Dupla Delícia.

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segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Saída.


É, na vida real alguns lugares tem uma placa bem visível e luminosa escrito "SAÍDA". Como seria bom se existisse essa mesma placa no coração, na alma...! Seria tão mais fácil! Mas também seria desumano, né?! Essa coisa de NÃO SER ROBÔ numa sociedade treinada pra responder em MASSA, e completamente robotizada é um desafio e tanto!!!
Ana lutava diariamente para não cair nas armadilhas desse mundo egocêntrico, onde o dinheiro é senhor e quase tudo é prostituído. Não se escolhe mais o trabalho pelo dom que têm, pela vocação, pela vontade...escolhe-se pelo dinheiro. Não se escolhe mais a pessoa que vai estar ao seu lado por paixão, amor...escolhe-se por conveniência, pelo que é mais fácil, mais prático, mais cômodo! PROSTITUIÇÃO! Isso é prostituição! É valor adulterado! E sabe o que é pior? Dizem que é normal!
NORMAL? Em que mundo isso é normal? No mundo em que o  EU é reizinho idiota e não pode se esforçar, não quer pagar o preço, não quer pensar...apenas reproduzir, ficar no relacionamento raso onde ninguém se conhece profundamente. Só nesse mundinho isso é normal!

Ela se indignava com o "caminhar da carruagem"! E se odiava por alguns segundos quando percebia que havia tropeçado e se sujado com esse mundinho.
Às vezes, ela achava que seria mais fácil (realmente) agir como a maioria, mas ela não conseguia, era muito contrário ao que ela pensava e cria!

Ana amava um grande homem. (claro, uma grande mulher só poderia amar um grande homem!...falo de coração). Mas esse grande homem, por falta de conhecimento, machucava Ana ao agir como a "massa". Ao  se permitir se contaminar com algumas coisas. Mas Ana acreditava na essência dele, ela tinha fé e esperança de que um dia aquela doçura explodiria dentro dele e transbordaria! Porque era isso que ele tinha no íntimo...doçura!
Ela desejava aquele homem, mas o desejava inteiro, e inteiro ele não sabia ser. E ainda assim, Ana o amava (embora nunca tenha assumido isso à ele. Ela achava que ele não entenderia um amor assim...de graça!).
E em seus momentos em que o amor gritava e o desejo saltava, sem saber o que fazer, ela acabava se atrapalhando. Cedia aos encantos dele, mesmo não o tendo ainda. É, é exatamente isso, não tem lógica alguma ela fazer isso! Mas alguns dias ela se permitia ser humana, embora se arrependesse profundamente depois de sua "humanidade" toda que havia se transformado em fraqueza.
Ana não sabia mais o que fazer! Não queria agir friamente e racionalmente como a massa manipulada, mas também não podia agir tão amorosamente assim nesse mundo! Amor, na visão dos racionais, pode ser encarado como loucura! E pelo menos de uma coisa ela tinha certeza: LOUCA ela não era! Ou seria?
Talvez louca sim, por encarar o mundo de frente, sem armas, sem maquiagem, sem mentiras...Apenas com sonhos e amor no coração. Mas ela acreditava na sua luta, acreditava naquele grande homem....acreditava naquele amor todo. E mais, acreditava que tudo isso junto seria sua família: depois de vencer a luta da razão rasa, o amor gigante por aquele homem sortudo (sim, ele tinha muita sorte!) os envolveria, ele a amaria (como já ama! Simplesmente, permitiria) e juntos escreveriam UMA história. E juntos mudariam muitas outras histórias através da força da Fé em DEUS, e do AMOR (que vem Dele) e vence tudo!
Por isso, acredito que a placa de SAÍDA no coração é AMAR. Não há porta de fuga, não há escapatória...A saída da alma é ter coragem e assumir.

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