Dupla Delícia.

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domingo, 11 de agosto de 2013

Por que a gente ama?


Por que a gente ama alguém?
Pela forma que olha, que fala, que ri, que respira...?
Não, acho que não. Pois se ele olhasse diferente, se falasse diferente (mais rude), se a gente não sentisse a respiração perto o amor esfriaria.
Por que esse alguém merece?
Também não. Muitas vezes, a pessoa merece sim, pelo menos pra você, ela merece. Não por ser perfeita, mas por ser humana.
Se fosse por mérito de 'perfeição', não teríamos nem o amor de Deus. E é isso que é o amor, algo divino.
É uma parte de Deus, uma parte da graça imerecida.
Claro, normalmente (de maneira saudável) a gente não ama quem nos maltrata (pelo menos, não começa a amar assim). Há as virtudes que admiramos, há os defeitos que suportamos.
Mas amor, desses que de tempos em tempos visita nossa cabeça independente do tempo que se passe, nasce do coração, que não enxerga da mesma forma que nossa razão. Ele enxerga além. Bemmm além.
Como eu já disse outras vezes, a razão é rasa.
A grande questão é, como deixar de amar alguém se não foi um amor aprendido???
Quando é "amor aprendido" é tudo pautado na lógica. Tipo, eu decido amar porque gosto disso, disso e daquilo; aí, a pessoa se revela depois de um tempo e você já não vê essas coisas nela, então...o amor tem justificativa pra acabar.
Mas quando é amor divino, quando é amor que gera paz...não importa o tempo que fiquem sem se encontrar, não importa distância que quando se encontram o coração pula, a razão dança. Porque amor assim não mora fora (lógica), mora dentro (coração). Por isso, não sei se acaba.
Talvez não.


''Eu fiz uma porção de besteiras - de que aliás não me envergonho - pois tudo que é motivado pelo amor tem uma grandeza que os olhos de Deus sabem distinguir.'' Carlos Drummond de Andrade

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