Dupla Delícia.

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domingo, 11 de novembro de 2012

Desconstrução.


Muito se fala e se pensa na CONSTRUÇÃO.
Mas a DESCONSTRUÇÃO é muito mais difícil.
Claro, tudo depende do que (ou quem) estamos falando.

Mas desconstruir um sonho que foi todo detalhado no coração é uma das coisas mais difíceis.
Óbvio, falo de mim.
E é tão necessário destruí-lo. Mas ao mesmo tempo destruir um sonho parece tão cruel.
Embora o sonho que foi construído pelo excesso de minha imaginação não devesse ser tão real.
É...não deveria.
Pena que meu lúdico tenha mais força que as mentiras que me foram contadas, as ilusões que me foram apresentadas, os "NÃOS" que me foram apresentados, e os "SIMS" que me foram negados.

Você pode falar "Ah!É só destruir tudo de uma vez logo".
Sim, eu poderia fazer isso. Mas os cacos, pedaços (meus e dele, do que imaginei que ele era) voariam longe, me cortariam, me machucaria do mesmo jeito.
Então o jeito é desfazer. E quase toda palavra que tem como prefixo o "des" destrói.
Quando desfaço, não significa que deixei de fazer. Significa que fiz, e fiz tão bem feito que sozinho ele não é capaz de deixar de ser. É preciso desfazer.
E o desfazer é colocar em "xeque" tudo que eu acreditei para fazer. É dizer que o sonho foi mentira, que o dito não foi dito, o som não foi música, o cara não foi, não é e nem quis ser.

Eu já me despedi dele (do sonho).
Pedi pra ir embora. Me des-pedi.

O novo se apresenta tão presente. Tão presente! Dádiva.
Tão pronto, disposto. Se não fosse a DES-crença...
Não crença dele no que mais AMO.
Não crença minha de que é possível amar de novo.
Se não fosse a descrença.

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