Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Quem disse que acaba?

Às vezes fico pensando até quando conseguimos fingir ou disfarçar pra nós mesmos.
Crio atividades, invento viagens, tudo pra ficar na margem do que sinto e não posso mergulhar.
Sorrio, não que seja falso, mas é limitado.
Faço afagos em pessoas queridas, com verdade, mas no fundo as mãos procuram mais um (aquele!).

Quem disse que amor acaba? De onde tiraram isso????
Pra mim, ele se transforma em outro tipo de amor. Amor de carinho, cuidado, ...amor de amigo. Outras vezes, quando é grande e de encaixe único, ele não se transforma...apenas se acomoda ali no cantinho do coração. E a gente vive carregando ele no peito onde quer que a gente vá.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Crendo na ressurreição.



A escuridão estava tão densa que era palpável
Pareciam nuvens negras querendo me abraçar
Minhas roupas já rasgadas de tanto lutar
Era frio, escuro e triste.
Nem Fé mais eu tinha.
"Cheguei no meu limite", pensei.
E agora, como crer estando frio, escuro e triste?
Não me restava mais nada, nem esperança.
No chão, molhada de tanto chorar, pensei em gritar.
Mas eu não tinha fôlego...Parecia o FIM.
Mas eu clamei o Seu nome e sussurrei "Jesus, tira-me daqui porque sozinha eu não consigo". E eu clamava Seu nome apenas...Jesus, Jesus, Jesus...

Adormeci ali mesmo no chão.
Consegui me levantar mas sem querer pensar ou caminhar.
É um processo. Eu sei. Sou apenas um vaso que leva Aquele que pode fazer tudo. Mas para carrega-LO preciso me esvaziar. E como isso às vezes dói, confronta, revela...
Mas decido CONFIAR e EXPERIMENTAR de verdade a Confiança Cega no que me amou primeiro! Sem ver, sem entender, sem sentir...decido CONFIAR.
Porque para que haja ressurreição, antes é preciso que haja morte (de algumas coisas em nós).

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Recebi uma carta.

Ontem recebi uma carta. Nela estava escrito assim:

Oi Amor,

Como foi seu 1 ano? Tanta coisa pra te falar, tanta coisa...Mas eu precisaria de coragem.
Então, me resta escrever. Sempre me resta escrever. Mas não por falta de coragem, e sim, por excesso de sentimentos.
Se hoje eu não estou ao seu lado não é por não te amar. Porque eu te amo. Não é por não sentir sua falta. Pois eu já a sentia a cada vez que você me dava boa noite e ia pra sua casa, ou ia dormir sem mim.
Mas creio que eu precisava desse tempo. Você precisava desse tempo.
Eu precisava aprender a lidar com meus sentimentos, precisava aprender a dizê-los, a lutar por eles ao invés de simplesmente "deixar pra lá". Eu precisava ter certeza do que aconteceu dentro de mim desde que você apareceu.Você também precisava desse tempo...eu sei. Naquela noite eu sabia que você ia me deixar. Mas eu era muito acostumada a ceder, a deixar, a não gritar... Um ano se passou e dentro de mim nada mudou. As pessoas queriam me apresentar outros 'caras', mas eu não podia me trair assim, trair meu sentimento. Não que eu tenha tido um ano de depressão, claro que não! Mas, foi um ano bom e ponto. Bom sim porque é assim que decidi que ele seria, mas em cada BOM momento eu sabia que poderia ser ótimo, eu poderia estar ao seu lado. Em cada momento ruim, eu sabia que poderia não ser tão ruim, tendo você ao meu lado.
Já tive sim algumas paixões, mas amor...E como é difícil assumir um amor, meu Deus!
Quero que saiba que, quando você estiver andando na rua ou em qualquer lugar e sentir uma presença ao seu lado...sou eu te amando de onde eu estiver.
Sei que isso pode ser loucura pra você e sua lógica, mas eu nunca quis ter lógica. Só quero ser honesta com você e comigo. Espero de todo o meu coração tê-lo ao meu lado, mas se não tiver...viverei sempre com a certeza de que era EU quem tinha que estar aí.
Beijos
Com Amor...



Foi uma carta que mandei há uns dias e ela voltou. No envelope surrado pelo tempo, vento e chuva, estava escrito "Destinatário inexistente".
Pra mim foi uma surpresa pois sempre acreditei que existia. Mas a carta voltou com tudo que eu dizia...
Hoje não sei o que pensar nem o que sentia.
É estranho. Até parece que eu ME mandei uma carta...

Que evolução!



Quando eu era criança tinha um amigo imaginário.
Agora que sou "grande" tenho um amor imaginário.
Eu sabiaaa que eu ia evoluir!!! o/

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Eu temo que um dia....

Uma coisa que temo é que um dia eu desista e ironicamente ele desperte.
Não suportaria vê-lo sofrendo por mim tudo que sofri por ele, sentindo tudo que senti...Sentindo falta sem poder, querendo sem ter, sabendo que existe mas que não está ao seu lado...
Tá, você pode dizer "ah, mas você passou por isso". Sim, eu passei, mas foi por ignorância dele. E se ele passar por isso será por desistência minha. E saber que alguém que você ama desistiu de você por ignorância sua...deve causar uma dor insuportável, pois é uma dor que você mesmo provocou. E eu não desejo dor ou tristeza pra ninguém.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Ahhhh...é fácil!



E daí se eu continuar te amando?
Só não preciso mais dizê-lo.
Me falam "esquece!" como se fosse simples.
E até é...
Basta eu mudar meus gostos
Esquecer da música, da musicalidade, do ritmo...
Não ir à shows, não ver Dvds, não ouvir nada...
É simples...basta eu esquecer das flores, da "Flor do jardim de seu querer"...
É só não assistir nenhum pôr-do-Sol, não olhar o "solzão" que você mandou pintar pra mim...
É simples, muito simples!
Só não tomar mais banho de piscina, não comemorar nada com "champagne", ...
Só não abraçar nem beijar mais ninguém (pra não ter que comparar ao encaixe...)...
Ahhh...deve ser muito fácil mesmo!
Basta parar de ver filmes, de ler livros, parar de olhar a rua...porque qualquer lugar, qualquer filme, qualquer livro tem uma história de amor. E toda história de amor me lembra você.
Música, vento, Sol, Lua,risadas ...tudo que eu sempre amei, tudo que me compõe me lembra você.
Mas, já que dizem que é simples, "basta querer, decidir"...Então, eu decido.
Decido me esquecer de você. Me esquecer de mim.

Sobre a confiança.

Confiança é algo sério. Muito sério. Tão sério que só quem a tem, tem liberdade pra brincar.
Já viu gente que se ofende com qualquer brincadeira? Se ofende com Deus (e nesse caso não é só expressão) e o mundo. Por que?
Porque seus olhos estão apenas voltados para o outro. Pra julgar os atos dos outros, pra ver se são confiáveis. E se alguém brinca a pessoa se sente vítima. E de fato é. Vítima de si, de seus julgamentos. E o pior é que "olha-se" tanto para o outro, que esquece de avaliar seus próprios atos, e nem percebe que ...quem muito julga (com maldade) não "merece" tanta confiança.

(não sei se estão me entendendo....)

É o seguinte: vivemos nos perguntando se alguém é digno de confiança...DIGNO? Nessa palavra só cabe UMA pessoa: DEUS. Mas se quisermos ser mais misericordiosos com nós mesmos e com os outros podemos, sim, confiar. Mas há níveis de confiança.
O único que podemos confiar nossa própria vida, é Aquele que é a Vida: Deus (Jesus).
Mas vindo mais um pouco para o mundo "terreno"...Creio que precisamos confiar em nós mesmos. Eu preciso confiar em mim pra depois confiar no outro.
Tudo que eu desejo e espero do outro, preciso gerar em mim primeiro.
Senão seria desleal, irreal, sem sustentação...

Resumindo....Primeiro, olhe para o Alto. Depois, olhe-se no espelho. Por último olhe para o lado.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Quando encontrei alguém puro....



Deus me deu um grande presente (entre vários): conheci alguém tão puro!
Alguém que dividia (e ainda divide) comigo tudo que tem valor.
Divide seu tempo, suas tristezas, suas conquistas...suas angústias, dúvidas, fraquezas...
Divide sua força, atenção, carinho, cumplicidade,...
Alguém que dividiu até sua família e, seu melhor amigo, que hoje é meu melhor amigo também.
Não, não é o amor da minha vida. Mas é o cara que me ensinou o que é ser o AMOR da vida de alguém.
É um amigo querido, cheio de defeitos. Sendo assim, aceita os meus defeitos também.
É um cara cheio de virtude. Sendo assim, sabe apreciar as minhas também.
Não tenho pretensão de me unir à ele.
Creio que Deus colocou-o em meu caminho para me ensinar o que é ACEITAÇÃO (no sentido mais puro e real da palavra).

Não sei porquê falei tudo isso, porque o descrevi. Acho que queria apenas repassar tudo o que aprendi.
Porque eu já tive pessoas que tiveram meu amor, mas nunca dividiram nada DE VALOR (o que EU considero de valor) comigo. Nunca SE dividiram comigo. Se davam, mas não por inteiro, não pra sempre.
Agora aprendi...com os que não se deram e com o que se deu. E meu grande amor terá visão, uma visão além de Si. Além de seus medos, suas razões, suas conveniências...
E falo isso porque aprendi a ser assim também. Sempre é tempo de aprender!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Seria a última chance?



Ah!Foi tudo perfeito! Foi...
Ana e Ben.
Eles se conheceram como dois amigos que se acham. Se conheceram como se já se conhecessem.
A liberdade, a troca, a admiração mútua, os olhares, as risadas...até os silêncios...Tudo era compreendido. Tudo causava identificação. Até onde não eram semelhantes encaixavam, porque onde havia diferença, havia o espaço exato no outro para o encaixe. Como a peça única do quebra-cabeça.
A rapidez do sentimento, do acontecimento assustou Ben. Pra ele, às vezes é mais fácil amar do que ser amado. Ser correspondido na mesma intensidade parecia irreal pra ele. Sempre tão acostumado a surpreender...foi surpreendido. Sem saber o que fazer, ao invés de não fazer nada, fez.
-Não estou preparado.
-Preparado para o amor?
-Não sei. Não sei lidar com isso nessa circunstância.
-Qual? De se esforçar um pouco? Não, não precisa me responder.

Dessa vez quem foi surpreendida foi Ana. Sem saber o que fazer, não fez. Aceitou. Aceitou sabendo que aquele espaço jamais seria substituído, mas aceitou. Covardia? Talvez.
Pra Ana, nunca foi fácil amar. Ela nunca soube jogar o jogo do amor que propunham. E depois dessa então...
Ben, como todo homem, seguiu facilmente a vida. Engatou um namoro novo e foi. Se foi.
Se contradizia muitas vezes, mas jamais assumiria isso (embora ele fosse sincero. Mas é justamente essa contradição!).
Por um tempo, Ana desistiu dele, mas nunca do amor que sentia por ele. Simplesmente porque não dá pra jogar amor fora. Amor é semente frutífera demais, multiplica sem a gente ver.
Mas todos os dias ela decidia não amá-lo.
2 anos depois Ana conseguiu namorar, beijar outra pessoa, olhar pra outra pessoa (mesmo que fosse apenas com os olhos naturais e não os do coração). Seu namorado era amável, gentil, disposto a entrar na briga por seu coração. Ana sempre teve sorte com os personagens de sua história, só não tinha sorte com os acontecimentos. Mas, pra ela, sempre eram boas pessoas.

Ben era teimoso e tentava basear sua teimosia numa razão que ele não tinha (mas fingia ter. Aliás, fingia muito bem!). Mesmo sem nunca entender aquela decisão tão estúpida do amado, Ana se cansou de lutar contra o que sentia, mas ao mesmo tempo se cansou de lutar por QUEM sentia. Decidiu dar o amor de Ben pra o outro (seu atual namorado). Era estranho pra ela, mas era o que precisava ser feito. Ana acreditava que fazendo isso todos os dias, um dia aquele amor que ela dava seria naturalmente de seu namorado.

Eles se reencontraram.
Seria mais uma chance que o Amor estava lhes dando???
A essa altura Ben já namorava há quase dois anos com outra moça. Se mostrava decidido em sua escolha. Decidido a negar o que todos procuram e que ele tinha achado...o amor. Mesmo que pra isso fosse preciso mentir pra si, mentir pra Ana, ferir Ana com palavras "ditas verdadeiras". Ana se perguntava se mentiras feitas pelo inconsciente eram válidas, eram maldade ou ignorância, mas nunca chegou a conclusão nenhuma, a não ser PERDOAR.

Se abraçaram por alguns minutos em silêncio. Naquele clima sem graça soltaram-se.
Conversaram, confessaram a falta, compartilharam o silêncio tão gritante nesse tipo de situação. Ana deu mais uma chance e Ben pegou a chance e amassou.
Despediram-se. DES- Pediram -SE.



domingo, 8 de janeiro de 2012

Onde a Esperança se esconde?

Tem hora que eu queria saber onde a Esperança se esconde. Porque quando eu acho que ela morreu, minutos depois percebo que ela continua ali vivíssima, escondida em algum lugar fora da razão.
Procurando na "claridade que cega" da razão não a vejo. Ignoro qualquer vestígio. Sigo em frente.
Em vão.
Ontem mesmo, saí de casa com um amigão, pra encontrar outras pessoas (na verdade, encontrar alguém interessante...). É, eu levei um amigo junto. Não sei se pra cuidar de mim, pra me boicotar, por medo, burrice...sei lá.
Repeti pra mim mesma que eu estava dando uma chance ao meu coração. Saí pra conversar, tentar ver outras pessoas, outros mundos.
E eu me pegava olhando pra ele (o interessante) procurando meu mundo perdido e levado no coração DAQUELE que se foi.
Insisti. Acho que, com o tempo, consigo.
3h da manhã, voltei pra casa.
Voltei até satisfeita pela meu "progresso".
Mas, como o inconsciente não mente, sonhei com o amado (de sempre e, pelo jeito, pra sempre).

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

O nada.

Eu não sei se isso acontece com você,
Mas há algum tempo, tem dias (poucos mas tem) que me sinto ausente.
Me procuro e não me acho.
Percebo que perdi o nada, e perder o nada faz toda a diferença.

Porque o nada é o que nos dá a sensação de tudo, é o que enche nossos dias vazios, é o que nos traz simplicidade...a consciência do nada.
É...porque quando se tem tudo é pesado demais, a gente se acha demais, se ocupa demais e perde a clareza das coisas.

A minha ausência foi provocada por vários fatores, entre eles....Um amor que é só meu, levado por alguém que está perdido. Se não o encontro, não encontro o amor. Se não acho o amor, não me acho...me ausento.
Mas depois de um breve encontro com o Criador, Ele me encontra. Logo, eu me encontro.
Seu amor me inunda, sua Graça me espanta!
Minha alma canta e então, posso descansar.
E descanso "crendo contra a esperança", firmada no invisível da Fé, vendo mesmo antes de abrir os olhos.

E se não tenho 'nada a declarar', fico em paz. Porque o nada me leva a encontrar Aquele que é TUDO. Não tendo o tudo, o Tudo me tem.

Se você também não tem nada a dizer...seja bem vindo!

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

adele | one and only - legenda em português

Eu não costumo postar vídeo/música aqui, mas essa MÚSICA É SENSACIONAL! Lindíssimaaaaaaaaaaaaa! Letra, melodia...tudo!

Profundidade.



Eu tenho mania de profundidade.
Mania de enxergar as coisas em 3D, de usar o 6º sentido como se fosse "factual".
Porque o verde não é simplesmente uma cor, é a mistura perfeita do azul com o amarelo.
O frio é mais do que sentir os dedos congelando, tem causa, é ausência de calor.
A falta que se sente de alguém é mais do que uma boa lembrança. Falta significa espaço vazio, espaço que a outra pessoa não conseguiu preencher.
O medo de perder alguém é a consciência de que aquele amor já é seu, e aquela pessoa foi feita sob medida pra você.
O coração acelerado quando está diante dela(ou dele) não é apenas tesão. Tesão é mais pra baixo.
O duelo entre mente e emoção é a prova de que algo não está como deveria.
Mas eu sei, a profundidade pode assustar quem se acostumou a viver no raso da razão.
O 3D pode dar uma dimensão errada, aliás, não aceita pelos que preferem o raso. Há pessoas que preferem existir em duas dimensões (será?), é mais fácil.
O sexto sentido, por mais que esteja certo, pode ser ignorado pelo outro e você se torna "o ignorante".

A grande questão é : quando você reconhece a profundidade da vida, das pessoas... o subjetivo se torna mais real do que o assumido. E não dá pra ignorar tanta realidade!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Meu pequeno vira-lata.



A fabricação não foi proposital, mas peguei um pedaço de madeira e comecei a esculpir o "esqueleto". Precisa de uma base forte para mante-lo de pé.
Paralelamente costurei retalhos formando o corpo de um cachorro. Coloquei a madeira dentro, mas não dava certo. Era pesada demais, aqueles retalhos coloridos, apesar de bem costurados logo iriam se soltar pois não há linha que aguente tal peso.
Retirei a madeira e o enchi com algodão. Leve demais? Talvez. Mas dava a doçura necessária para um vira-lata amado pela pequena cidade.
Cola para fixar as orelhas feitas de folhas de árvore. Os olhinhos, que logo estariam tão vivos, feitos de canetinha. Até cílios ele tinha!
No nariz colei a casca de uma jabuticaba.
Um bom tanto de amor e lá estava ele, meu cachorro, passeando pela praça da cidade.
É...porque o amor dá vida à tudo!
Parou na porta da igreja, recebeu afagos. Deu lambidas para retribuir.
Logo saiu. Alguns riam das cores e combinações de seus retalhos. Riam de sua 'construção' misturada. Achavam que era feito de restos. Mas não era. Ele sabia que não era. Ele era SIM misturado porque sua essência foi feita pra tocar a todos. E, como na essência dele não havia maldade, a maldade que lhe "ofereciam" ao tentar machuca-lo com palavras não fazia efeito.
Na rua algumas crianças queriam brincar, outras não sabiam brincar e logo o apertavam demais ou faziam brincadeiras estúpidas, como se ele não tivesse coração. Ele abaixou a cabeça e saiu chorando. Mas logo esqueceu.
Continuou andando feliz. Sentiu um cheiro bom e parou ao lado de um homem que estava sentado sozinho na praça saboreando a vida e saboreando um pedaço de pizza. O moço lhe deu comida, lhe deu amor, lhe deu afagos...O cachorro, pra ele mais um vira-lata, se apegou à ele, abanou o rabinho, pulava pedindo mais...mais carinho! Mas o moço naturalmente se levantou fez um carinho na cabeça do vira-lata e foi embora.
Começou uma forte chuva e o cachorrinho não sabia pra onde ir. O trovão o assustava. Me desesperei. Nos desesperamos. O algodão quando molha pesa, ele não conseguiria voltar pra casa. Os olhinhos, feitos de canetinha, começaram a borrar.
Mas ele chegou. Chegou cansado, pesado, com frio....mas chegou.
Meu pequeno vira-lata em que tantas vezes me disfarço.