Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Pra sempre.


Ahh quantas vezes eu me sentenciei não mais falar sobre você, não mais escrever, não mais querer você!
Pra mim, praticamente uma sentença de morte. Tão desumana comigo mesma.
Desumana sim, porque me conheço e sei que preciso falar, gritar que te amo bem alto aqui dentro do meu peito (que é pra mais ninguém escutar). Preciso falar tudo que posso, pois tenho a esperança de que um dia as palavras acabem e o sentimento pegue carona.

Tão boba, eu sei, sou mesmo! Nunca neguei! Tão pouco tempo. Mas foi um pouco tempo de sonho. Sonho mesmo, porque você resolveu me acordar. Que feio isso! Acordar os outros antes da hora, e sem café-da-manhã na cama, sem beijo de 'bom dia', com roupa, com mala pronta pra ir.

Minha sorte é que você não me lê, não me vê, sequer se lembra de minha existência! Sorte? Nesse caso, sim...no caso de não ler o que escrevo, porque assim posso ser estúpida sem você saber de minha estupidez.

Quase dois anos! Você acredita? Eu não. Não acredito que vivo há quase dois anos com lembranças de dois meses. Parece coisa de criança! Criança que acha que as coisas duram pra sempre, que acredita, que simplifica. Aliás, é isso que te falta: essa pureza de ACREDITAR.
Parece que foi ontem, eu te assistindo com medo de me amar e com medo de eu te amar de uma forma que você não teria outra saída a não ser o "pra sempre". Como você tem medo do "pra sempre". É como se você quisesse viver a eternidade de uma só vez pra ver se vai dar certo! Não, mon amour, não é assim. O pra sempre a gente vive aos poucos. É devagar. Não precisa ter medo. Mas eu sabia que era inútil eu falar qualquer coisa pra você.  A angústia por não saber se ia me fazer feliz te torturava. Ahhh me fazer feliz? Isso não era promessa pra futuro, era meu presente. Você que não se deu conta disso. A promessa da felicidade e do amor de cinema já estava acontecendo, mas você não viu.
Racionalizou. Justificou pra si seus medos. Mas tenho que falar, só você acreditou nisso. Aliás, acho que nem você. E sabe, nem com raiva eu consegui ficar porque seu desespero era tão nítido.E nesse momento eu comecei a te amar. Sim, foi nesse momento, quando eu vi que não eram suas inúmeras qualidades que me deslumbravam. Claro, elas muito me agradavam, mas foi quando vi suas fraquezas ali na minha cara que descobri que eu já estava te amando.
Eu não esperava te amar tão rápido, não esperava te amar sem porquê. Mas depois que assumi isso pra mim (não, não pra você! Não nessa situação...você partindo. Partindo nossa história)....depois que assumi que te amava sim, já imaginava que não seria fácil viver sem você, e que esquecê-lo não seria possível.
Resolvi viver com isso. Com esse amor. Não há nada pra fazer. Nem te dizer posso mais, pois já estou com outra pessoa (não no coração. Você me conhece, não caberia mais ninguém aqui).
Dói muito de vez em quando. Eu choro tanto até ficar com o rosto vermelho, olhos inchados, choro até esvaziar meu coração de sua ausência. Mas, como você não aparece, sua ausência me enche de novo, e de novo eu tenho que chorar.

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