Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Na intimidade.


Estávamos ali no quarto conversando.
Eu, exausta, não suportando mais meu próprio peso, desatei a chorar.
Chorava, chorava, e cada lágrima parecia que carregava um grito entalado, cada lágrima parecia um mundo que eu tentava carregar. Eram muitos mundos! Eram muitas pessoas que eu gostaria de ajudar, que, se eu pudesse faria-as despertar. Mas eu, em mim mesma, não posso e isso às vezes me dói.
Me dói não poder fazer mais.
E ao mesmo tempo que percebo essa dor, percebo também quanta pretensão minha! A soberania pertence ao meu Pai, e meu irmão já fez tudo o que precisava ser feito. O grande problema é essa minha mentalidade limitada, terrena e incrédula. E me vejo querendo fazer o que já foi feito.
E antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Ele me lia. E disse:
-Filha, o que você precisa assimilar, acreditar mesmo (não só da boca pra fora ou com a mente)...é que sou seu Pai. Te fiz para governar sobre esse mundo. Não sobre outros homens, mas sobre coisas, circunstâncias...Há algumas coisas que você não precisa pedir. Você é filha, vá lá e pegue. Acredite, traga à existência. Ordene ao invisível.
-Hein?! Mas isso é tão contrário ao que aprendemos no mundo.
-Sim, e é por isso que a maioria vive muito abaixo do que tenho para vocês.
-Papai, hoje não quero te fazer pedido de coisas. Mas te peço uma coisa: fique comigo, me ajude a esvaziar-me de mim mesma. Livre-me de mim mesma! Livre-me de meus pré-conceitos, quase sempre precipitados. Livre-me de meus julgamentos (baseados no olhar egoísta e raso de nós, humanos). Livra-me de meu "achômetro". Não quero "achar" nada, quero crer no que o Senhor diz e pronto.[...] Sabe, isso tem me atrapalhado a usufruir do que o Senhor tem pra mim, de sua Perfeita Vontade. Eu tenho errado com pessoas, mesmo querendo acertar. Me vejo tão "terrena" e enxergando as coisas de uma forma tão medíocre e mundana, mesmo sabendo que não sou daqui, sou do Céu.
-Amorzinho, calma. Tenha paciência com você mesma. Eu te entendo, te aceito e estou te ensinando, tenho forjado seu caráter nesses dias. Tenho visto suas dores, tenho te assistido. Em momento algum Eu me ausentei. Me dói vê-la chorar tanto por não confiar verdadeiramente em Mim. Mas não te condeno por isso. Você tem estado mais tempo comigo e tenho visto seu crescimento, suas mudanças...Não pare. Mudança de mentalidade é um processo contínuo. Continue, Eu estou com você em todo tempo. TODO tempo.

O que falta é honestidade no espelho.

Conversando com um amigo-irmão, ele disse: -Tá difícil, a mulherada não tá fácil , aliás, tá fácil demais. É difícil ser fiel, e difícil achar alguém que valha...
-Ser fiel é escolha. Acredito que quando há amor, não cabem outras coisas, outras pessoas. O espaço já foi preenchido. Você, por exemplo..
-Eu, o quê?
-Você namora mas não está nem aí! Por que namora então, já que não tem amor o suficiente para manter uma relação?
-Ué, vai que eu fico doente! ahahahahahahahahaha
-Hum...simplesmente para ter alguém então... Mas por que não termina e procura alguém que faça seu coração pular?
-Ahh...ter que passar por tudo de novo, envolver com família, ...Na verdade, mulher bonita assusta. Homem é bicho bobo, inseguro. Ele acha que porque a mulher deu moral pra ele, pode dar pra outros...
-Isso que é irritante! Julgam por uma atitude e não pela história...
-É...
-Eu, por exemplo, você me conhece, sabe que sou a pessoa mais lerda, e devagar do mundo com relação a me abrir para conhecer pessoas. Aí, de repente, inacreditavelmente me apaixono, e me dá uma urgência viver isso. Então, eu faço o que nunca fiz na vida: aposto no cara, digo sim sem titubear, viajo junto logo no início...e o cara deve achar que sempre fiz isso, e me julga uma mulher maluca.[...] Por que vocês são assim, tão rasos?
-Ahh...se você descobrir isso, escreva um livro....
-Palhaço!(risos) É sério...o que lhes falta é coragem, sinceridade com vocês, decisão de crescer... Aliás, não só aos homens, mas ao ser humano mesmo.

terça-feira, 30 de julho de 2013

Tão perto e tão longe.

Na mesma cidade, na mesma rua. No coração?! Acho que não mais.
Uma sensação estranha de imperfeição.
Uma sensação de "ingredientes reunidos mas o bolo não saiu".
Pra mim, sempre foi comum manter um carinho, amizade por quem passou, quem fez parte. Mas a impressão que eu tenho é que ele nem passou.
Por um bom tempo lutei pelo que acreditava, e tratava-o como amigo (e trato meus amigos muito bem!). Mas nem amigo ele soube ser.
E não é que eu tenha parado de lutar.
Pior, muito pior, parei de acreditar.
Acho que, o que pra mim era amizade, pra ele era falta de amor próprio e achava que eu estava insistindo. Tolice!
Eu sei, nunca fui de falar dele assim com tanta frieza. Mas foi no inverno que ele me deixou, depois que descobri que fomos (fui: eu e a "situação plural") inexistentes.
É assim que reagimos quando a decepção bate na porta pela milésima vez.
Nas outras vezes, eu deixava passar, achava que era meninice.
Mas chega uma hora que não cabem mais justificativas, é frieza e desamor mesmo. E só o que me resta é encarar os fatos (mesmo que eu ainda tenha fé de que os fatos não fazem com que o que vejo seja a verdade. Porque o ser humano é astuto, engana-se, forja realidades...).
Mas... encaro os fatos e vejo que nem número eu sou.



É...e mesmo depois de tudo isso ainda acho que talvez eu esteja focando no "negativo" demais porque é necessário para o positivo desaparecer. E mais uma vez justifico o injustificável.

Renovando o Visto.

1-Boa tarde.
2-Boa tarde! 
1-Já foi aos EUA antes?
2-Sim, ano passado. 
1-Seu visto era que categoria?
2-Imprensa. 
1-Já foi pra outro país além dos EUA?
2-Sim.
1-Quais?
2-República Tcheca, Espanha, Portugal e Peru. 
1-O que você faz?
2- Sou atriz e jornalista. (me contive pra não falar as mil e uma coisas que faço nessa vida!) 
1-Casada?
2-Até você?! Que desaforo! Olha só, eu só quero tirar meu visto! Não estou te perguntando nada pessoal. A gente estava indo bem até aqui. Não falo de minha vida particular. E se eu não for, qual é o problema? 

Que mundo invasivo!

domingo, 28 de julho de 2013

Tem mais, muito mais!

Tenho achado incrível essa mobilização das pessoas pra saber por onde o papa anda e tal. Legal essa admiração. Esse papa tem falado puramente o que Cristo nos ensina, o que a Bíblia nos ensina. Muito bom isso!
Mas fico pensando, JESUS Cristo, o homem mais perfeito do mundo, Aquele que é Deus e se fez homem por nós....Aquele que o papa prega, aquele que eu prego, aquele que tantos pregam...ESTÁ DE BRAÇOS ABERTOS PRA NÓS 24 horas e poucos se disponibilizam para buscá-LO.
Queridos, Jesus Cristo nos deixou o Espírito Santo....GRATUITAMENTE, por AMOR, PELA GRAÇA.....Ele deixou o Espírito Santo, o próprio Deus, para habitar dentro de nós. Não negligenciemos isso! Não tratemos com indiferença!
ELE, SIM, é Deus.
ELE, sim, tem todo poder, autoridade, amor, plenitude...
E o melhor, pode habitar dentro de nós, dentro de quem O quer e crê.

Bom, é isso...Beijos.
Bom domingo!



Obs: saindo da rotina de meus textos. Hoje resolvi abordar um tema que está dando em todos os jornais.

sábado, 27 de julho de 2013

Sem venda nos olhos.


Nem toda dor gera morte.
Há dores que geram vida. A dor do parto, por exemplo.
A dor da decepção, por exemplo, gera um despertar.
Às vezes a decepção é bem vinda.
Porque no meio da tristeza, da raiva, da frustração, do amargo, da "inacreditável" tolice....no meio daquela mistura toda de sentimentos que trazem a decepção, eu passo a mão no rosto e esbarro na venda que tapava meus olhos. Arranco-a.
Como é clara a realidade!
Não existe nada na minha frente. Nada. Nunca existiu.
Foi criação de minha cabeça criativa. Um amor imaginário.
Aliás, um amado imaginário.
Porque não tem jeito, não sei como, mas o amor nasceu mesmo sendo a partir de alguém que nunca existiu.
O que fazer agora? Eu me pergunto isso também.
Guardo o amor nascido de minha realidade sonhada, imaginada.
Quanto ao amado? Bom, sigo em frente, desfazendo a nuvem do sonho, aprendendo a lidar com a verdade da inexistência dele. Foi isso que aprendi: ao ter minha existência ignorada por quem eu mesma criei, percebi que foi ele quem nunca existiu.
E a realidade volta a ficar assim, calada.
Minha estrada volta ao normal, sonhada.
E eu volto ao meu estado original, como Deus me criou, amada.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Um estranho.


Era estranho.
Ana não o conhecia mais.
Ele agora era um outro cara.
Não era mais o cara educado por quem ela havia se apaixonado. Esse agora a deixa falando sozinha (sem um pingo sequer de cordialidade).
Não era mais o cara gentil que ela tanto admirava...é grosseiro.
Não era mais o cara que a fazia rir. Agora, ele fazia-a chorar com tanta indiferença.
Fingia, infantilmente (sem nenhum motivo aparente, real ou fundamentado), que não a conhecia.
Fingiu tanto e tão bem que Ana acreditou: ela não o "re-conhecia".
O cara que ela tanto admirava se perdeu. Perdeu a doçura, a simplicidade. E o amargo e complicado estava difícil de engolir.
Aquele cara de encaixe perfeito, humildade no peito, coração aberto....AQUELE CARA que, em meio a tantas virtudes, havia despertado o amor dela com naturalidade....não era mais O CARA!
Era um outro. Talvez agora seja o real, verdadeiro.
Era estranha aquela situação.
Agora ela tinha o amor despertado mas não existia mais quem despertou aquilo tudo.
E o amor ficou desabrigado. Ficou brigado (com sua origem).
Era estranho.
O amado já não existia, o amor persistia, mas agora, Ana desistia.
Desistiu.
Agora não era mais a situação, era o cara...UM ESTRANHO.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Fé.


Fé não é sentir. É decidir crer mesmo quando não sentimos, não vemos e tudo parece vir contra nós.
Acreditar quando as coisas já estão caminhando, quando estamos vendo...não é fé. É apenas uma constatação de sua visão.
E na maioria das vezes, nossa Fé duela com nossas emoções. Mas...não sejamos guiados por emoções (que são inconstantes e circunstanciais). Sejamos guiados pela Fé no que Deus nos diz em nosso coração.
É uma decisão diária. E, eu sei, muitas vezes não é fácil porque nosso coração sangra, mas vamos nos firmar Naquele que nos ama absurdamente.
É normal nossa alma (coração, emoções) ficar abatida uma vez ou outra, mas nosso espírito precisa estar de pé. E pra isso, mergulhe em conhecer o Pai.

"A fé vem pelo ouvir, e ouvir da Palavra de Deus."

"Fé é a certeza das coisas que se esperam, é a convicção de fatos que não se vêem". Hebreus 11.

Bom, é isso que tenho aprendido e tenho buscado viver, por isso, compartilho com vocês.

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Nem tão de repente assim.


A vida é cheia de DE REPENTE.
De repente, nos apaixonamos.
De repente, decidimos viajar.
De repente, acontece!

Mas algumas coisas, talvez as mais cruciais, não se constroem e/ou
destroem num passe de mágica.
Não existe, PRA MIM, de repente "desamor".
Mas algumas pessoas insistem tanto pra que isso aconteça...
É tanto desdém, é tanta prepotência de achar que alguém "morre por ele/ela"...que
isso vai desconstruindo o castelo onde o amor residia.
E mesmo que a gente não queira, não dá mais.
Dia após dia, uma coisa cai, até que cai a admiração, o tesão, a risada...
E a gente olha pro chão e vê o sonho e o amor em pedaços, maltratados, pisados, desabrigados...
E DE REPENTE, a gente se vê no meio de entulhos.

E nessas horas nosso castelo virou ruína, a poeira escondeu o Sol, e não enxergamos muito bem
as coisas. E quando alguém dá-nos a mão, mesmo não sabendo quem é, mesmo não sendo a mão que imaginamos...nos agarramos a ela, porque precisamos sair dali.

A grande questão é que, passado um tempo, nos percebemos de mãos dadas com outra pessoa.
Sim, uma pessoa que nos faz bem, cuida de nós, mas não nos faz sonhar como antes, não desperta em nós a vontade de "viver feliz pra sempre" juntos. Ou até desperta vontade, mas não o suficiente para nos encorajar a tal passo.
E já não sabemos se isso é "amadurecer" ou "amargurecer".
Pra mim, essa mornidão nunca será maturidade, essa zona de conforto nunca será confortável. Pelo contrário, é meninice de não querer enfrentar o mundo sozinha, sem pegar na mão de ninguém.
O que fazer? Ué, EU pego na mão de Deus. O resto é com Ele.
Descansarei.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Sublimação.



Não sei se é mania, fraqueza ou força, sei que gosto de olhar além.
E no verão, as pessoas passeiam nos bosques e vêem árvores frondosas, de folhas belas. 
Eu?! Eu olho para a raiz, para a origem. Claro, gosto da sombra que as árvores fazem, gosto do verde, da esperança, da vida. Mas há mais, muito mais pra se olhar.
No inverno, os bosques continuam ali, mas não é tempo de nova folhagem, é tempo de nova roupagem. E a roupa das árvores é a nudez. Elas parecem secas, vazias. As pessoas olham-as e julgam-nas "sem vida". 
Eu?! Novamente, olho a raiz e vejo a mesma esperança da estação passada.
Não sei o que é isso. Não sei porquê isso. Sei que sublimo um retrato, uma pintura, um ato. 
Para alguns, isso é chatice, filosofia demais na veia, ou "querer justificar" os outros. Pra mim, isso sou eu.

Mas, como disse no início, não sei se é fraqueza ou força. Talvez as duas coisas. Porque são lados opostos de uma mesma moeda.
Me entende?
Porque, às vezes, é nessa força camuflada que está toda vulnerabilidade.
Porque quase toda força deixa rastros de sua origem, e sabendo a origem pode-se descobrir a fraqueza, a inocência, o puro.
Será que estou sendo obscura ou subjetiva demais?!
Tentarei clarear.
Minha força é justamente olhar além, tentar entender comportamentos, gestos ou ausência deles. Isso é bom porque consigo sublimar, captar a essência e transferi-la para outras situações. Assim aprendo mais, julgo menos, amo mais, perdoo mais.
MAS, nessa força é onde reside minha fraqueza. Consigo olhar além porque minha sensibilidade é elevada ao quadrado. Sendo assim, tudo tem um significado (sentido), uma significância (gesto que expressa o sentido), e um significante (quem expressa o sentido).
Cada palavra, cada vírgula no lugar errado, cada segundo a mais na espera de uma resposta...tudo diz alguma coisa. E tudo passa a ter um peso grande. E é aí que me lasco, viro fiasco.
Uma palavra de amor é árvore, e eu vejo raiz. 
Mas palavras podem ser enganosas, pessoas podem ser mentirosas...e essas palavras torpes me agridem além do normal. Porque é depois do baque que, às vezes, percebo que era apenas um momento banal.
Há vezes que é depois do susto no coração que faço a tal sublimação.
Então, preciso viver sob "auto-vigilância" pra discernir o que é real do que é "ego-fingindo-amar-pra-si-e-pra-outros"...pra saber o que fala por trás e o que é maldade humana.

Não sei, as ideias ainda borbulham por aqui. Estão ainda sem ordem. Talvez ficamos para um próximo encontro. Há ideias e descobertas que precisam ser divididas em partes.
Agora, sou eu quem parte.

terça-feira, 9 de julho de 2013

Densas trevas...

E aí tem aquele dia que bate o cansaço.
O cansaço desse mundo sujo, desonesto, injusto....desse mundo guiado por nossa carne corrompida pelo pecado. E a gente explode em lágrimas, desespero!
Esse mundo onde as pessoas se colocam no trono, o EGO é rei e tudo deve girar em torno delas, do que elas querem, do que acham que é bom... E esse é nosso problema : a  gente "acha" coisa demais!
E parece complicado, tudo virou mercado.
Gente correta virou piada.
Ser corrupto ficou normal.
Amor virou clichê.
Homem virou michê.
Mulher virou troféu. Todo mundo só quer..."CRÉU"!
Casamento virou balela, defendem uma vida paralela.
Relacionamento virou negócio, apenas pra tirar o outro do ócio.
Amizades ainda existem, mas mesmo assim é preciso cuidado com a entrega. Porque até em alguns "amigos"  a inveja pega.
Esse mundo anda tão escuro e de trevas tão densas que até os néscios estão percebendo!
Porque essa treva toda é resultado de falta de LUZ, DA luz que é Cristo em nós.
"Cristo em vós, a esperança da Glória".
Não, não falo de religião, porque esse é mais um problema. Gente que profere religião, que defende religião, mas não ama seu irmão. Incoerência, esse é o grande mal da humanidade! Não praticar aquilo que diz acreditar.
É preciso vigiar, SE VIGIAR! SE alinhar com o que crê, se alinhar com Aquele que é único Deus.
Eu sei, não é tarefa fácil. Mas é uma decisão diária, acredite em mim!
A gente só precisa decidir ser guiada por ELE. Quem direciona é o Pai.
E ELE é um Pai de amor, que tem pensamentos de PAZ, alegria, graça pra nós.
Só precisamos deixar as rédeas da vida nas mãos Dele.
Só?! Na prática, não é tão fácil, né?! Esse mesmo mundo que descrevi nos ensinou a FAZER, FAZER E FAZER sempre. Produzir. Mas o caminho do Pai é contrário. Só fazemos SE ELE disser, e a ordem mais difícil de cumprir é DESCANSAR.
Mas, vamos decidir confiar Nele HOJE. E dia após dia, ELE cuidará de nós.
Hoje estou cansada, sim. Mas decidi me jogar nos braços do único que pode me renovar...e que fez tudo por mim e por você: Cristo.
Amanhã? Eu sei, estarei nesse mundo, mas restabelecida e guardada acima das circunstâncias. Porque é lá que ELE vive, e é Nele que eu vivo.

À espreita.



Sabe, isso não é legal, mas, infelizmente, chega um momento na vida que a gente passa a viver com os dois pés atrás. Estranho, não? A lógica seria um passo na frente do outro.
Mas diante de pessoas que trataram eternidades como flashes (num piscar de olhos a gente não vê mais), diante de tantas declarações que se perderam no vento...a gente aprende (pra sobreviver) a olhar as pessoas com mais frieza, com menos confiança.
Sempre fui daquelas que acredita em tudo e todos até que me provassem o contrário. Agora...
Agora é complicado. Agora, minha luta é pra acreditar.
Um se desdobra inteiro, faz o que pode pra ter-me ao lado.
Outro, se preciso for, vai até de bicicleta ao meu encontro.
Em tempos diferentes, mas num mesmo momento. No meu momento cético com pessoas. Um momento em que eu jamais me imaginei passar.
"Case-se comigo!"
"Eu quero te ter ao meu lado sempre..."
E, me vejo assistindo essas declarações sem me emocionar com elas, sem ser tocada. Por que? Por não acreditar.
Por que não acreditar, se eles dizem e fazem?Ué, porque outros já disseram e fizeram. Infelizmente, algumas pessoas dizem e fazem apenas pelo prazer da conquista, ou pelo PRAZER. E quando se é "menina" e acredita nos outros a gente cai e machuca.
Não, não cheguei ao ponto de perder minha "meninice doce". Apenas estou me guardando pra não cair de novo.
E esta é minha oração: que o próximo que pegar minha mão, não me solte, não!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Nada, Nanda?




Era um dia frio. Nanda pensava, pensava...Ela queria dizer algo mas não sabia como. Ela queria falar mas não tinha pra "quem".
Aliás, até tinha....TINHA (Pretérito IMPERFEITO. A própria conjugação classificou o verbo...imperfeito)
Ela não sabia lutar (estranhamente concluiu isso). Sabia que precisava aprender a dar os golpes e não apenas defender-se. Sabia que precisava ter iniciativas claras, mas morria de medo de receber um golpe fatal.
Por um bom tempo ela teve paciência pra esperar que o outro despertasse, porque achava que lutar por alguém desfazia a magia do querer, imaginava que a pessoa tinha que estar "acordada" pra si, e assim para o amor. Mas nem sempre é assim.
Às vezes, estamos adormecidos (e dormentes, por dentro). Acostumamo-nos com o amor de alguém e não o enxergamos com aquela vida que ele tem!
Na cabeça romântica dela, tinha que ser como o último cara que apareceu na sua vida: atravessar o país pra um jantar. Apenas um jantar. Sem ela ter que pedir, falar, sacudi-lo.
Mas nem sempre é assim. Às vezes, a pessoa que nos toca está escondida. Porque é o que fazemos, às vezes. Era o que Nanda fazia.
Ela escondeu quem a tocava, ignorou o que sentia e continuou a vida.
Vivia dias legais, viagens, carinho... Mas o carinho não encontrava o fundo de seu coração, porque o fundo estava revestido do outro (escondido). E por mais que Nanda quisesse prosseguir, quando o corajoso cara, que mudava sua agenda por ela, lhe falava de algo mais sério, de eternidade....seu coração gelava. E ela não sabia se ria ou se chorava.
Porque é nessas horas que o escondido se rebate lá no fundo do coração, querendo sair do porão. Mas ela o sufocava porque era muito fora da razão.
Então, nesse dia frio, onde não há Sol pra nos distrair, ela parou.
Olhou-se no espelho e viu alguém bem dentro de seus próprios olhos. Era ele quem Nanda enxergava. Aquele que ela tanto escondeu (embora fosse óbvio pra muitos e ela falasse sempre dele) estava ali.
Ela se recusava a assumir isso (que ele ainda pulsava) e deu um jeito de sumir.
Era hora de viajar.
Viagens eram momentos importantes pra Nanda. Era onde ela se descobria em outros mundos, era onde ela se DES-cobria. Claro, algumas vezes, ela usava esses lugares pra fugir. Em vão, ela sabia, mas não custava tentar.
-Não, não é NADA."
-Nada, Nanda?
-Esse cara não pode mais morar aqui dentro! Já o expulsei diversas vezes, mas quando vejo...lá está ele!...Passaram-se anos e parece que ele fica intacto com todo amor do mundo dentro de mim..._ ela conversava consigo.
Fez as malas em poucos minutos e mudou-se de país.
Em vão, mudar de país não muda nosso mundo.
E seu mundo inteiro, com o cara que ela amava, continuava ali dentro.
Mas ela tinha esperança de que um dia seu mundo interno mudaria.