Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um conforto.

"Ok. Vamos sair." Coloquei uma roupa sem muito "porquê". Sabe quando você coloca uma roupa que te deixa bonita mas sem "porquê", sem motivo, sem querer...sei lá?! Mas apesar de não ter "porquê", tinha um "pra quem". E era um "quem" de muito tempo e que merecia meu melhor. Pois sempre estimulou meu melhor pra mim mesma (?).
Ele, um amigo antigo, me buscou em casa. Óbvio! Ele sabe que homem tem que buscar mulher!(essa é a regra, embora tenham exceções). Abriu a porta do carro. "Obrigada". Entrei. Abri a porta pra ele (do lado de dentro do carro)."Obrigado, meu bem". Apesar do "meu bem", somos só amigos. Nem um beijo, nenhuma nudez de corpo (só de alma). Amigos demais, amigos que carregam bons adjetivos, superlativos, apelidos. Não me importa se você acredita ou não. É assim que é.
Estávamos passando momentos semelhantes.
Ele contou de sua ex namorada. Eu despejei meu ex nele. Ele concluiu a ex dizendo: "ela não é como você". Eu ri e continuei contando detalhes de meu relacionamento tão lindo e tão breve. "Não, eu não devo gostar dele tanto assim. Amor? Será? Não, acho que não. Eu devo ter feito confusão aqui dentro, devo ter transferido um "amor" passado (não muito passado) pra ele. É, acho que foi isso."
"Não, meu bem. Você sabe que não. Foi de repente mas é verdadeiro. Você sabe disso. Eu sei disso, e provavelmente esse cara sabe disso (se ele não fizer como você e ficar negando o que sente)."
"Se ele sabe por que nega?"
"Porque, às vezes, ser amado é mais difícil do que amar. Ele mesmo te disse isso! Apesar de te amar, a ideia de ser amado de uma forma tão incrível lhe era surreal."
"Mas e agora? O que eu faço ou não faço? Apago tudo? Considero sendo mentira? Considero-o covarde? Considero-me estúpida?..."
Eu falava, falava, ele não entendia. Mas me aceitava e sempre estava ao meu lado. Vai amor, volta amor, ele está ali.Meu grande amigo. É uma pena eu não amá-lo. Ele me olhou e, lendo meus pensamentos, disse o mesmo "é uma pena não nos amarmos".
Mas não tem jeito. Tem gente que nasce pra gente amar com o "pra sempre" embutido, mas sem o "me joga na cama e faça o que quiser". Ele é assim. Eu sou assim pra ele.
Mas pelo menos a gente se tem. E isso já é bem confortante.

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