos como verdades e podemos acabar voltando para a prisão.

Aprendendo a confiar e amar.



Às vezes nossa alma entra numa crise tão incrível! Nossas emoções parecem colidir umas contra as outras, não seguem um caminho apenas. Se contradizem. E a razão, coitada, já não sabe o que pensar. Afinal, fica difícil dar nome à tanta emoção, categorizar momentos ou dividi-los como se fossem arquivos num departamento lógico.
Claro, nosso coração tem lógica, mas é uma lógica divina. Talvez por isso a falta de entendimento de nossa parte, e a dificuldade ao explicarmos pra alguém. Porque temos certa dificuldade com o DIVINO, com o Celestial...porque é tudo muito simples, e a simplicidade é luz forte que poucos querem se expor.
Na maioria das vezes fugimos. Eu sei, é desagradável enxergar nosso egoísmo (alguns em níveis menores que os outros), é desafiador retirar a capa de FORTE-DECIDIDO-SEGURO e ver quanta insegurança ainda há.
E o tal do AMOR PRÓPRIO que dizem tanto, que pregam, pregam, ficam cheios de discursos mas que no fundo é totalmente vulnerável. Tão vulnerável que são incapazes de abandonar um orgulho idiota por medo de serem taxados de "mal amado", fraco.... Confundem ORGULHO com amor próprio! E são coisas tão distintas...
Claro, há uma parte das pessoas que realmente se ama. Não estou falando dos egocêntricos, cheios de si (essa raça é terrível!). Mas sabe, até quando a gente se ama, há dias que o mundo parece estranho demais, tudo pesado demais e até o amor próprio dá uma 'baqueada'. Por isso, o amor precisa estar firmado em Deus.
Para muitos, DEUS é algo místico, quase um amigo imaginário, e quando falo que Deus me acolhe, e que conversamos parece história de maluco. Mas ELE fala! Nós é que não ouvimos às vezes. Estamos tão preocupados com nossos desejos, compromissos, disciplina que a voz Dele fica quase inaudível. E em nossa prepotência confiamos mais em nós do que Nele.
Eu tenho um bom relacionamento com Cristo (Deus), mas há dias que discutimos. Na verdade, EU discuto por não entender uma porção de coisas! E algumas dessas coisas me doem tanto, são tão inexplicáveis pra mim... Mas são esses momentos que nossa aliança se renova, que eu vejo o quanto minha confiança ainda é frágil e preciso melhorar.
Nós falamos que queremos aprender a confiar em Deus mas quando vem a situação do aprendizado a dor parece insuportável, as dúvidas se multiplicam, o coração entra em crise e a razão questiona a Fé (como descrevi no primeiro parágrafo). MAS é nessa hora que temos que DECIDIR confiar. Uau, como é difícil!
É nessa crise de confiança, ou melhor, é na escola da Fé que me encontro nesse momento. O coração ama, a razão te chama de burra, você se justifica, mesmo sem ter nenhuma explicação, pra ficar com todo mundo (emoções conflitantes, razão...) em paz. Parece que nada funciona, mas aí DEUS FALA. E quando Deus fala, meu querido, o melhor a fazer é ouvir e descansar.
Se ELE disse pra fazer algo (há várias maneiras Dele falar), ou se ELE te deu alguma certeza, CONFIE.
E tem horas que as circunstâncias estão exatamente o contrário, parece que o mundo está curtindo com sua cara...e é difícil crer nesses momentos, e a gente se pergunta "COMO?".
Sabe algo que tenho aprendido, o "COMO" não me pertence. DEUS É DEUS (quer mais?!).
O AMOR Dele não falha, e mesmo que a gente não entenda os caminhos, a verdade Dele é INCONTESTÁVEL.
E finalizo hoje com duas grandes verdades para nos apegarmos: DEUS É BOM e ELE NOS AMA INCONDICIONALMENTE (independente do que fazemos, se acertamos ou erramos).
Essas são características Dele e ELE é imutável, porque é PERFEITO.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

O Poetizar da vida.


É triste como algumas pessoas não entendem os encantos da vida, o poetizar dos sentimentos.
Julgam o poeta, não compreendem toda a dimensão da emoção descrita e tentam "terapizar" uma declaração de amor feita puramente de amor.
Sim, eu também gosto de enxergar além, eu busco isso em quase tudo. Mas num texto claro?! Num amor assumido e sumido?! Não tem o que procurar. Tudo foi dito.
Quando escrevo sobre o amor é porque o conheci de perto, o descobri, o achei! Não me perdi. Quando a gente acha o amor, a gente se perde em partes, mas não se perde da gente.
Se eu falo que amo alguém, isso NÃO SIGNIFICA que eu não me ame! Pelo contrário, me amo tanto que não posso ser infiel a mim, não posso trair meus sentimentos, não posso me esconder do espelho.
Amo-me tanto que me recuso ao morno, me recuso ao que não me acorda por dentro.
Entendam de uma vez que o amor escrito é sem máscaras, sem justificativas, sem medo do que o outro vai pensar...e muitas vezes, é apenas inspiração para a arte. O escritor não escreve fazendo de sua vida um diário. Ele escreve fazendo do sentimento algo rotineiro e claro. Eu, particularmente, escrevo pra traduzir a alma sem os medos que muitas vezes acompanham cada emoção.
Escrevo pra expor a vida de forma crua mas poética.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Boa leitura!

Bom, eu sempre escrevo tudo que está no Dupla Delícia, mas esse texto (uma breve matéria) vale muito á pena ser compartilhada. Vai ao encontro de tudo o que luto por aqui, pela verdade, fidelidade a si, ...e tudo o mais!

Boa leitura!

"Por muitos anos eu trabalhei em cuidados paliativos. Meus pacientes eram aqueles que tinham ido para casa para morrer. Algumas experiências incrivelmente especiais foram compartilhadas. Eu estava com eles nos últimas três a doze semanas de suas vidas. As pessoas crescem muito quando eles são confrontados com a sua própria mortalidade.
Eu aprendi a nunca subestimar a capacidade de alguém para o seu crescimento. Algumas mudanças foram fenomenais. Cada um experimentou uma variedade de emoções, como esperado, negação, medo, raiva, remorso, mais negação e, finalmente, aceitação. Cada paciente encontrou sua paz antes deles partirem, cada um deles.
Quando questionados sobre algum arrependimento que tiveram ou qualquer coisa que faria diferente, temas comuns vieram à tona. Aqui estão os cinco mais comuns:

1 . Eu gostaria de ter tido a coragem de viver uma vida verdadeira a mim mesmo, e não a vida que os outros esperavam de mim.
Este foi o arrependimento mais comum de todos. Quando as pessoas percebem que sua vida está quase no fim e olham para trás, é fácil ver como muitos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não tinham honrado nem metade dos seus sonhos e morreram sabendo que foi devido às escolhas que fizeram, ou não fizeram .

É muito importante tentar e honrar pelo menos alguns de seus sonhos ao longo do caminho. A partir do momento que você perde a sua saúde, é tarde demais. Saúde traz uma liberdade que muitos poucos percebem, até que já não a tem.

2 . Eu gostaria de não ter trabalhado tão duro.
Isto veio de cada paciente do sexo masculino que eu acompanhei. Eles perderam a juventude de seus filhos e o companheirismo dos parceiros. As mulheres também falaram sobre esse arrependimento. Mas, como a maioria eram de uma geração mais velha, muitos dos pacientes do sexo feminino não tinha sido as pessoas que sustentavam a casa. Todos os homens que companhei lamentaram profundamente gastar tanto de suas vidas na esteira de uma existência de trabalho.

Ao simplificar o seu estilo de vida e fazer escolhas conscientes ao longo do caminho, é possível não precisar da renda que você acha que precisa. E criando mais tempo livre em sua vida, você se torna mais feliz e mais aberto a novas oportunidades, aquelas mais adequados ao seu novo estilo de vida.

3. Eu gostaria de ter tido a coragem de expressar meus sentimentos .
Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos a fim de manter a paz com os outros. Como resultado, eles se estabeleceram por uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eram realmente capazes de se tornar. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e ressentimento que carregavam, como resultado disso.

Nós não podemos controlar as reações dos outros. No entanto, embora as pessoas possam, inicialmente, reagir quando você mudar a maneira que você está falando com honestidade, no final isso erguerá a relação à um nível totalmente novo e saudável. Ou isso ou ele libera o relacionamento doentio de sua vida. De qualquer maneira , você ganha.

4 . Eu gostaria de ter mantido contato com meus amigos.
Muitas vezes eles não percebem verdadeiramente os benefícios de velhos amigos até estarem em seu leito de morte, e nem sempre foi possível re-encontrá-los nestes últimos momentos. Muitos haviam se tornado tão envolvidos em suas próprias vidas que tinham deixado amizades de ouro escaparem nos últimos anos. Haviam muitos arrependimentos profundos sobre não dar às amizades, o tempo e esforço que mereciam. Todo mundo sente falta de seus amigos quando estão morrendo.

É comum à qualquer um com um estilo de vida agitado, deixar amizades escorregarem, mas quando você se depara com a sua morte se aproximando, os detalhes físicos da vida caem. As pessoas querem colocar suas finanças em ordem, se possível. Mas não é dinheiro ou status que tem a verdadeira importância para eles. Eles querem arrumar as coisas para o benefício daqueles à quem amam. Normalmente, porém , eles estão muito doentes e cansados de gerir esta tarefa. E tudo se resume ao amor e relacionamentos no final. Isso é tudo o que resta nas semanas finais, amor e relacionamentos.

5. Eu gostaria que eu tivesse me deixado ser feliz.
Este é surpreendentemente comum. Muitos não percebem, até o fim de que a felicidade é uma escolha. Eles haviam ficado presos em velhos padrões e hábitos. O chamado “conforto” da familiaridade transbordou em suas emoções, bem como as suas vidas físicas. O medo da mudança os fazia fingir para os outros e para si mesmos, que estavam satisfeitos. Quando lá no fundo, eles ansiavam em rir e serem bobos em sua vida novamente. Quando você está no seu leito de morte, o que os outros pensam de você é muito diferente do que está em sua mente. Como é maravilhoso ser capaz de relaxar e sorrir novamente, muito antes de você estar morrendo .

A vida é uma escolha. É a sua vida. Escolha conscientemente, escolha sabiamente, escolha honestamente. Escolha a felicidade."

_Texto retirado do  http://www.mundonerd.blog.br/1up/2013/11/enfermeira-revela-5-maiores-arrependimentos-leitos-morte/

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Em todas minhas versões você está.


Já mudei tantas vezes. Aliás, tentei.
Já fui mais dura. Mais doce. Mais "nem aí".
Já fui ousada. Decidida. Insegura.
Já quis seu amor. Já me cansei de querer. Já quis de novo.
Já mudei de cidade, quis mudar de país pra ver se você se mudava daqui de dentro.
Já fui tanta coisa! Não várias personalidades, mas tentei várias saídas.
Já chorei dias e dias de saudades.
Já fiquei agoniada com tanto amor que não se esvai.
Já relaxei, já que o amor não sai.
Já fiquei irritada por não ter notícias suas. Não sei se casou, se acordou...Não sei de nada.
Já menti pra mim mesma, tentando me enganar a seu respeito, como você mesmo fez ao me ferir. Foi grosso e egocêntrico pra me desiludir. Mas como eu sei que você não é assim...não adiantou nada!
Já fui quem eu pude ser pra te esquecer. Porque eu sei que posso ser quem eu quiser ser, mas só quando eu quiser ser.
Mas mesmo sendo tantas...todas amavam você.
Aí eu desisti e resolvi te amar orando, te cuidando...te amar amando.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Sobre a inveja,

Aos poucos a gente vai amadurecendo e aprendendo que inveja, insegurança de alguma "amiga(o)" quanto a nós é só uma admiração absurda.
E se ela fica atenta à tudo que faz, imita seus passos, se aproxima de seus amigos... É porque você é digna(o) de ser imitado. Fique feliz por ser referência e saiba lidar com essa responsabilidade.
"Mas a inveja faz mal", você pode dizer. Sim, faz...pra quem sente e pra quem é o alvo e  não é guardado por Cristo.
Temos que aprender a lidar com isso com sabedoria.
Continuar amando, mas cuidando também das informações que damos. Afinal, se essa é a fraqueza alheia... É como deixar uma garrafa de pinga na frente de um alcoólatra. Não dá. Não é sensato.
E por que continuar amando a pessoa? Porque é o que temos que oferecer, porque é o que o mundo precisa. Porque é o que Jesus faria. Porque é o que ELE é: Amor. Porque é o que Deus faz conosco todos os dias: nos ama apesar de nós.
Porque se você acha que esse é um defeito e tanto (eu também acho), nós temos outros defeitos. Ainda mais se nos colocarmos diante dAquele que é Perfeito (Deus). E ELE em sua grandeza escolheu nos amar...
Vamos tentar fazer o mesmo com o próximo.
Eu sei, não é fácil. Às vezes é irritante ver que alguém queria ser você. Mas lembre-se: isso é uma admiração, é um reconhecimento de quão incrível você é para essa pessoa.


sábado, 23 de novembro de 2013

Natural...


De repente a única cidade que Ana não poderia estar, agora era sua nova residência. Ironia do destino ou desaforo do destino?!
A cidade que pra ela, inevitavelmente, respirava o nome dele, agora era sua também.
Tão perto...
Ela tinha consciência que precisava mudar, mudar a SI mesma, mas apesar dos vários dias que passavam, apesar de algumas mudanças já adquiridas...em seu coração o amor permanecia inabalável.
Há muito tempo não se viam, não tinham notícias um do outro. Pra tentarem se desvincular fingiram não se conhecer. É, é de rir uma situação dessa! É aquela situação onde sufoca-se o amor e muda-se trajetos para evitar que ele dê sinal de vida. Mas quando se encontram, não restam dúvidas. O amor existe em ambos. Talvez um mais assumido que o outro, mas os dois ficam com o coração na boca, com os olhos marejados e usando toda força possível para se controlarem e fingirem naturalidade.
Naturalidade... Natural é tudo o que flui sem esforço, é exatamente esse sentimento que está trancado no porão. Enfim,...
E cada dia ao mesmo tempo que ela desejava encontrá-lo, ela temia esse dia. Temia as grosserias, a frieza...ele era um ator e tanto na vida! Fingia até pra si! E durante as "encenações" já disse coisas terríveis que dias depois assumiu a verdade, vivendo uma contradição incrível!
 Apesar de Ana se atentar sempre mais às palavras dos olhos do que as da boca, as palavras ditas machucavam.
 Um dia se esbarraram no "Café" da cidade. Olharam-se, cumprimentaram-se naturalmente como dois desconhecidos. Ela pegou o seu leite no balcão e foi sentar-se numa mesa. Ele a observava. Ela fingia que não via. Ambos pegaram o celular pra distrair e evitar pensar.
De repente, ela ouve uma cadeira sendo arrastada. Era ele sentando-se na frente dela, com ela.
-Posso?
-Claro.
O silêncio tomou conta por alguns segundos. Mas ele temia que o silêncio revelasse as batidas de seu coração acelerado.
-O que faz por aqui?
-Ué, vim tomar um leite. Você sabe que eu gosto.
-Sim, eu sei. Mas eu me referia a cidade...
-Ah sim...Eu...
E antes que ela respondesse, ele viu que a boca de Ana estava suja com o chantilly e avançou um pouco mais perto quase a beijando. Por 5 segundos de instinto ele foi na direção dela para limpá-la com a língua, beijando-a.
Eles se olharam de verdade pela primeira vez.
E Ana pensava, pensava e não chegava a lugar nenhum. Aquele momento em que você não sabe se quer sair correndo por covardia ou por ter coragem! Talvez por coragem de não aguentar mais a covardia. É a coragem da fuga.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Não se importe tanto em ir pra frente, importe-se em ir pro alto!


Enquanto querem me apresentar pessoas incríveis do mundo inteiro, eu só queria "des-apresentar" UMA pessoa ao meu coração.
Tantas pessoas com tantas virtudes, atravessando mares por mim, mas nenhuma atravessou meu coração. Só um. E é o UM que não foi capaz de atravessar poucos quilômetros. Não por incapacidade, simplesmente por não conseguir ficar alguns dias sozinho, por não ter um desenvolvimento emocional a ponto de saber esperar. E preferiu alguém que visse todos os dias, mesmo que no início seu coração não saltasse.

Há algum tempo escrevi que estava colocando nosso amor para adoção. O amor que nasceu de NÓS, que se fez vivo a partir de você em mim.
É...há alguns meses eu coloquei seu amor pra adoção. Tolice! Como se fosse possível!
Claro, não deu certo. Não tinha como dar! É uma questão de encaixe.
Me enganei ao pensar que o amor seria como filho que se adaptaria a quem convivesse com ele.
Menti pra mim. Menti pra você. Eu sei, isso é comum. É o que as pessoas fazem, mentem pra si.
E eu via tanta gente 'feliz' dizendo que deixou de amar alguém, inclusive se relacionando com novas pessoas... Mas descobri que era tudo mentira. Não se deixa de amar alguém sem motivos. Paixão sim, passa. Mas amor de verdade...
Bom, eu não consegui viver assim e nunca vou conseguir me abandonar por puro capricho ou orgulho. Confesso que até tentei, porque na hora do desespero pra se esquecer alguém a gente acaba tentando essas "tosqueiras"! Mas eu?! Eu sou feita de Verdade, sou filha dAquele que É Verdade (Deus), e não admitiria viver num auto engano por tanto tempo.
Por ignorância acabei me recorrendo a isso, mas o tempo de ignorância passou, hoje tenho um pouco mais de conhecimento sobre mim. Me agredi fazendo isso, mas me perdoo. A vida é assim mesmo: erros, arrependimentos, mudanças necessárias e acertos.
Mas sabe, descobri que a maioria que diz que deixou de amar há duas possibilidades: ou finge que não ama, fugindo de qualquer contato para evitar ouvir o coração; ou não era amor. E eu me pergunto "por que?"
Por puro orgulho. Já ouvi isso de um amigo quando perguntei porquê ele não ia atrás do amor dele. Ele respondeu : -"porque nosso tempo passou, .."
-E o amor tem tempo?! Se você ainda a ama e pensa nela, o tempo não passou! O tempo do amor é um círculo, não tem começo nem fim. 
-Mas a vida caminha pra frente!
-E quem disse que pra caminhar pra frente você não pode corrigir um erro do passado? Você não acha que estar com quem se ama, mesmo que seja necessário dar um passo atrás, é caminhar pra frente?! Aliás, é até mais! É para frente e para cima, pro alto (mais perto de Deus)! E quer saber, não adianta ir pra frente se você não for pra cima. Indo só pra frente sem se enfrentar, se desarmar e amar é ir longe sendo pequeno. É pra cima que se anda, é crescendo como pessoa, se conhecendo.... Porque mais importante do que o tanto que você caminhou, é QUEM VOCÊ se tornou, se está com quem te DESPERTOU e se você permitiu-se ser amado e amar. Não importe-se tanto em ir pra frente, importe-se em ir pro alto!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Por um mundo mais curado e liberto!


As mentes pequenas é que têm que crescer, e não as grandes se diminuírem.
Cada um tem sua fraqueza, então, que possamos nos fortalecer ao invés de apenas assumirmos nossas demências e "idolatrá-las" não deixando que ninguém as toque.
Saiamos da penumbra. Não seja sombra de quem você pode ser!
Uma vida curada nos liberta!
Sim, teremos que nos libertar um pouco a cada dia pra sempre, é um leão por dia mesmo, mas é o caminho de maturidade da vida, do aprendizado, do crescimento.
Vá por esse caminho ao invés de moldar o mundo de acordo com suas "meninices".
Vá pelo caminho de aprender a se amar de verdade a cada dia. Porque a maioria dos defeitos que nos destroem são frutos de um amor próprio muito mal resolvido.
Inseguranças, inveja, ciúmes, defeitos em geral têm que ser enfrentados, tratados e superados!
Não façamos de nossos defeitos "bichos de estimação"!
Não alimente doenças emocionais, confronte-as!
Por um mundo que não gire em torno das doenças, e sim, que busque a cura delas!

terça-feira, 19 de novembro de 2013

Desculpe-me se te amo.




Desculpe-me se o fato de eu pensar te ofende. 
Não deveria. 
Eu penso por nós. 
Penso pelo coletivo, por isso insisto em abrir os olhos (seus e meus). 

Desculpe-me se não me apego à beleza pra viver. 
Pra mim, a beleza está no SER. Ser quem se é. 
Claro, há pessoas que são mais agraciadas (falando esteticamente), mas não as culpe por isso. Não é caso de penitência. A feiura da alma sim, deve ser corrigida.
Beleza se admira. Serve de referência? Que seja! Mas não de algo a ser imitado, e sim como algo a ser aprendido: um cuidado consigo, um " querer a mim mesma bem".

Desculpe-me se te amo apesar de tudo. 
Apesar do tempo, distância, palavras,... É que não te amo por essas superficialidades. 
Te amo no fundo, no profundo de cada olhar e silêncio. 

Desculpe-me se minha coragem te desencoraja. Não era a intenção. 
Até porque nem sempre tenho coragem, apenas me recuso ser refém de mim, de inseguranças ou racionalidades inúteis. 
Procuro caminhar com Fé. E a Fé, você sabe, não duvida, simplesmente crê mesmo que pareça inacreditável (no sentido literal da palavra). 

Eu sei, nem precisava pedir tantas desculpas, mas acredito que sirvam de "desculpas" (esfarrapadas, eu sei) para tanta ação sem lógica, sem amor, robótica,...
É uma justificativa que quero acreditar pra cada "não" mentiroso que tanto queria dizer 'sim', pra cada "adeus" querendo ficar. 
É o meu jeito, é o jeito que encontrei de te amar.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Minhas metades

-Não seja tão estúpida! Deixe de amá-lo
-Ah tá...E você não acha que já tentei?
-Todo mundo consegue, ué!
-Ou não, né?! Quem consegue, não era amor, era paixão. Ou simplesmente se negam...
-Que falta de amor próprio?!
-Você realmente acha isso? Eu acho o contrário! Acho que é tanto amor próprio que me recuso a me enganar, fingir, me trapacear. É um amor próprio tão genuíno que exige verdade, transparência.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Arrebente essa corrente!


É o raso que me sufoca.
É a corrente que prende os outros que me atormenta.
Porque eu também já fui presa. E quando vivemos assim, até acreditamos que estamos bem. Claro, estar bem em qualquer situação é uma escolha. Mas quando nos soltamos vemos quão incrível é a profundidade das águas, quão grandiosa é a vida vista lá de cima...do Céu!
E você pode viver um grande amor de tirar o fôlego, pode musicar os passos, pode flutuar, pode tanta coisa...
Vocês podiam voar, mas não voam!
Preferem a escravidão de uma vida guiada por "destino", comodismos, conveniências, possíveis.
E a gente (que também já foi preso) quer libertá-los, quer fazê-los enxergar...mas se negam, temem se olhar.
É angustiante vê-los à margem sabendo que há um mundo inteiro disponível.
Há um Céu infinito!
A liberdade tem preço alto pra maioria. Ela teme a responsabilidade da liberdade.
A independência a assusta!
Mal sabem quão leve é ser livre! Livre de si, de limites criados por nós, de justificativas insanas...
Não limite sua vida baseado na sua razão.
Confie em mim quando digo: A RAZÃO É RASA.
Eu sei, é uma opção viver no raso. Mas é uma opção covarde.
Há mais, muito mais!
Venha para o MAIS da vida!

sábado, 9 de novembro de 2013

Romance da vida.


Como Vinicius foi persistente! Cada muro erguido, ele saltava. Cada questão levantada, ele solucionava.
Cada não ouvido dela, era estímulo. Cada "mas", virava "MAIS".
Quando Rute pensava que ele tinha, finalmente, desistido...lá estava ele esperando com tranquilidade.Ela não sabia mais o que fazer para fazê-lo desistir, e falar 'não' naquele momento da vida dela seria loucura. Afinal, ela precisava avançar. O cara que possuía seu coração já tinha sumido há tempos!
E Vinicius teve toda paciência e determinação do mundo! Inacreditável!
E ele foi conquistando-a pouco a pouco.
Eles gostavam da companhia um do outro. Ele sonhava se casar com ela, ter filhos e fazia planos. Ela? Bom, isso a deixava bem perturbada. E não era medo de se envolver ou de dar um passo tão grande. Não! Era porque ela não o AMAVA (amorrrrrr mesmo, sabe?! Aquele amor que te dá toda a certeza do mundo mesmo sem ter qualquer motivo, aquele amor que te dá frio na barriga e um certo desequilíbrio...sabe?!).
Mas, eles estavam vivendo muito bem como casal atualmente. Porém não foi sempre assim. Não para Rute.
Ver toda aquela devoção, aquela vontade e não conseguir corresponder a massacrava. Ela sentia-se como se estivesse o enganando, mas ela estava tentando com todas as forças.
Demorou bastante até que eles tivessem sua primeira noite de amor. E quando tiveram...Ahhh pra Vinicius foi incrível (no sentido bom da palavra), e para ela incrível (no sentido 'NÃO CRÍVEL'). Ela não acreditava que aquilo estava acontecendo. O tempo todo ela pensava: "não era ele quem tinha que estar aqui, não era...".
Aos poucos ela foi aprendendo a conviver com aquela sensação de traição surreal que a acompanhava toda vez que ela não estava com o grande amor de sua vida. O amor? João era seu nome.
João estava longe, levando sua vida com outra mulher. Mas vez ou outra pensava em Rute. Era inevitável, ela morava dentro dele apesar de todas as tentativas de matá-la dentro de si.
Por que isso? É uma pergunta que Rute nunca conseguiu responder. Eles nunca brigaram! Discutiram coisas, normal...expuseram opiniões, mas sempre tão respeitosos um com outro... E sempre se pertenceram. Antes mesmo de se entregarem, eles se pertenciam. Era visível. Mas algo afligia João. Talvez ele tenha uma versão feminina de "Vinicius", um alguém que persiste tanto que a gente fica sem saída, sem jeito de dizer tchau, de falar "não"... Talvez... Talvez tanta coisa!
João feriu Rute propositalmente para que ela desaparecesse! Como se isso a fizesse sumir de seus pensamentos também...
Claro, ela se assustava, doía, mas ela sabia que ele a amava. E esse "saber" a incentivava a perdoá-lo, porque ela sabia que quando a gente machuca alguém que ama, primeiro dói na gente, e vê-lo chorar (por dentro) a comovia, a movia. E ela o aceitava mesmo sem entender, e o amava mesmo sem querer.
Um dia João ouviu rumores de que Rute estava noiva. Bateu um certo desespero. Uma reação que nem ele entendeu, afinal, ele negava seus sentimentos. E pela primeira vez, ele decidiu se abrir de verdade com um amigo: - cara, a Rute está noiva.
-Sim, fiquei sabendo. E você está namorando há anos com a Cláudia!
-É, eu sei. Mas...
-Mas o quê, mano? Ela mexe com você ainda?
-Não sei, me deu um nó no estômago.
-Cara, não deixe essa mulher escapar. Não é qualquer mulher que causa isso na gente! Ela é a mulher que você sempre quis e sei lá porquê você se negou recebê-la. 
-Mas e a Cláudia? E o noivo da Rute? Eu não posso fazer isso com nenhum deles, nem com Rute.
-Você não pode é ser omisso mais uma vez! Cara, todo mundo sabe que a Rute te ama, ela jamais te diria "não"!
-Ah não viaja...Isso é coisa de filme, novela,...
-Não, isso é coisa de quem ama e sabe o valor que é amar alguém! Se ela se casar com o outro cara, será incompleta, assim como você. Se vocês se casarem cada um com outra pessoa, apesar do casamento, serão dois encalhados. Isso mesmo, ouvi isso esses dias, casados e encalhados. Entende?! Dá tempo de você fazer a coisa certa! Orgulho pra quê?

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

E aqui estamos de novo.




Bom, meu amor, aqui estamos mais uma vez.
Quantas despedidas já tentamos... Uma mais fingida que a outra.
Me despedi de você, me despi de você. Te tirei por fora, mas por dentro você se recusa a sair.
Não nos veríamos mais, mas ainda te vejo.
Fingiríamos que não nos conhecemos (opção sua), e confesso, às vezes quase acredito.
Você disse que cortaria qualquer contato, mas aí está me lendo...Já até sei o que está pensando: "é curiosidade".
Não te julgo, pelo contrário, te entendo. Também tenho curiosidade de saber como você está, se ainda pensa em mim quando ouve uma música mais "alternativa", quando toma leite, quando olha para um jardim...., também tenho vontade de saber se pensa em mim quando fecha os olhos do rosto e abre o da alma... Mas como você mesmo deve estar dizendo..."é só curiosidade...."
Aham...Eu finjo que acredito e você também.
Mas eu sei que está aí tentando se achar em alguma vírgula de cada texto, tentando descobrir como estou, se te esqueci... E eu sei que, por mais que sejam histórias fictícias, você vai se achar nelas. Porque sempre falam de amor, e amor sempre lembra você, sempre lembra meus temas, sempre aborda o nós.
Mas calma, não o nós - você e eu- , mas o nós- plural de alguém.
E aí, a gente não se olha mais, mas se procura. Se procura no outro.... Eu sei, tão insano isso!
E quanto às histórias passadas, mas jamais ultrapassadas, que pareciam te descrever, fique tranquilo. Naquelas em que você se enxergar feio e mau, tudo não passava de invenção. Porque suas intervenções pra me ferir nunca adiantaram pra que eu deixasse de te amar.
Me feriram, claro, mas como aprendi : "o amor cobre multidão de pecados". E seu 'pecado' de me machucar se tornava desprezível por eu te amar. Então, eu te recriava com uma maldade intencional e assim  te feria também, porque te ferindo eu me doía. E perdoar a mim mesma por machucar quem amo parecia um pouco mais complicado. Então, eu te complicava, me complicava.
Tudo em vão.
Deus me perdoava, me perdoa e não posso ir contra ELE. Por isso, me perdoava também.
Porque, você sabe, eu te amo como talvez nunca alguém vá te amar, mas ainda acima de você está meu Pai de Amor, meu Deus...ELE, sim, é meu Tudo. E é ELE quem me ensina esse amor que parece absurdo!

domingo, 3 de novembro de 2013

"Conto" moderno.


Cidade grande, ampla, distante. Fria, calculada, esquematizada.
Pessoas planejadas se encaixavam perfeitamente naquele pedaço de terra. Alma? Parecia coisa de outro mundo! Coração?! Até tinham, mas estava muito bem submetido a estratégias para alcançar as metas da vida.
Não, não estou falando de um mundo distante. Muito menos de robôs. São humanos (ou deveriam ser) que deixaram em segundo plano a natureza divina doada a nós, essa coisa que faz nosso coração ouvir a voz de Deus, e que faz nosso coração falar...
Nessa cidade vivia Julia, mulher inteligente, astuta, competitiva. Coisa de gente que é muito batalhadora mas que, infelizmente, acabou entrando nas regras do mundo. Capaz de tudo para ficar com um homem...
E homens, nós sabemos, são quase todos levados pelo vento que faz mais força. Caem em qualquer drama e acreditam cegamente no que elas "aparentam ser". E quando conseguem enxergar a verdade já estão muito bem embaraçados com a fantasia criada e fogem de qualquer incômodo para evitar passar por conflitos emocionais, mesmo que esses conflitos sejam necessários para uma libertação, crescimento ou qualquer coisa assim.
Nesse mesmo ambiente vivia Frederico. Logo logo você o chamará de Fred, é natural, pois ele é daquelas pessoas que a gente se apaixona logo de cara e deseja uma intimidade. É daqueles em que nos identificamos facilmente pois ele enxerga pessoas, embora muitas vezes finja não ver. Talvez uma reação de defesa.
Apesar de morar ali, Fred escondia dentro de si aquela natureza divina que me referi no início da história. E no caso dele, era ainda mais divina, principalmente para Sofia (que logo vocês serão apresentados)! Mas Fred havia sido feito sob medida pra ela, sabe?! Sabe quando você manda fazer uma roupa?! Então, é feita pra o seu corpo, é exclusivo seu. Outras pessoas podem até usar, experimentar, comprar...mas nunca terá o caimento tão perfeito como pra você (que foi o molde). Entende?! Assim era Fred e Sofia.
Mas como falei, há um tempo Fred escondia essa "divindade" toda....
Por que eu falo que ele escondia?! Bom, certa vez Fred se apaixonou ardentemente por uma garota. SOfia era o nome dela. Ela despertou ele, como aquele conto de "A Bela Adormecida", só que no caso foi O BELO. O beijo do amor verdadeiro desperta.
Mas quando esse tipo de amor desperta, assusta! Perdemos o controle da situação! E nossos planos, nossas metas, e nosso planejamento de "casar só daqui uns anos" ou até de "não casar"?! Esse tipo de amor bagunça a gente, e às vezes é mais fácil fugir da história e se envolver com a moça do castelo do que trazer a Bela Adormecida pro Reino.
Eu sei, é muito conto de fadas para uma história tão moderna. Mas os contos de fadas são muito mais reais do que imaginamos. Só que eles deixam as coisas mais bonitas, menos covardes.

E não, não estou dizendo que Julia seja a vilã ou Sofia a mocinha. Dentro de cada história podemos ser as duas coisas. Nesse caso, onde há amor genuíno, a gente acaba torcendo! É nosso lado divino gritando...Sim, o divino sempre está presente, nós é que muitas vezes estamos frios e indiferentes.
Julia tinha algo em comum com o Frederico atual: moravam na mesma cidade feita por planos e metas, assim, ela sabia exatamente como agir para envolvê-lo. Ela sabia o jogo da vida.
Sofia, coitada, não tinha ideia nem de quando era dado o apito de início de jogo, quanto mais das regras!
Ele, perdido com o sentimento; ela, perdida com o jogo. Cada um imaturo numa área, e ambos sem muita disposição para lutar, pagar um preço. Talvez por se parecerem por dentro e terem o coração gigante tinham um certo receio de se ferirem. Claro, tudo involuntário, inconsciente.
Sofia, por impaciência de ser trouxa mais uma vez, foi para o outro extremo e quis exigir maturidade de Fred numa área em que ele não poderia dar. E acabou sendo imatura também, e só porque tinha certeza de todo o amor existente, se entregou sem jogar.
Ele, acostumado com o jogo, e desestruturado pelo sentimento ficou sem entender tudo aquilo e 'jogou a toalha'.
Eu sei, parece a história de amor mais rápida do mundo! Uma história que durou, teoricamente, um parágrafo.
Mas vamos olhar um pouco além.
Esse romance não começou quando eles se beijaram. Nãooo! Começou bem antes. Começou quando eles se sonharam, quando eles se imaginavam...quando ele sonhava com uma mulher feito Sofia pra ter ao lado pra sempre; e quando Sofia o desenhou com cada detalhe.
E esse romance teve vida 'palpável' quando eles se deram "Oi" pela primeira vez. Aquela foi a primeira vez que um "oi" fez tanto sentido, e que um "tchau" doía tanto.
MAS num mundo moderno e ensimesmado a lógica anda do avesso, e mesmo se amando, se deixaram ir.
Na verdade, o amor não era tão consciente assim. Todos os dias Fred dizia pra si que aquilo havia sido uma paixão momentânea de menino e que agora ele era um homem maduro e precisava de toda racionalidade numa relação. Ele optou por Julia, que aliás também o fazia muito bem, apesar de não aflorar toda doçura e  grandeza dele. Mas e daí?! Ele não se percebia.
Mas o amor, vocês sabem (ou ainda vão saber!), não dá pra trancá-lo. Uma hora ou outra ele sempre aparece. E em vários momentos Fred ainda pensava em Sofia, ele ainda a carregava no coração. E no coração ninguém enxerga, ninguém pode julgar, ninguém sabe quem carregamos...Até porque, muitas vezes, até nós escondemos de nós mesmos. Afinal, se assumirmos que enxergamos teríamos que, por honra, mudar a vida completamente se necessário.
E Sofia não ficava atrás. Ela também estava com alguém que fazia muito bem pra ela. MAS, ela era mais honesta com o próprio coração e assumiu pra si que amava Fred. E ela descobriu que o amava do nada! Como? Todas as noites antes de dormir, ela fechava os olhos e, sem querer, o via, e como de praxe dizia em voz baixinha: "Boa noite, meu amor. Durma com Deus. Te amo."
E ela fazia isso e nem percebia, pois era tão natural.
Certo dia, ela estava deitada ao lado de seu atual namorado, quando ela fez toda essa rotina antes de dormir. Sofia se deu conta de que ela realmente amava Fred. Apesar de tudo, de toda força que ele fez para que ela não o amasse, apesar de toda força que ela fez para acreditar que foi tudo "enganação"...ela o amava! E a essa altura nem sua cabeça a deixava mentir.
E esse romance que começou nos sonhos acordados de ambos ainda continuava nos sonhos noturnos.
E eles se amavam para sempre até onde suas coragens permitiam. Até quando seria só nos sonhos?!
Só o tempo podia dizer e e só eles podiam mudar isso.