Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Tomara que volte!


É ruim, muito ruim quando a decepção se sobrepõe ao amor. Porque o Amor, que tem como essência ser belo, se disfarça, se cobre, e aí ao invés de enfeitar, enfeia.
Ana se olhava no espelho e não se reconhecia. Ela não via o amor. Via somente todas as vezes em que ela insistiu justificar  as maldades alheias, as brincadeiras de mau gosto, a levianidade com que tratavam as coisas importantes...DECEPÇÃO.
Ela havia lutado por muito tempo , mas uma hora teria que aceitar que a decepção com o outro era fruto de sua visão distorcida. Então, a decepção com o outro se transformava em decepção com ela mesma. E ela tinha vergonha de tudo aquilo.
"-Eu não gosto quando o amor se esconde debaixo desses entulhos malditos! O MEU AMOR NÃO! Eu preciso me enxergar, e essa não sou eu!"_ ela dizia.

Mas era muito entulho jogado, era muita poeira, era muito resto de sentimento, resto de consideração dos outros por ela, indiferença, era muita coisa desnecessária que ela aguentava! Se o outro é estúpido, problema dele! Ela não tinha que esperar que ele um dia mudasse! Ela considerava demais o que não deveria ser levado a sério! Ela amava demais e isso se tornou seu defeito. Defeito para o mundo de hoje.

O processo de limpeza começou! Ela começou a dizer o que havia guardado a 7 chaves. Começou a desconsiderar o que ela amava. A decepção com ela mesma foi passando...
Hoje, ela se enxerga um pouco melhor. Se enxerga com amor (como sempre!), mas o amor por alguns ainda estava prejudicado. Isso requer tempo...Um dia, talvez, ela olhasse pra "esse" com o mesmo amor de sempre, mas isso dependeria dele também. Depende de como ele vai lidar com esse amor, como vai cuidar.
Ela não estava mais disposta ...e esse sentimento a atemorizava, pois não se reconhecia nessas condições.
Deve passar. Deve.
Tomara! Tomara que ela volte.



segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Às vezes as coisas mudam. Às vezes...não.

O dia estava quente, o Sol iluminava tudo. Estava claro, claro até demais.
E quando a luz é muito forte nossa visão fica um pouco comprometida por um tempo...até que nossos olhos se adaptem.
Foi exatamente assim a história de Ana e Rique.
Era quente. O calor do sentimento invadia o corpo rapidamente, e o corpo de um queimava pelo outro. Parecia tudo muito óbvio, a vida deles havia se cruzado como se já estivesse no roteiro. Mesmo que parecesse acaso, coincidência em cima de coincidência...Não era. Esse dia já tinha sido marcado, por isso era tão quente, tão claro, tão...ASSUSTADOR.
Ana teve medo. (Maldito sentimento!). Enfrentou. Eles eram tão parecidos nas coisas essenciais, e tão diferentes nas complementares. Parecia aqueles ditados "a tampa e o balaio", o chinelo pro pé cansado, o príncipe para a princesa... Parecia. Era?! É?
Bom, Rique também teve medo. Porque isso é natural quando você encontra seu complemento (companheiro) tão de repente. Mas Rique não enfrentou. Se conformou, acomodou.
Partiu. Se despediu. Mentiu (pra si e/ou pra Ana).
 "Como isso pode ter acontecido?", você deve estar se perguntando. Essa é uma daquelas perguntas inúteis, sem resposta...
Ana o amou com todas as suas forças. Todas!
Anos depois eles se reencontraram. Parecia que tinha sido ontem a última vez que se viram tamanha a emoção que ambos sentiam. Mas não foi ontem. NÃO FOI. Muita coisa tinha acontecido. Muitos "nãos" Ana tinha ouvido.
Rique agora estava preparado pra aquele amor. Mas como eu já disse, ANA o amou com todas as suas forças. E suas forças...haviam acabado. Como ela lutou! Como ela esperou por aquele momento! Ela aguentou ele ter se relacionado com outra pessoa! As esperanças dela pareciam não ter fim. Mas tinham. E eles tiveram uma última conversa:
 -Ana, eu sei que errei muito, errei por não acreditar em nosso amor, errei por fazê-la esperar tanto tempo, ...Me perdoe. Eu quero continuar nossa história, que aliás nunca deveria ter sido interrompida. Quero que seja minha mulher...
Ana, com os olhos brilhando por estarem cheios de lágrima, respondeu:

 -Rique, não pense que é vingança, nem pirraça...Mas cheguei no meu fim. Tudo que você me disse alegando ser sincero,...tudo que você não fez, alegando ser "inteligência emocional"...tudo isso, querendo ou não, teve um peso. Você me feriu sem medo algum de me perder. Não dá mais! Você rasurou nossa história como se eu fosse um simples papel...Sim, eu sou forte, mas sou humana. Mesmo que eu pense que você é o homem da minha vida, HOJE, eu não quero mais. Eu não aguento mais![...] Eu aceito seu perdão. Está perdoado. Mas você errou ao achar que eu iria esperar pra sempre... 

-Mas, Ana...eu te amo!

-Como eu desejei ouvir isso, como eu desejei!!! Eu sempre soube desse amor, você é que não sabia. 

-Então...! Agora eu sei! Eu te amo, Ana, como nunca imaginei que fosse possível! E é muito estranho isso pra mim,...esse sentimento todo! Sempre me julguei sensível, corajoso, inteiro...Tente me entender!

 -Rique, eu tento te entender há anos! Agora chega! Agora é você quem tem que me entender! Por que você não confiou no meu sentimento? Não confiou no seu sentimento? Você fez eu me sentir mal, estúpida, ...me fez acreditar que o que a gente viveu foi mentira! Não consigo mais... 

-Mas...você me ama também! Eu sei disso!

-Amo, AMO MUITO, nunca neguei.

-Então vamos ficar juntos!

 -Me entenda, por favor. 'Não piore as coisas...'(ela usou as palavras que ele tinha usado anos atrás)

-Eu vou lutar por você, vou te reconquistar!

 -Você, lutar? Faça o que achar que deve fazer...Só não pense que minha resposta hoje é por maldade. Não é. É justamente por querer ser boa comigo mesma e ter cansado de lutar sozinha. [...] Bom, tenho que ir.

Ana parecia determinada em sua posição, apesar de ir embora aos prantos.
Rique jamais esperou essa reação de Ana. Ela sempre foi tão compreensiva...
Mas ele sabia que dessa vez o erro era dele, e decidiu abrir mão do orgulho (inútil) para reconquistá-la. Ele sabia que poderia não ser muito fácil, mas ele havia amadurecido, tinha virado HOMEM...e HOMENS lutam pelo melhor ao invés de abraçarem o mais fácil. Ele sabia que o destino deles havia cruzado não por acaso, mas por PRECISÃO, por PERFEIÇÃO.

domingo, 26 de agosto de 2012

Uma dose completa, por favor!

Eu quero sinceridade COM gentileza! A sinceridade com grosseria não dá, e gentileza sem verdade também não....Uma dose completa, por favor!

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Pesadelos em SONHOS.


Liz era sempre questionada devido a sua forma de encarar algumas coisas. Alguns a chamavam de boba, pois ela agia de forma inesperada, amável com quem já tinha a machucado de alguma forma. Mas ela não ligava com o que diziam. "Muitas vezes nos ferem sem ver, ou nos ferem porque permitimos"_ela justificava. Essa era ela!
Não, ela não era tão tapada assim! Sabia sim dizer não, ouvir NÃOS, dizer verdades, enfrentar monstros! Mas depois... ela transformava os "nãos" dados em consolo, os NÃOS ouvidos em força, as verdades ditas em estímulo, os monstros...ahhh os monstros  não existiam! Os monstros eram imaginários e ela simplesmente usava a Fé para vencê-los.

E dia após dia, Liz ouvia críticas sobre seu modo nada egocêntrico de ser, mas nada alterava, e ela continua transformando pesadelos em sonhos. É o que escolheu fazer.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Saída.


É, na vida real alguns lugares tem uma placa bem visível e luminosa escrito "SAÍDA". Como seria bom se existisse essa mesma placa no coração, na alma...! Seria tão mais fácil! Mas também seria desumano, né?! Essa coisa de NÃO SER ROBÔ numa sociedade treinada pra responder em MASSA, e completamente robotizada é um desafio e tanto!!!
Ana lutava diariamente para não cair nas armadilhas desse mundo egocêntrico, onde o dinheiro é senhor e quase tudo é prostituído. Não se escolhe mais o trabalho pelo dom que têm, pela vocação, pela vontade...escolhe-se pelo dinheiro. Não se escolhe mais a pessoa que vai estar ao seu lado por paixão, amor...escolhe-se por conveniência, pelo que é mais fácil, mais prático, mais cômodo! PROSTITUIÇÃO! Isso é prostituição! É valor adulterado! E sabe o que é pior? Dizem que é normal!
NORMAL? Em que mundo isso é normal? No mundo em que o  EU é reizinho idiota e não pode se esforçar, não quer pagar o preço, não quer pensar...apenas reproduzir, ficar no relacionamento raso onde ninguém se conhece profundamente. Só nesse mundinho isso é normal!

Ela se indignava com o "caminhar da carruagem"! E se odiava por alguns segundos quando percebia que havia tropeçado e se sujado com esse mundinho.
Às vezes, ela achava que seria mais fácil (realmente) agir como a maioria, mas ela não conseguia, era muito contrário ao que ela pensava e cria!

Ana amava um grande homem. (claro, uma grande mulher só poderia amar um grande homem!...falo de coração). Mas esse grande homem, por falta de conhecimento, machucava Ana ao agir como a "massa". Ao  se permitir se contaminar com algumas coisas. Mas Ana acreditava na essência dele, ela tinha fé e esperança de que um dia aquela doçura explodiria dentro dele e transbordaria! Porque era isso que ele tinha no íntimo...doçura!
Ela desejava aquele homem, mas o desejava inteiro, e inteiro ele não sabia ser. E ainda assim, Ana o amava (embora nunca tenha assumido isso à ele. Ela achava que ele não entenderia um amor assim...de graça!).
E em seus momentos em que o amor gritava e o desejo saltava, sem saber o que fazer, ela acabava se atrapalhando. Cedia aos encantos dele, mesmo não o tendo ainda. É, é exatamente isso, não tem lógica alguma ela fazer isso! Mas alguns dias ela se permitia ser humana, embora se arrependesse profundamente depois de sua "humanidade" toda que havia se transformado em fraqueza.
Ana não sabia mais o que fazer! Não queria agir friamente e racionalmente como a massa manipulada, mas também não podia agir tão amorosamente assim nesse mundo! Amor, na visão dos racionais, pode ser encarado como loucura! E pelo menos de uma coisa ela tinha certeza: LOUCA ela não era! Ou seria?
Talvez louca sim, por encarar o mundo de frente, sem armas, sem maquiagem, sem mentiras...Apenas com sonhos e amor no coração. Mas ela acreditava na sua luta, acreditava naquele grande homem....acreditava naquele amor todo. E mais, acreditava que tudo isso junto seria sua família: depois de vencer a luta da razão rasa, o amor gigante por aquele homem sortudo (sim, ele tinha muita sorte!) os envolveria, ele a amaria (como já ama! Simplesmente, permitiria) e juntos escreveriam UMA história. E juntos mudariam muitas outras histórias através da força da Fé em DEUS, e do AMOR (que vem Dele) e vence tudo!
Por isso, acredito que a placa de SAÍDA no coração é AMAR. Não há porta de fuga, não há escapatória...A saída da alma é ter coragem e assumir.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Se fosse com VERDADE....


E mais uma vez ela usava toda sua força para guardar o coração em seu devido lugar e evitar que ele saísse pela boca. EXAUSTÃO.
Se encontraram como bons amigos, mas cada vez que ele encostava nela, ela precisava usar mais força ainda, pois precisava controlar o corpo.TENSÃO. TESÃO.
Mas ela mantinha toda concentração, falava pouco, escolhia as palavras...preferia só olhar. (o grande problema é que o olhar dela falava mais alto que as palavras!)
Ele estava tranquilo. Sabia que estava no poder da situação. E também estava no território dele, e quando estamos no nosso território somos REIS (ficamos mais confiantes, mais livres...).
Anoiteceu. E a noite, vocês sabem, traz mistérios, coragens,  e coisas do tipo.
Ambos resistiam, mas não deu. Quando perceberam já estavam entrelaçados. Uma ótima experiência! Parecia tudo novo, inédito! Adormeceram. Dormiram enlaçados até o sol raiar.
Mas quando acordaram, ele tinha um vazio no olhar. A coragem foi embora. Nem um beijo de bom dia.
Aí que ela percebeu,...era o fim do teatro.
Você pode pensar "foi uma noite linda, incrível!". Seria lindo sim, se tudo isso tivesse acontecido COM VERDADE. Mas como não foi, não pode entrar para as melhores experiências da vida. Mentiras não entram nessa gaveta.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Sobre a ilusão.

Tem coisa que é melhor a gente ACHAR do que ter CERTEZA.
Exemplo: é melhor achar que o cara gostou de você do que ter certeza que não!
Ilusão seja bem vinda!

Sobre a decepção.


Decepções não são de todo um mal.
É sério! Não estou querendo justificar. Ou estou?
Elas podem ser proveitosas. Servem como um DE REPENTE.
E DE REPENTE tudo muda.
DE REPENTE o que você imaginava que era, não é; e o que você sentia...escorre junto com o choro. DE REPENTE a pessoa que você gostava tanto despenca e mesmo se ela quisesse, você não a quer nem pintada de ouro!
DE REPENTE você enxerga mais nítido, as escamas caem dos olhos e você vê que de tudo aquilo que você achava que alguém era, era apenas 40% era verdade. E 60% de mentira te alivia... SIM, porque se a tal pessoa tinha um peso 100 na sua vida, se você o considerava 100%, agora não mais. Agora o tamanho que ele ocupa é proporcional a verdade que ele é.
E é engraçado (ou trágico), mas, muitas vezes, precisamos que a decepção nos visite com uma certa frequência para não idealizarmos ou sonharmos demais.
É, decepção com o outro. Decepção comigo mesma.
A primeira é necessária, a segunda...vergonhosa. E a gente sente vergonha de um dia ter dado tanto crédito, tanta confiança, tanto valor às pedras... Sente vergonha de ter que precisar se decepcionar com o outro para despertar.
Essa, a decepção comigo mesma, essa não era necessária. Essa que dói mais, e a gente fica com vergonha de encarar o espelho, de lembrar do que foi dito, do que foi feito... tudo em vão.
Ainda bem que passa.
Decepção com o outro é um de repente.
 Decepção com a gente mesmo...Bom, ainda bem que passa.