Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Às vezes as coisas mudam. Às vezes...não.

O dia estava quente, o Sol iluminava tudo. Estava claro, claro até demais.
E quando a luz é muito forte nossa visão fica um pouco comprometida por um tempo...até que nossos olhos se adaptem.
Foi exatamente assim a história de Ana e Rique.
Era quente. O calor do sentimento invadia o corpo rapidamente, e o corpo de um queimava pelo outro. Parecia tudo muito óbvio, a vida deles havia se cruzado como se já estivesse no roteiro. Mesmo que parecesse acaso, coincidência em cima de coincidência...Não era. Esse dia já tinha sido marcado, por isso era tão quente, tão claro, tão...ASSUSTADOR.
Ana teve medo. (Maldito sentimento!). Enfrentou. Eles eram tão parecidos nas coisas essenciais, e tão diferentes nas complementares. Parecia aqueles ditados "a tampa e o balaio", o chinelo pro pé cansado, o príncipe para a princesa... Parecia. Era?! É?
Bom, Rique também teve medo. Porque isso é natural quando você encontra seu complemento (companheiro) tão de repente. Mas Rique não enfrentou. Se conformou, acomodou.
Partiu. Se despediu. Mentiu (pra si e/ou pra Ana).
 "Como isso pode ter acontecido?", você deve estar se perguntando. Essa é uma daquelas perguntas inúteis, sem resposta...
Ana o amou com todas as suas forças. Todas!
Anos depois eles se reencontraram. Parecia que tinha sido ontem a última vez que se viram tamanha a emoção que ambos sentiam. Mas não foi ontem. NÃO FOI. Muita coisa tinha acontecido. Muitos "nãos" Ana tinha ouvido.
Rique agora estava preparado pra aquele amor. Mas como eu já disse, ANA o amou com todas as suas forças. E suas forças...haviam acabado. Como ela lutou! Como ela esperou por aquele momento! Ela aguentou ele ter se relacionado com outra pessoa! As esperanças dela pareciam não ter fim. Mas tinham. E eles tiveram uma última conversa:
 -Ana, eu sei que errei muito, errei por não acreditar em nosso amor, errei por fazê-la esperar tanto tempo, ...Me perdoe. Eu quero continuar nossa história, que aliás nunca deveria ter sido interrompida. Quero que seja minha mulher...
Ana, com os olhos brilhando por estarem cheios de lágrima, respondeu:

 -Rique, não pense que é vingança, nem pirraça...Mas cheguei no meu fim. Tudo que você me disse alegando ser sincero,...tudo que você não fez, alegando ser "inteligência emocional"...tudo isso, querendo ou não, teve um peso. Você me feriu sem medo algum de me perder. Não dá mais! Você rasurou nossa história como se eu fosse um simples papel...Sim, eu sou forte, mas sou humana. Mesmo que eu pense que você é o homem da minha vida, HOJE, eu não quero mais. Eu não aguento mais![...] Eu aceito seu perdão. Está perdoado. Mas você errou ao achar que eu iria esperar pra sempre... 

-Mas, Ana...eu te amo!

-Como eu desejei ouvir isso, como eu desejei!!! Eu sempre soube desse amor, você é que não sabia. 

-Então...! Agora eu sei! Eu te amo, Ana, como nunca imaginei que fosse possível! E é muito estranho isso pra mim,...esse sentimento todo! Sempre me julguei sensível, corajoso, inteiro...Tente me entender!

 -Rique, eu tento te entender há anos! Agora chega! Agora é você quem tem que me entender! Por que você não confiou no meu sentimento? Não confiou no seu sentimento? Você fez eu me sentir mal, estúpida, ...me fez acreditar que o que a gente viveu foi mentira! Não consigo mais... 

-Mas...você me ama também! Eu sei disso!

-Amo, AMO MUITO, nunca neguei.

-Então vamos ficar juntos!

 -Me entenda, por favor. 'Não piore as coisas...'(ela usou as palavras que ele tinha usado anos atrás)

-Eu vou lutar por você, vou te reconquistar!

 -Você, lutar? Faça o que achar que deve fazer...Só não pense que minha resposta hoje é por maldade. Não é. É justamente por querer ser boa comigo mesma e ter cansado de lutar sozinha. [...] Bom, tenho que ir.

Ana parecia determinada em sua posição, apesar de ir embora aos prantos.
Rique jamais esperou essa reação de Ana. Ela sempre foi tão compreensiva...
Mas ele sabia que dessa vez o erro era dele, e decidiu abrir mão do orgulho (inútil) para reconquistá-la. Ele sabia que poderia não ser muito fácil, mas ele havia amadurecido, tinha virado HOMEM...e HOMENS lutam pelo melhor ao invés de abraçarem o mais fácil. Ele sabia que o destino deles havia cruzado não por acaso, mas por PRECISÃO, por PERFEIÇÃO.

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