Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

quinta-feira, 3 de março de 2011

Coragem, meu filho, coragem!



Lá estava Liz na casa da família (não a dela).
Ele já não morava lá.
Tinha tempo que não se viam.

-Querida, você pode colher as flores pra mim?_ disse a mãe (não a dela)
-Claro. Faremos uns arranjos bem bonitos!

Liz já nem pensava, nem insistia, apenas vivia e mantinha contato com a família porque gostava deles, assim, de graça.
O Céu estava lindo, as nuvens estavam baixas, e se Liz ficasse na ponta dos pés alcançava aquele algodão todo. Mas, seu foco não estava no alto, e sim na terra, nas flores.
As flores,....Ahhhh as flores! Estavam vibrantes!
Enquanto Liz estava pra lá...

-Surpresaaaa Mãeeee!
-Ohhh meu filho!!! Que visita boa e inesperada! O que te deu pra vir assim... do nada?
-Não sei, meu coração pedia pra vir e eu vim.
-Hummm...

Ele foi saindo da cozinha e indo em direção ao jardim.
-Espere!!!! Você não quer tomar um suco? Sente-se, vamos conversar um pouco.
Ele estranhou, voltou com o sorriso de sempre e sentou-se.

-Meu filho, você sabe que eu nunca interferi em sua vida, em suas relações, mas....até quando vai isso?
-Isso o que?
-Essa mentira!
-Como assim, mãe?
-Ah, eu te conheço bem! Desde que vocês terminaram você não é o mesmo. Você tenta, finge, mascara, engana muita gente, engana até você, mas...
-Mãe, já faz um tempo que não estamos juntos.
-E por que? Você sabe me explicar o motivo??? Pare e pense.
-Por que você está me dizendo essas coisas?
-Eu não me conformo, não me conformo de você rasurar uma página perfeita. E sei que está feliz, você É uma pessoa feliz, mas...aquele encanto que tinha quando falava dela, aquela meninice diante dela...Você não tem com essa moça que tem te feito companhia.
-Mãe, eu realmente não estou entendendo por que você quer ressuscitar isso?
-Não quero ressuscitar, a gente só ressuscita o que morreu. E eu sei que ela não morreu pra você.
-Não sei mãe, não sei. Eu tive medo de não ter o controle, medo do próximo passo, pelo jeito que as coisas caminhavam...
-E você acha que COVARDIA é motivo para não ser MAIS feliz??? Você não acha que está na hora de dar mais um passo, de enfrentar...? Está na hora de dizer 'não' para esse medo, esse desencorajamento!
-Mas eu nem tenho notícias dela!
-Hum...eu tenho.
-Ela tem....?

Liz chega chamando-a lá de fora:
-As flores estão chegando pra Mãe-Flor!!!!!!
Ele reconhece a voz e se levanta querendo sair pra pensar antes de falar com ela, mas não dá tempo. Liz entra e fica tão surpresa quanto ele.

-Oh, oi...eu, eu estava pegando umas flores.
-É, eu resolvi fazer uma visita surpresa.
-Bom, seja bem vindo a sua casa, então!

A mãe se levanta e diz:- Acho que vocês precisam conversar.
-Ohhh, não. Imagina, não precisa sair.
-Não, minha querida, eu tenho que ir ali.

Fica um clima meio sem graça, silencioso até que ele cria coragem.
-Que bom que está aqui! Precisamos conversar.
-Não, por favor, não se preocupe, não queira justificar nada.
-Eu preciso. Posso?![...]Eu fui covarde, eu tive medo, ninguém nunca havia feito tanta coisa por mim...
-É meu jeito, gosto de expressar carinho de várias formas.
-Pois é, eu não estava acostumado e...Bom, chega de rodeios! Eu preciso de você, eu quero viver com você!
Liz fica surpresa, olhando pra ele, pensando em mil coisas.
-Não me diga essas coisas se não pretende eternizar!
-Vamos voltar!?!
-Agora quem está com medo sou eu. Quem me garante que amanhã ou daqui uma semana você não mudará de ideia???? Não posso mais me permitir essas loucuras!
-Não, você não está entendendo. Quero viver com você pra sempre! Poxa, eu achei que ia demorar pra eu dizer isso mas...QUERO ME CASAR COM VOCÊ! Você quer se casar comigo?
-Provavelmente.

3 comentários:

  1. Será que Liz vai aceitar ao pedido de casamento? Será que Liz ficaria melhor vivendo sem ele, ainda mais depois de ter acostumado a viver sua ausência? Será que ele a decepicionará novamente com sua covardia? Vai ter cenas do próximo capitulo?rsrs...vc vai ter que continuar esta estória que pode ser a história de muita gente! bjo, Raquel

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  2. Provavelmente... é complicado... mas o texto é lindo...

    A pergunta da Raquel é boa...

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  3. Outar coisa: É mais fácil a mãe ter a coragem que o título indica do que o filho...

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