Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Auto-Conspiração?

O grande problema quando eu mesma ME ENGANO é que, como tudo que está oculto vem a luz, quando eu descubro sofro ao quadrado. Sinto a dor da vítima enganada, e a raiva de mim mesma e arrependimento do "infrator".

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Irreal.



-Você me desperta, me acorda, me esquenta...
Liz sorriu pensando que ele falava da alma. Enganada pelas palavras dúbias, não só respondeu como correspondeu tal confissão.
-Você me faz sonhar, amar, molhar...

Talvez não fosse por maldade que Tico lhe falava aquelas coisas, e deixasse Liz imaginar demais...talvez.
Provável que Liz fosse estúpida demais e crente demais. Bem provável.
Nada aqui é o que parece. Interpretaram a mesma história de forma distinta.
É o que acontece quando usam partes do corpo diferente para andarem. Um usa a cabeça, outro o coração. Um razão, outra emoção. E se não há comunicação explícita um pequeno mal entendido pode ser a desgraça de quem usa o coração. E pra quem usa a razão e tem um pouco de consciência, esse erro de comunicação gera um desconforto que logo se vai.
Os dois foram vítimas e 'autores', mas uma razão com desconforto é bem mais fácil de resolver do que um coração que foi destroçado.


Tico era um cara legal, desapegado de pessoas. Liz era desapegada de conquistas e sensível, e como toda pessoa sensível, ridícula. Mas ela não tinha vergonha disso, pelo contrário.
Ambos tinham uma beleza notória.
Depois de muito tempo, se encontraram. Liz era acostumada a ser tratada com muito amor e respeito, acima da admiração por sua beleza.

-Quero fazer amor com você. (disse Tico)
Era tudo que ela queria. Aliás, quase tudo. Com uma diferença, ela queria fazer amor com ele todos os dias. Ele...ele queria 1 dia. E ele disse isso.
Foi a informação que precisava para que o mundo dela despencasse.

-Sabe, despertar desejo em homens não me deslumbra. Isso acontece desde sempre....mulheres despertam desejos em homens. Eu pensei que você fosse diferente. Pensei que suas palavras carregassem sentimentos. Mas não. E palavras sem sentimentos são leves demais...o vento leva.

Tico se surpreendeu com a reação dela. Pra ele era tão natural.
Liz se retirou e foi repensar, chorar, gritar...fazer qualquer coisa que pudesse se expressar!
Não era drama, era apenas a história (como não tinha que ser).
Tico não entendia a dimensão da 'coisa toda'. Foi tentar entender o motivo que Liz chorava e se mostrava indignada.
Liz, com os olhos marejados e visivelmente confusa concluiu:
-Não fiquei triste porque nossa história acabou, não. O que estou sentindo é decepção por descobrir que NOSSA história nunca existiu. E decepção comigo mesma é muito mais dolorido. Ter que ME enfrentar exige muito mais coragem.

Mudança.



Abandonar até o que é grande.
Encaixotar coisas pequenas.
Empacotar os detalhes.
Passar fita de identificação, depois uma outra fita adesiva pra não ter perigo de nada escapar.
Algum presente para embalar? Não, não.
Algo pra doar? Também não.
Mas antes de jogar tudo nos devidos lugares, limpo cada cantinho.
Não quero levar nada daqui. Nem poeira.

Estou ME mudando, estou mudando e estou de mudança. Três coisas distintas.
Se vou levar os pacotes e caixas para algum lugar?
Não sei. Ainda não sei pra onde vou, nem quem serei ou se cabe história no novo.

Algumas caixas molharam. Era involuntário mas minhas lágrimas corriam como se quisessem se juntar ao que já foi sonho (irreal, mas foi).
Papelão molhado logo se desfaz. Fiquei com medo de algum detalhe vazar da caixa e grudar em mim, e antes que todo meu trabalho de me DESFAZER fosse em vão...Me levantei do chão.
É...do chão...Porque é lá que a gente fica quando tudo desmorona. É lá que a gente fica quando não sobra orgulho, quando a decepção te abraça...é lá que EU fico, no chão.
Mas não se engane, não fico por muito tempo não.
Antes que qualquer resquício de amor me envolvesse, me levantei num pulo só e em poucos segundos eu estava diante da porta. Agora, do lado de fora, com a chave na mão.
Porta trancada.
Quanto à casa e tudo que estava dentro...Não sei. Não quero olhar pra trás.
As traças devem comer tudo, a poeira deve cobrir...
Aí amanhã eu vou sorrir.

Em que parte da história?



Eu nem sei por onde começar
Talvez porque "começo" já não há.
Tento me localizar na história
Mas as lembranças se confundem na memória.

Meio nunca teve.
Quando parou era apenas o princípio.
O reencontro me questiona se agora é o desenrolar do conto
Ou simplesmente um ponto.

Se antes eu queria meio e reticência.
Hoje, depois da ferida feita, interrogo minha consciência.
Seria tudo uma farsa, o que sinto e como o vejo?
A ausência de reação substitui o desejo.

A decepção me faz negar o beijo.
Se é final não faz mal.
Hoje qualquer coisa seria melhor que o real.
Ontem o sonho era um presente e hoje não sei o que o coração sente.
Hoje, depois do baque, eu desisto.
Amanhã?
Amanhã acho que eu nem existo.

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

É Natal...


No Natal...
As pessoas decidem se amar.
Criam coragem pra declarar um amor.
Abrem o coração para perdoar
Resolvem olhar para o lado e doar um pouco de si.
Cobrem quem tem frio, alimentam quem tem fome...
Dão um basta nas intrigas inúteis.
Compram presentes. Ganham presentes.
Fazem uma refeição juntos.
Agradecem à Deus.

Claro, tudo isso é muito bom.
Mas o Natal é todos os dias. (pelo menos deveria ser!)
Ser a expressão do Amor de Deus deve ser uma busca diária nossa.
Celebrar e agradecer pelo nascimento (morte/ressurreição) de Jesus Cristo deveria ser algo natural.
Pois sem ELE nada tem sentido, a vida não tem sentido.
É por causa de Jesus que podemos nos achegar ao Pai (Deus).
Neste dia 25 de dezembro de 2011, eu desejo que possamos viver o natal todos os dias!
Que possamos amar, assumir e declarar um amor....Perdoar e ser perdoado...Olhar para o lado(ter compaixão), falar com Deus, reunir amigos e familiares durante a refeição...Dar presentes...TUDO ISSO...TODOS OS DIAS.

Beijos
Com Amor de Deus, Rê Marra.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Não convém?



-Oi, Amor...
-Oi menina...
-Menina?
-É, am(ops!)menina, acho que não convém mais te chamar assim na nossa atual situação.
-Hum, desculpe mas meu amor não é por CONVENIÊNCIA. Essa grandeza de sentimento chamada Amor não é por mérito, nem conveniência...Não tem como eu deixar de te amar simplesmente porque não convém. Você pode até conseguir isso, mas eu não. Você acha que eu gosto de te amar não tendo-o perto?

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Assim Flor vivia...



Alguns dias a realidade que citavam machucava demais.
Nada pessoal. Nada diretamente com ela. Mas o indireto e o impessoal alcançavam o coração dela de alguma forma.
O injusto, o desamor, a apostasia, a banalização do que realmente importa, a desgraça, a indiferença, a corrupção (moral também!), a fome...os jornais sangrentos. Essas coisas minam a fé de qualquer um. E Flor percebia. Flor SE percebia.
Tentava não saber pra ainda acreditar. E ela acreditava!
Para sobreviver precisava de horas diárias com o Pai (Deus-Cristo). Depois ainda mergulhava em livros e filmes. Às vezes, se isolava.
Para alguns era fuga da realidade. Para ela aquela era a realidade.
Era sua oportunidade de sonhar sem ninguém observar. E como ela vivia de sonhos...era sua oportunidade de VIVER. E ela vivia...

Porque a vida é assim.

Não escrevo sobre "famosos", nem os uso como inspiração.
Escrever sobre "conhecidos" pra que?
Escrevo sobre anônimos, sobre os desconhecidos (sejam pessoas ou sentimentos).
Há pessoas que acham que escrevo sobre mim. Sim, às vezes me uso como personagem, pra não ter que expor mais ninguém.
E se existem outras pessoas ligadas à mim, é natural que o que elas me despertam seja retratado.
Mas não retrato pela simples vontade de contar e sim de espalhar-me, de gerar cumplicidade, de mostrar, por exemplo, que o amor pode dar certo, mas também pode machucar.
Porque a vida é assim.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Limite. Não ultrapassar.



Há dias que estou caminhando.
Já vejo até uma plaquinha "Perigo. Não ultrapassar".
É, é o limite chegando.
E quando o limite chega, a força acaba. É simultâneo (ou sinônimo?).
E onde entra o maior perigo de todos: o de desistir.
E nesse momento a gente pode se precipitar nas escolhas, nas aceitações.Pois no deserto, suor é água e mata a sede.
É o perigo do morno, do bom, do razoável...
Dizem que o perigo mora ao lado. Mas ao lado não vejo ninguém.
Talvez perigo seja apenas um de meus lados, uma opção que posso escolher (o atalho, o confortável). Não estou dizendo que temos que sofrer pra conseguir algo, nem que o ótimo é sempre dolorido. Mas, às vezes, há um preço a pagar, há algo que temos que abrir mão, há uma escolha a fazer.
E...me lembro que, se o perigo mora ao lado, a Segurança mora aqui dentro.
Não, não a minha. Mas Aquele em quem posso confiar a minha vida: DEUS.
E diante da "plaquinha" de limite, cansada, me ajoelho.
Eu sei, quem fica de joelhos não cai.
O Pai sempre me ergue. E quando não tenho mais forças, Ele não me acha fraca, ELE simplesmente me acha(me encontra) e me carrega.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Meu resumo.

Faço arte
Faço parte
"Os homens são de Marte, e é pra lá que eu vou".

Faço graça
Saio da massa
E meu amor nunca passa.

Em padrões não me encaixo
Algumas vezes não me acho
Comigo eu me entristeço
Mas logo eu amanheço.

Não dá pra dizer que sou artista, jornalista ou musicista.
Isso é o que faço.
Não sei resumir-me em mais nada
Só sei que sou uma filha muito amada.

Amor que recebo de graça
E por isso mesmo é chamado de Graça.
Talvez eu nunca entenda o porque ELE me amou enquanto eu nem via.
Só sei que naquele momento ELE morria.
Mas como ser filha amada não basta
De tudo que é ruim meu Pai me afasta.

Sim, Ele morreu, mas logo ressucitou.
E por isso completa eu sou.



terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Sobre a saudade.



Saudade a gente não mata, a gente alimenta.
Porque quando a gente encontra a pessoa querida a saudade não passa, mas é saciada, e tempos depois estamos com fome da pessoa de novo.
E se é amor,...a fome quase engole a razão, quer sair pulando muros pra acalmar o coração.
O grande problema é quando o muro é alto demais. Aí, por mais que tenha saudade, que tenha fome e nada de razão, por mais que tenha vontade é impossível abraçar o outro coração.
Aliás, impossível sozinha.
E a razão volta a aparecer, embora sem nexo.
Penso que eu posso desistir de pular muros, posso desistir de 'matar a fome', posso desistir de um mar de coisas, pois o cansaço e a espera me torturam. Então, nesse momento, desisto de você.
Mas não posso desistir do amor, não posso desistir de mim.
Choro até que não haja água mais em mim, nem salgada nem doce. E, por instantes fico seca e neutra. Respiro.
E me flagro começando tudo de novo, pois não desistir de mim implica em não desistir do amor; e o amor e você são sinônimos.

E se não houver amanhã, vc fez o hoje valer a pena?

Você se cuidou?
Fez as coisas que gosta? Ou só trabalha, trabalha e trabalha?
Ligou para aquela pessoa que você sente falta?

Você AMOU ? Ótimo.
Mas você ASSUMIU esse amor pra o amado???
Você lutou pelo amor?

Falando em amor...
Você creu que Deus o ama absurdamente?
De verdade? Então, você usufruiu desse Amor?
Não?! Então, você não perdoou o outro, não se perdoou, não amou o outro, não se amou,...
Você ficou procurando "picuinhas" para brigar ao invés de aceitar?
Você decidiu SER FELIZ ao invés de estar feliz?
Você achou que o mundo estava contra você? Então, você, assim como eu, às vezes ainda vacila quanto ao Amor de Deus. Porque ELE não mente, e ELE é Amor e é BOM em todo tempo. Se não cremos assim...o fazemos mentiroso. E isso, ELE não é.

No final das contas...VOCÊ FOI SINCERO, HONESTO COM VOCÊ MESMO (com o que sente), com os outros e com Deus???

Essa é a luta!

Te vejo e às vezes tão forte, outras tão fraca.
É triste vê-la cometendo os mesmos erros, mesmo que tenha superado outros.
E não tente justificá-los pois isso só piora.
Só os fracos precisam de justificativas.
Assuma-os e mude.

É estranho vê-la em dúvida. Logo você!
Não, o problema não é ele, nem o outro, não é a situação.
Olhe-se no espelho e verá seu maior inimigo.
Mas não se assuste. Ame o inimigo e ele se tornará amigo.

Vê-la assim tão vulnerável pode até não ser agradável, mas é real.
Ver-me assim tão exposta é necessário.

Essa é minha luta diária: vencer meu eu.
Submeter minhas fraquezas ao Pai (Deus), abandonar minha 'falsa força' pra ser forte Nele, abandonar minha autossuficiência para depender Daquele que é Perfeito.
Mas não desisto nem me desanimo.
Um dia eu me perco, outro eu ME venço.

domingo, 4 de dezembro de 2011

Hoje vou sair.



Decidi. Hoje eu vou sair. Com quem, hein?Pensei em minhas companhias e amigos. Não dava. São todos homens. E mesmo que sejam amigos não me sinto a vontade de olhar para o lado nem pra ver se, por perto, tem algum cara que mexa comigo. Eu não sei pra que isso! E tem mais, meus amigos são ciumentos, gostam de sair comigo e ponto, deixei-os mal acostumados, atenção demais...sei lá. Sei que prefiro mil vezes sair com pouca gente do que sair de turma. Até porque, mesmo que eu esteja em turma, uma hora vai ser como se eu estivesse apenas com aqueles poucos amigos. Dois ou três.
Eu gosto de muita gente, mas gosto muito de muita gente e fico sem saber o que fazer por não poder dar a atenção que eles estão acostumados ter de mim. Resumindo, estou tentando achar justificativa para não sair (eu acho).
Então vamos lá, eu tenho sim algumas amigas(POUCAS, POUQUÍSSIMAS) mas todas estão namorando. Por que eu não estou??? Tá aí uma boa pergunta. Mas uma boa pergunta com uma resposta nada boa. Então, vamos focar na noite, na "saída".
Uma amiga me liga :"-Alice, vamos sair?!"
- Oh não, obrigada pelo convite mas vou ficar trancada aqui na torre sem nenhum príncipe pra me salvar, e nem tranças tenho mais!"
-Hã?
-Bom, você vai sair com seu namorado e..." .
-E ele gosta muito de você também! Venha com a gente!
-Tá bom vou sair, mas não com vocês.
10 minutos depois minha amiga toca a campainha.
-Vim te ajudar a se arrumar e me certificar que você realmente vai sair de casa.
-Hum...
Bom, agora não tem mais jeito. Eu vou sair. Ainda não sei pra onde nem com quem. Mas vou.
Comecei pela maquiagem, me olhar no espelho e ver aquela cara de desânimo não estava legal. Ok. Maquiagem feita. Máscara de autoconfiança e desapego. Na dúvida de roupa....vai o vestido preto básico mesmo.
-Tá linda! Não vai escolher uma lingerie legal?! Você ama lingerie...Tem tantas lindas!
-Lingerie pra quê? Não...esse vestido não precisa de soutien, muito menos de calcinha. E ainda ninguém verá o que tem por debaixo do vestido. Você me conhece.

Já sei. Vou ver meu amigo cantar num bar.Fui.
Sentei na mesa mais próxima do palco que tinha disponível. Pedi meu creme de maracujá (pra quem não sabe é um suco de maracujá que ao invés da água leva leite, e ainda leite condensado).
Apesar de meu amigo estar no bar, eu estava sozinha e mesmo sozinha eu não tinha coragem de olhar em volta (no sentido "caça"). Dessa vez não tinha desculpa de amigo nenhum.
Acho que não tenho talento pra paquerar. Tenho talento pra conhecer, conversar, coisas naturais...sei lá.
Fiquei observando. Uma turma de amigos e amigas onde todos falavam ao mesmo tempo e ninguém se ouvia. Uns 3 amigos (homens) conversando de verdade, rindo, interagindo e totalmente presente ali. Um casal apático. Umas 4 mulheres disputando quem era mais vulgar e, pasmem, váriossssssssssss homens encarando-as. Era um leilão. Tinha também, uma mesa com 6 pessoas sendo que 3 delas estavam com seus "malditos smartphones" nas mãos, teclando e ignorando completamente o mundo real. O grupo de 3 amigos estava mais perto de mim e dava pra ouvir a conversa (eu sei, é feio isso! Mas era inevitável já que eu estava sozinha). Incrivelmente eles falavam de relacionamentos, um contava a história com a ex, estava dizendo que a amava mas que ainda não era hora. (hora de amar?!Ó Céus, que espécie de excesso de organização é essa?). E um dos amigos concordava com ele, dizendo que ele tinha que focar nisso, naquilo (e advinha onde era o foco? No próprio cara!). Eu não dei conta e me atrevi a entrar no assunto.
-Desculpe, mas não pude deixar de ouvi-los conversar e...posso perguntar uma coisa?
-Ué, pode. É bom ouvir uma opinião feminina.
-Você não acha que pode fazer tudo isso com a mulher que você diz que ama? Ou você não acha que está sendo completamente egoísta?
-Eu, egoísta?Não! Mas tenho que pensar em mim.
-Ah! Óbvio! Pense sim, mas PENSE MESMO e não simplesmente use essa frase para justificar seu egocentrismo. No mínimo você acha difícil assumir um compromisso mais sério (tipo casamento) com alguém que não seja VOCÊ MESMO, né?!
-Você pensa mesmo isso?
-Penso.
-Ok. E por que a 'Senhora Relacionamento' está sozinha num bar em pleno sábado?
-Porque eu precisei me dispor de meu orgulho, precisei de tempo e muita coragem pra me encarar e ver isto. Estou apenas evitando todo esse trabalho que você teria. E tem mais, depois que eu descobri isso e resolvi mudar, me abrir...me apaixonei e ironicamente meu namorado(ex) agia da mesma forma que meu passado. E abriu mão de nosso amor. Mas eu não consegui esquecê-lo, descobri que não era paixão e sim amor. E não consigo amar outra pessoa, mesmo sabendo de todos os defeitos dele(que são poucos!). Resolvi sair pra ver gente, pra conhecer outras pessoas, pra prosseguir mas....
-Mas, você sempre acaba voltando nele como assunto na sua cabeça, né?!
-É...
-Mas você é tão linda, tão inteligente...
-E estúpida.
-Não, não...TÃO VERDADEIRA.
-Mas quem disse que as pessoas querem a verdade?
Passei as últimas 4 horas no bar com eles. Rimos um bocado, conversamos besteiras, brincamos...Troquei telefone com eles e já marcamos uma próxima "saída".
Voltei pra casa feliz por ter aprendido e ensinado algumas coisas. Feliz por conseguir sair!
Mas voltei pra casa sem meu grande amor ter saído de dentro de mim.


sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

E o amanhã?



Hoje está tudo meio dolorido. As lembranças, uns sonhos frustrados, o presente inexplicável, a tentativa do novo me corroendo.
Eu sei, assim é a vida. Altos e baixos.
Hoje, sinceramente, não foi o melhor dia. Posso ter tido uma excelente manhã, mas e o amanhã?
A tarde não soube responder. A noite esfriou.
E o amanhã?
Minha sensibilidade, tantas vezes disfarçada, hoje não aguentou. Mostrou-se, mostrou-me.
E cá estou, sem saber o que fazer com tanta clareza.
Me vejo, me leio, me entendo. Não me entendo. Me surpreendo, me frustro. Me espero, te espero?
E o amanhã, Meu Deus, e o amanhã?

Apenas seja.

Vendo algumas atrocidades me pergunto: até onde é cultura e costumes, e ATÉ ONDE A MALDADE e DESAMOR SE ESCONDEM ATRÁS DA CULTURA?
Até que ponto devemos suportar a "CULTURA" como justificativa pra tudo (maus tratos, suicídios, assassinatos,...)????
Vivemos numa época tão afoita com as "descobertas" que já confundem liberdade com escravidão. Exagero???Não não. Pare e pense.
O que pensamos que é liberdade, muitas vezes é prisão.
Pensamos que beber exageradamente ou usar drogas é sinal de liberdade? MUITO PELO CONTRÁRIO. Não há nada mais óbvio de que vive numa prisão. "Ah eu não preciso, é que eu gosto". MENTIRA. E você sabe que é mentira. Saia, comemore, usufrua de boas companhias sem esses "adicionais". É a mesma coisa? Não? Então você está preso.
Pensamos que beijar trocentas pessoas sem nem sentir nada é liberdade. Será? Isso tem mais cara de "escravo do desejo".
Pensamos que escolher se você quer ser homem ou mulher é sinal de avanço, de liberdade...Repensemos. Será que não é apenas um modismo, uma vontade de ser livre (de não sei o quê), não é só uma covardia e não querer enfrentar os fantasmas emocionais???
Pensamos que é liberdade rezar 'não sei quantas vezes ao dia' (por obrigação, por medo, por "barganha"...), ajoelhar direcionado para 'tal lugar'...Não, isso é engano. O nome disso é religião. E religião oprime, amarra. Liberdade é falar com Deus, expor medos, fracassos,....É não querer ser forte e independente Dele....e sim ser forte Nele, por causa Dele. Liberdade é ter o coração grato e não ser escravo do orgulho inútil.
Há um caminho para Liberdade, para o autoconhecimento....JESUS, o Cristo. Porque quando O conhecemos, ELE nos revela quem somos também.

Por favor, não seja guiado pelos jornais, por pessoas "ditas revolucionárias e pensantes", nem por modismos, ou simplesmente pela maré (pra onde o povo andar você vai)...Não! Faça algo por você. Procure Aquele que o criou, que o Amou e o ama apesar de tudo...Aquele que vem porque somos maus, porque precisamos, e não porque somos bons.
Paremos de usar a "cultura/costumes" como justificativa pra tudo. Paremos de nos apegar à detalhes que SABEMOS MUITO bem o que significam mas que queremos provar nossa "inteligência" ou queremos contrariar. Isso é lastimável!
Essa história de "PROCESSO" pra tudo já deu! Que falta de identidade! Isso só prova que você não se conhece e teme que estejam falando a verdade!

Ame-se. Ame o próximo (e o distante também...aquele que é tão diferente de você).
RESPEITE-SE.
NÃO SE ESCONDA em religião, em "noitadas", drogas, vício em trabalho...ENFRENTE-SE.
Há uma beleza incalculável em ser quem você é. Apenas seja.

domingo, 27 de novembro de 2011

Pode ser...



Depois de um ano Liz resolveu dar uma chance para o coração (embora ele não quisesse se abrir pra mais ninguém).
As muitas possibilidades causam dúvidas, receio de fazer a escolha errada. Apesar de que, pra ela, qualquer escolha que não fosse a que pulsava em seu coração seria precipitada. Mas não dava mais pra esperar.
1 ano.
Abriu o coração. Coração aberto mas ocupado não adianta muita coisa. Mas ela abriu o coração pra que o "ocupante" se manifestasse, ou saísse ou assumisse.
Conheceu sem querer alguém especial. Dia após dia ela falava em voz alta, para sua alma ouvir, que ele era uma boa pessoa, que a desejava, a queria, a amava. Mas, por enquanto, ela ainda não o amava. Se esforçava, mas a palavra amor estava entrelaçada ao possuidor de seu coração. Já não dava pra separar os dois, o amor e o amado. Eram o mesmo significado, a mesma significância...
E agora?
Poderia ela amar um outro alguém?
E ela tentava.

-Deixa-me cuidar de você?_o rapaz esforçado dizia.
-Você precisa ter paciência. Nunca escondi nada de você.
-É, eu sei. Eu sei dele (que você ainda gosta), sei do outro que te cerca...mas estou disposto a lutar por você, apenas permita-se...
-O que ocupa meu coração eu não o vejo há um tempo. O outro apenas me cerca e é muito querido, mas não temos nada. Aliás, desde que o "ocupante" sumiu que estou fechada. Você é a primeira pessoa que ...enfim...Não gosto de mentir nem enganar ninguém.
- Fique tranquila, eu estou ciente.

E ela tentava...
Pode ser que consiga esquecer o 'amado'. Pode ser que não.
Pode ser que o amado volte. Pode ser que não.
Pode ser que ela continue o amando...de longe. Pode ser que não.
Pode ser que o 'esforçado' a conquiste. Pode não ser.
Agora ela não sabia de quase nada. Apenas tentava...
Mas de uma coisa ela sabia, ela tinha que prosseguir.



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Possibilidade ou ilusão?

É realmente interessante quando a gente decide REALMENTE descartar uma possibilidade distante. Pois às vezes a possibilidade parece mais uma ilusão. E esperar uma ilusão é decidir não viver.
E se não for ilusão? Bom, se não for uma ilusão...é uma possibilidade sem forças, lenta, sem coragem e sem decisão...e uma possibilidade assim não quero mais pra mim.

E se a possibilidade resolver acontecer? Que aconteça! Que prove que não era nem é ilusão, e pra isso, é preciso muita disposição.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Achei que fosse mérito dessa outra cidade.

Primeiro eu pensei que talvez fosse a cidade.
A cidade que me bastava na saudade, que colocava um ponto final na espera, que me afastava dos fantasmas (fossem bons ou ruins).
Achei interessante eu simplesmente tirar a roupa do medo (não assumido) e decidir acreditar e abrir a porta.
Achei estranha a sensação de estar guardada de tristezas e decepções, pois parecia me guardar de outras emoções. Mas não era, a sensação apenas me livrou do passado. A cidade apenas me trouxe para o presente.
Mas...talvez não seja mérito da cidade. E sim, simplesmente o tempo passou, o coração se cansou, a razão fez sua estréia e eu, de repente, comecei a viver o presente sem pensar no futuro.
Mas a parte de não pensar no futuro não durou muito tempo. Pois quando o presente nos PRESENTEIA temos que ter coragem e receptividade o suficiente para pensar no amanhã e agir para que esse amanhã aconteça.

domingo, 13 de novembro de 2011

E eu sonho.



Meu coração está um tanto cansado.
Um tanto inquieto
Um tanto ansioso
Um tanto saudoso
É um tanto de coisa que, HOJE, me dói carregá-lo.

Me resta dormir pra amanhã estar mais forte.
Mas me deito na cama e o colchão afunda, e quase sinto o chão frio.
Então eu choro, e milagrosamente me esvazio.
Fico tão leve que adormeço e sonho.
E sonho com você, com seu coração um pouco cansado, um pouco inquieto, um pouco ansioso e um pouco saudoso. Mas você não dorme, não se deita, nem chora. Você se rende e assume o que sente.
Você me ama, e eu te amo.
E eu acordo...

sábado, 12 de novembro de 2011

Emboscada da vida ou apenas um caminhar?



Às vezes a vida prossegue sem a gente querer
E meu querer é atropelado sem alguém pra socorrer
É o tal do "correr" do mundo...que muitas vezes impede o profundo.

O novo surge antes do velho indeciso se despedir
E se bobear, o novo entra sem pedir.
E o velho e sempre contemporâneo amor? Deixo de sentir?

Confusão instalada.
Garganta entalada.
Coração numa enrascada.
É uma cilada???

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

'Des-amar'

Eu não sei des-amar.
Por isso, vou acumulando, acumulando, acumulando...transbordando, semeando...e no final das contas, sendo amada por quem nunca imaginei.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Só pra ficarmos atentos.

O grande problema é quando a exceção vira regra. E o que a gente sempre dizia e era verdade, passa a ser mentira e a gente nem percebe.

#Transformai-vos pela renovação da vossa mente.

O ponteiro andou.




O relógio que parecia parado, andou.
E o ponteiro marcou a hora não-prevista.
Estranhei, é claro. Mas despertou-me.
Catei minhas coisas e outras coisas não minhas (de ninguém).
Catei o que senti, e não o que vi, e fui me vestindo no caminho.
Um caminho que não reconheci. Uma estrada sem nome.
Mas mesmo assim não tive medo, prossegui. Afinal, quem fica parada na estrada corre risco de ser atropelada. Atropelada pela chuva, pela poeira, pela vida e por quem também segue um caminho sem ver (e pior, sem sentir!).
Um passo após o outro. Correr pra quê? Não estou apostando nada com ninguém.
Daqui não vejo muita coisa, não tem muita GENTE nesse estrada, na verdade, NÃO resta muita GENTE nesse mundo.
Só sei que ando pra frente, mas vou deixando algumas coisas (minhas e não minhas) pelo caminho. Não pra ficar mais leve(como alguns "egocentricamente" fazem), pois leve eu sempre fui. Mas deixo pra 'quem sabe ser seguida'!?!
Vou me abandonando na estrada pra tentar ser o Norte pra quem precisa, pra dar esperança pra quem está só...pra mostrar que outra pessoa já percorreu esse caminho.
Deixo inclusive uma 'flor seca' e uma canção que ganhei de presente. Talvez meu remetente desperte também.
TALVEZ.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Faça uma BOA escolha!



Perdão aos que gostam de 'cultivar' a tristeza e promovê-la de "estado" para permanência (de estar para SER)...mas, ser FELIZ é mto bom! Podem acreditar!

Não sei QUEM volto.




E eu que estou voltando, mas não sei ainda pra onde nem quem volto.
Pois cada vez que volto me deixo um pouco no lugar que passei, e levo um bocado de um tanto de coisas, de dias, de memórias, de pessoas... E volto sem saber pra onde. E volto com novas ideias de quem volto.
Às vezes penso que estou sempre voltando, talvez porque esteja sempre indo.
Porque não se pode apenas ir, é preciso voltar pra cuidar do que se conquistou no caminho.
É preciso encontrar quem somos ou fomos ontem e se preciso for, voltar a ser. Porque algumas mudanças são lamentáveis, rudes e insensíveis.
E se fizemos algumas 'leituras' equivocadas no caminho, é preciso 'desler'. E mais, escrever.
Depois, eu vou. Vou esbarrando em cores e me fazendo.
Vou para situações e não para lugares. E me aconchego em pessoas, e não em camas.
Falo músicas, danço risadas, misturo um tanto de abstrato, sinto o cheiro de ternura e vou.
Vou, sempre vou. Mas vou pra voltar pra corações, pra gente, pra a gente.

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Meu coração.Um viu, outro abraçou, outro o levou.

O Primeiro foi aos poucos
Não me ofereceu muita coisa
Não me comprou rosas, não me deu presentes
Mas me ofereceu um respeito incomum
Me contou um pouco de sua vida
Não me escondeu suas fraquezas
Me deu seu ombro pra chorar
Chegou perto de meu coração,
Mas deixei ir. Ele já não me fazia rir.


O Segundo foi marcante
Sorriu pra mim, me encarou.
Mostrou-se disposto. Viajou.
Deitou na minha cama
Deitei na sua cama
Experimentamos lugares diferentes
Provocamos o vício um do outro.
Explosão sexual.
Me leu, me escreveu.
Me ensinou
Desembrulhou
Aprendi novo significado amoroso para "eternidade".
E vivi eternidades incríveis.
Mas ele me escondeu suas fraquezas
E eu escondi as minhas.
Ele abraçou meu coração mas não o levou não.
Eu tive medo, ele teve medo.
E a gente disse ADEUS com muita dor no coração.


O Terceiro foi de repente
Nem tempo pra ter medo eu tive e fui inconsequente.
Me deu flores, me deu música e liberdade.
Fui eu mesma do meu jeito mais inteiro
Fui menina ingênua e acreditei no amor.
Fui mulher independente e ousei dizer o que sentia.
Meu coração ele pegou, mas nosso futuro ele adiou.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Flor só queria um amor em paz.



Um amor marcado e outro interrompido. Essa era a história romântica de Flor. Uma entrega dela e um poço de indecisão de retorno. Outra entrega ainda mais completa e uma covarde omissão.
Flor morria de medo de se apaixonar outra vez, e achava impossível se apaixonar em cima de um outro amor (no fundo no fundo ela ainda sangrava pelo amor entregue e interrompido).E afogava seus sentimentos nas lágrimas, os sufocava com afazeres...
Então, fez a terrível opção (in)voluntária de ser indiferente, de não acreditar no que diziam e passou a ser como aqueles que a machucaram por equívoco de palavras e ações encantadoras. Só não chegou ao ponto de enganar pessoas (isso ela não conseguia! Achava golpe baixo demais!).
Alguns se aproximavam com aquela conversa dúbia, gestos doces mas ela ria pra fugir de ter que julgar aquela situação, brincava pra não ter que apostar numa mentira. Ela sabia que podia se surpreender e ser verdade, mas...e se não fosse? Mais um golpe ela não suportaria.
Então ela sonhava. No sonho ela podia se soltar, ela podia voar, ela podia amar.
Flor aprendeu a escolher o sonho da noite (por necessidade e urgência de amor), e todas as noites ela vivia coisas incríveis...
Acordava feliz com a experiência da noite, mas aflita pela realidade da manhã.
Ela não queria ter medo, não queria...Mas pra ela não servia qualquer um, porque pensava que 'se serve qualquer um, é porque nenhum serve'. O coração tem que pular apenas numa direção. Se pula à toa é por pura aflição. E ela queria afeição, amor, decisão...
Pra muita gente, ela queria demais. Pra ela, era simples, ela apenas queria paz.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Fingir pra quem?



E quando a saudade não apertava tanto, às vezes ela tomava coragem. Estranho? Não. É que quando a saudade era forte demais ela não sabia fazer nada além de chorar. Então, quando ela tinha um pouco de controle sob seu coração que quase saía do peito, ela ligava.
Pegou o telefone, ligou.
Arrancou toda doçura da voz e perguntou:
-Se a gente não tivesse uma história.... hoje você poderia me ver? Você seria meu amigo?
-Como assim?
-Assim mesmo...
Tudo que ela desejava era a presença dele, a companhia, o toque...Tudo que ela desejava se resumia a ele. E nessa necessidade de se lambuzar daquele que ela amava em segredo, ela tentava ao menos sobreviver com o 'abraço-amigo', com a presença-ausente, ela tentava fingir pra si algo insustentável. Ela tentava fingir frieza, mas cada vez que ela fingia frieza seu coração acelerava trazendo calor e um desconforto incomum. Ela fingia descaso, mas o 'des' corria e sobrava o 'caso' no subconsciente, repetindo incansavelmente sua resposta à pergunta não feita. Caso.
Ela fingia que de vez em quando se lembrava dele. Mentira, era mentira. Ela não lembrava, pelo contrário, ela jamais o esquecia. E o procurava em cada olhar, cada abraço, cada risada...Vez ou outra o achava em pedaços. O abraço de um, a risada de outro, a musicalidade em outro, a seriedade doída em outro, e ainda a indiferença cortante em outro. Ele inteiro era impossível achar em outro. E o tempo ia passando e a racionalidade dele a empurrava para outros braços. E mesmo não querendo, ela temia dar as mãos à outro alguém. Logo as mãos que ontem eram daquele que a tem.

domingo, 9 de outubro de 2011

Essa hora chega.

Uma hora a paciência acaba
O sonho se cansa
A esperança esquece de acordar

Uma hora sua indiferença mata
Meu amor machuca
E o coração esquece de me lembrar

Uma hora sua falta vai embora
Minha consideração também.
E minha alma para de chorar.

Uma hora...essa HORA vai chegar.

Estou aqui. Sempre estive.



-Vá, querida, você precisa conhecer outras pessoas. Você precisa sair da toca!
-Quem disse isso?
-Eu estou te dizendo, ué!
-Ah, mas ele...
-Sem "MAS". Vá sem compromisso de encontrar algo especial nele. Se encontrar, ótimo! Se não encontrar, bom também, ele pode se tornar especial.
-Hum...essa história de "se tornar"...
-Anda, daqui meia hora ele estará aqui na porta pra te buscar.
Ana foi. Vestiu seu melhor disfarce de "o show tem que continuar" e foi. Saíram pra jantar. Guilherme tinha um ótimo gosto. E tinha muita paciência (o que nesse momento, para tentar ganhar o coração de Ana, era de extrema importância).
Ana chegou em casa tentando fazer o mínimo de barulho possível. Não queria ninguém lhe perguntando "como foi". Não adiantou. Sua mãe a aguardava ansiosa.
-E aí, como foi?
-Legal.
-Legal?! Só isso?
-Ué,...Guilherme é uma boa pessoa.
-Tá vendo! Doeu? Ele te mordeu?
-Não, não mordeu. Mas doeu.[...] Bom, vou subir para o meu quarto. Boa noite.
Ana evitava a todo custo falar sobre o coração. Ela sabia que todos sabiam, mas não precisavam ouvir de sua boca que ela ainda amava 'aquele que ela nem pronunciava o nome para evitar pensar'.
Dias se passaram e Guilherme passou a ser companhia constante. Não, eles não tinham sequer se beijado. Mas estava perto disso acontecer. Guilherme era determinado e isso mexia com Ana. Ela sempre admirou pessoas que sabem QUEM querem, que lutam por quem querem...ao invés de mudarem de 'alvo'. Porque se o cara muda de "alvo" rapidamente mostra que nem ele sabia o que queria, ele simplesmente queria alguém...e um alguém qualquer.

-Me dê uma chance, Ana! _disse Guilherme.
Ana não respondeu, apenas deu um meio sorriso e ele a beijou. Desde então começaram a namorar.
Ana sempre se negou a namorar por 'conveniência', mas Guilherme sabia de toda sua história e estava disposto a amá-la e conquistar seu amor. E sua mãe lhe dizia pra dar uma chance ao coração ( o problema é que o coração de Ana já não era mais dela. Pertencia 'àquele que ela não mencionava o nome').
Guilherme era um cara muito interessante, EDUCADO tal como as exigências de Ana (coisa difícil de se achar), atencioso...

-Mas ele não canta, mãe!
-Como assim, não canta?
-NÃO CANTA. Toda nossa família é de músicos, sempre sonhei com alguém que cantasse, que tivesse música na veia assim como nós...
-Minha filha, você está se apegando a detalhes demais. Está procurando uma desculpa...

Assim ela prosseguiu o namoro. Ela queria, ANA queria gostar dele, mas esquecer o Violeiro (sem nome) era mais difícil que construir a Arca de Noé, mais complicado que abrir o Mar Vermelho...Para Ana, esquecê-lo era comparado a mais um Grande Milagre Bíblico!
Um ano. Um ano de namoro. Ana estava alegre, contente (no sentido literal da palavra...SE CONTENTANDO), aprendendo a viver no morno, no normal...Mas toda semana, todo mês ela sonhava com o dia que o 'Moço do Violão' iria resgatá-la daquela vida e levá-la com ele.
Ela não se conformava com aquela realidade "cruel e medíocre". O mal de Ana era que ela sempre leu demais, via filmes demais, sonhava demais...Pra ela tudo era possível.
E era.
Depois de um ano e alguns meses, o Moço da Música (da música de seu coração) deu um sinal de vida, reapareceu. Mas sem dizer nada de 'mais'.
Uma semana depois Guilherme a pediu em casamento. Ana chegou em casa e foi direto pro quarto chorar.
-Eu não posso fazer isso, não posso! Não posso levar isso adiante! Não consigo! Guilherme não merece! Meu Deus, me ajude, me ensine a amar o Guilherme!

O telefone tocou.
-Guilherme, é você?
-Oi Ana. Boa noite.
Ana ficou muda.
-Ana, você está aí?
Ela que sempre foi boa de disfarces não conseguiu pensar em nada "natural".
-Oi...estou aqui. Sempre estive.
-Ana, eu sei que demorei, sei que fui covarde,...
-Que bom que sabe... Você demorou.
-Você está com alguém?
-Além de você no coração?
-Eu te amo. E estou aqui na porta de sua casa.
Ana chorou silenciosamente e foi até a porta.
-Eu sei. Eu sempre soube. Mas você precisava descobrir isso, precisava assumir isso pra você mesmo.[...] Olha, me desculpe mas eu acabei de ser pedida em casamento. Minha vida precisava continuar...
-Mas você vai aceitar?
-Tanta gente me chamou de boba, tola por te esperar, por te querer, por te amar...Se vou aceitar? O Guilherme tem cuidado muito bem de mim.
-Você não me respondeu. Você vai aceitar? Vai se casar com ele???
-Depende de você. Você veio aqui apenas pra me contar de sua descoberta?
(às vezes Ana sabia ser fria 'por fora')...Sempre existiu amor entre nós, mas nada foi feito.
-Não, não liguei apenas pra contar de minha 'descoberta'. Liguei pra te pedir que volte pra mim...Ai, eu não sei fazer isso...
Ana ficou em silêncio um tempo e prosseguiu:
-Não. Eu não aceitei. Eu pedi um tempo. Terminamos.
-Você quer se casar comigo?
Ana finalmente sorriu com o corpo e com a alma. Ele a puxou e a beijou.


E assim, depois de um ano e tanto de intervalo, continuou a história de Ana e seu amado (que vocês não saberão o nome).

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Escolha Boas Sementes.

Muita gente diz que sou mal acostumada (eu diria BEM acostumada), que meus amigos fazem tudo por mim e tal. E realmente fazem.
(Falarei no singular, mas quando disser ELE, me refiro aos Amigos.)

Se eu estiver com dor de cabeça, ele sai do bar pra comprar remédio. Se eu estiver passando mal em casa e não tiver almoçado, ele vem pra minha casa e traz lanche. Se eu estiver voltando de viagem e precisar que me busque no aeroporto...lá está ele a me esperar.
Me busca em casa pra sair. Vai comigo à 3 supermercados atrás de sorvete pra minha mama. Vai comigo à outra cidade só pra eu dar um presente para um amado.
Me enchem de cuidado e amor.
PENSANDO BEM, ELES REALMENTE SÃO OS MELHORES DO MUNDO!
Mas ao invés de você ficar com "inveja boa"(não existe inveja BOA, já deixo claro), ao invés de reclamar que os seus não fazem isso...que tal começar por você?!
Sabe, nada passa oculto aos olhos do Pai (Deus)...NADA.
Quando eu morava em SP e tinha R$10 e dividia esse dinheiro com uma amiga... Deus via.
Quando eu dividi meu sanduíche com um menino de rua, Deus viu.
Quando, em pleno sábado de descanso, eu fui ensinar uma amiga a dirigir...Deus viu.
Quando eu orava e cantava para minha amiga dormir...Deus viu.
Quando eu acordei cedo durante uma semana pra levar minha amiga ao trabalho (pois ela estava sem carro) e depois a buscava...Deus viu.
Quando dois amigos(irmãos) estavam sozinhos em casa, com medo de ladrão num dia de chuva, eu saí de casa e fui pra lá...Deus viu.

Por isso, ao invés de ficar observando as coisas que recebo, OBSERVE AS COISAS QUE DOU. Quer mudar sua colheita, mude a semeadura!

E do mesmo jeito que Deus vê tudo que ELE agrada, ELE também vê o que não O agrada. E como ELE é meu Pai (porque eu o recebi como Pai), quando faço coisas ruins, ELE me corrige.


Bom, esse texto foge de meus padrões, mas eu quis dar um testemunho pra estimular a não parar de 'se dar', a não parar de amar...pensando que ninguém reconhece e tal...Ame e dê de graça! Se ninguém reconhecer, pode ter certeza que Deus reconhece. E mais, é a lei da vida: tudo que o homem semeia, ele colhe.
Escolha boas sementes.
Beijos

terça-feira, 4 de outubro de 2011

E a chuva me chamava...



E essa chuva me chamando pra ir com ela pra um lugar qualquer?!
Foi por isso que hoje ao acordar eu logo quis me derramar. Eu precisava me desmanchar para a chuva me levar.
A chuva doce precisava de minhas lágrimas salgadas. Meu sal precisava daquela doçura.
O encontro estava marcado. O celestial com o humano. O divino com o sua criação.
E o mais interessante é que essa noite eu havia sonhado com esse encontro. Era o convite!
Quanta delicadeza de meu amado me mandar um convite durante a madrugada!!!
E ela veio aos poucos, mas exibia um espetáculo de luzes e som...
Eu não tive medo, não me assustei, me sentei na grama e esperei.
Eu chovia e o Céu chovia. Eu expulsava o sal excessivo que estava me corroendo, e o Céu jogava sua água pura. Eu me esvaziava, e a CHUVA me enchia.
Tempos depois, eu já encharcada de "ambas as chuvas", de maquiagem escorrendo, de alma borrada, me levantei ainda sem forças mas disposta e cheia de doçura.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Meu melhor amigo.



Outro dia eu estava conversando com meu melhor amigo tentando entender algumas coisas.
Melhor amigo, sabe como é,né?! A gente fala muita besteira, fala de rotina, e fala de coisas profundas. E ainda a gente repete as mesmas conversas (às vezes), muda só alguns detalhes mas as queixas são quase as mesmas, porque as mudanças não são tão repentinas, são gradativas. Aos poucos, ele vai me falando, me mostrando e eu, quando não teimo, vou melhorando.
- Por que essa situação pra mim é tão difícil? Por que não é igual a de todo mundo?
- Porque você não é igual a todo mundo e eu preciso de você um pouco mais preparada para essa situação.
- Hã?
- Meu bem, por que você insiste em não me ouvir?!
- Eu ouço!
- Tá, mas não pratica o que ouve, às vezes. Ou seja, não adianta nada.
- Mas saiba, você, que não é tão simples assim?
- Eu sei, minha amada. Mas não é tão simples justamente porque você quer fazer tudo! Você quer determinar tempo, quer fazer do seu jeito e não é assim que as coisas funcionam. Não pra mim. Meus pensamentos são mais altos que os seus. Confie.
- Então quer dizer que eu não tenho que fazer nada?
- Entenda, meu bem, entenda. Você tem que fazer sim, mas só quando eu disser e o que eu disser. Se você agir debaixo do que eu digo a responsabilidade é minha. Mas se você agir por si, a colheita é responsabilidade sua. É claro, que mesmo assim, por eu amá-la absurdamente e BONDADE E AMOR serem parte de meu caráter, vou ajudá-la, vou cuidar de você. Mas as coisas podem ser um pouco mais fáceis. O difícil pra você é confiar de verdade, é deixar que EU faça...Por incrível que pareça, eu confio mais em você do que você confia em mim.
- Aiii, isso é tão dolorido, né?! Eu confio mas é que...
- Relaxe, meu bem, eu sei de suas dificuldades e a amo do mesmo jeito. Só quero ajudá-la e amá-la. Permita-me fazer isso na plenitude?!

Como perceberam meu Amigo sabe de tudo, aliás, não só sabe mas É TUDO. É meu melhor amigo, meu Pai, meu conselheiro, meu amado, meu Salvador, minha companhia, ...meu Deus.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Não há ninguém.



Hoje, ao acordar, ela saltou da cama com muita leveza. Uma leveza que não sentia há tempos.
Espreguiçou, deu "Bom Dia" à todo mundo (leia-se pássaros, Céu, SOL, Jardim...) e ao dar o primeiro passo estranhou. Estava tudo tão solto, leve.
Andando pela rua todos a olhavam, o moço do supermercado que já a conhecia perguntou o motivo de tanta alegria. A vizinha deu indiretas de que ela estaria apaixonada.
Mas não! Muito pelo contrário, não havia ninguém. E era isso que a deixava tão inteira. Ninguém havia lhe roubado o coração sem dar o pedaço dele. Ela agora tinha reconquistado seu próprio coração e ele estava inteiro!
Ela já não carregava ninguém 'em especial' dentro do coração. Achou aquilo tudo muito esquisito, ela já tinha se acostumado a carregá-lo. Não que ele fosse um peso, mas quando se carrega alguém no coração, esse alguém deve nos carregar se não o peso fica injusto e a gente além de se carregar tem que levar o outro.
Mas hoje não. Hoje estava diferente.
Ela riu procurando vestígios dele, mas quando se lembrava do passado, tudo parecia tão fantasioso, tão irreal, tão distante.
A vida tem dessas coisas, com o tempo ( e a não constância ou cuidado dos que estavam na história), as histórias de amor passam a ser de humor. As cartas apaixonadas passam a ser ridículas. O OUTRO, antes supervalorizado, passa a ser incompreendido.

E hoje ela tinha terminado a lição, aprendeu a esquecer.

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Há algo mais importante que entender.



Muito se fala das palavras que machucam, dos gestos que doem, de frases que ecoam por muitos anos.
Mas esquecem de dizer que o silêncio errado machuca ainda mais, pois não se tem como pegá-lo e jogar fora. É abstrato demais.
Falam do que se fez, do que se diz mas esquecem de citar as ausências de um gesto qualquer, o abraço que não envolveu, a mão que não estendeu...essas "ausências" que destroem mais que um empurrão ou um LEVE confronto corporal.Esquecem do que NÃO SE FEZ.
Falam das frases tristes que ficam ecoando dentro da gente por um tempo, mas esquecem de falar das belas palavras não ditas que ficaram no caminho por falta de coragem e nos agonizam. Esquecem de falar das palavras não verbalizadas mas muito bem (ou mal) expressadas num olhar de desprezo. Esse tipo de olhar corta qualquer boa lembrança ao meio.
Alguns dizem que pelo menos no Beijo não tem como mentir ou machucar alguém. Engano. Judas traiu Jesus exatamente ao dar-lhe um beijo no rosto. E muitos traem, machucam, desprezam com um simples beijo.

Penso que, não é a palavra dita ou não dita, não é o gesto ou ausência dele, não são as frases que ecoam que importam tanto. É o perfume que essas coisas trazem, é a essência que importa. Alguns machucam querendo amar, outros abraçam sem tocar, alguns dizem adeus querendo ficar, outros dizem que amam mas não pretendem eternizar.

Muitas vezes nunca vamos entender o motivo que nos feriram ou que ferimos alguém. Há de perdoar-se e perdoar o outro e prosseguir. E mais, não simplesmente prosseguir, mas prosseguir amando. Porque amar é mais importante do que entender.

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Disposição pra nada.

Hoje acordei toda disposta à coisa nenhuma.
É, sabe quando você está disposta a fazer qualquer coisa que não seja nada?!
Confuso? É isso mesmo.
Disposta a fechar a porta que não existe, disposta a dizer 'não' ao que nunca esteve presente, e dar boas vindas ao que ainda não chegou.
Disposta a abrir meu coração ao real (por mais esquisito que seja), disposta a chorar pelo que nunca existiu, e me alegrar pela poesia presente em tudo.
Abri os olhos e me vi disposta a prosseguir minha caminhada mesmo com a mente cheia de você, mesmo com o coração pesado de tanta falta sua. Acordei disposta a abandoná-lo pelo caminho...Acordei disposta a não te defender, por mais cruel que a realidade possa parecer.
Disposta a dizer ADEUS, porque o "até logo" é pouco, é temporário, é finito.
Acordei com uma disposição pra ser indiferente, fria e desumana.
Mas quando me levantei, toda essa disposição caiu no chão e eu não pude ignorar meu coração.
Juntei, sim, tudo que não presta e joguei no lixo.
Pode não ter sobrado muita coisa, mas sobrou O MELHOR.
O melhor de mim, o melhor dos dias, as melhores horas, o melhor de você.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Sobre os bêbados.

Ahhh eu amooo gente que tem coragem de ser feliz loucamente permanecendo sóbria!
A covardia da bebida excessiva me decepciona um bocado.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Vai passar,

Não acho bonito demorar tanto tempo pra me "desfazer" de alguém.
Não acho nem um pouco gostosa a sensação de idiota durar tanto tempo.
Não acho encantador sentir saudade, muita saudade, de alguém depois de um ano. Um ano de ADEUS, ou à Deus...É, ele disse ADEUS e eu entreguei à Deus.
Acho constrangedor ainda gostar de alguém que caminha como se minha página do livro nem exista.
Mas AINDA ASSIM, acho menos feio assumir tudo isso do que fingir que passou.
Porque...NÃO, NÃO PASSOU.
Mas vai passar. Eu sei que vai.

Não mais!

Ela disse "Não. Não mais!"
Mas ela mentiu pra si. E isso não se faz.
Ela continuou "É sério. Já deu".
Mas não era verdade, o sentimento não morreu.
Por alguns dias ela disfarçou e disse que era passado.
Mas não há disfarce que cubra um olhar apaixonado.
E todos os dias ela tentava se convencer de que ele tinha a feito de idiota, tinha brincado de herói, que ele não valia tudo aquilo que ela supunha...
Todos os dias ela discutia com ela mesma, tentando se convencer de que ele não era quem ela pensava.
Mas nada adiantava.
No fundo, ela ainda o buscava.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Um conforto.

"Ok. Vamos sair." Coloquei uma roupa sem muito "porquê". Sabe quando você coloca uma roupa que te deixa bonita mas sem "porquê", sem motivo, sem querer...sei lá?! Mas apesar de não ter "porquê", tinha um "pra quem". E era um "quem" de muito tempo e que merecia meu melhor. Pois sempre estimulou meu melhor pra mim mesma (?).
Ele, um amigo antigo, me buscou em casa. Óbvio! Ele sabe que homem tem que buscar mulher!(essa é a regra, embora tenham exceções). Abriu a porta do carro. "Obrigada". Entrei. Abri a porta pra ele (do lado de dentro do carro)."Obrigado, meu bem". Apesar do "meu bem", somos só amigos. Nem um beijo, nenhuma nudez de corpo (só de alma). Amigos demais, amigos que carregam bons adjetivos, superlativos, apelidos. Não me importa se você acredita ou não. É assim que é.
Estávamos passando momentos semelhantes.
Ele contou de sua ex namorada. Eu despejei meu ex nele. Ele concluiu a ex dizendo: "ela não é como você". Eu ri e continuei contando detalhes de meu relacionamento tão lindo e tão breve. "Não, eu não devo gostar dele tanto assim. Amor? Será? Não, acho que não. Eu devo ter feito confusão aqui dentro, devo ter transferido um "amor" passado (não muito passado) pra ele. É, acho que foi isso."
"Não, meu bem. Você sabe que não. Foi de repente mas é verdadeiro. Você sabe disso. Eu sei disso, e provavelmente esse cara sabe disso (se ele não fizer como você e ficar negando o que sente)."
"Se ele sabe por que nega?"
"Porque, às vezes, ser amado é mais difícil do que amar. Ele mesmo te disse isso! Apesar de te amar, a ideia de ser amado de uma forma tão incrível lhe era surreal."
"Mas e agora? O que eu faço ou não faço? Apago tudo? Considero sendo mentira? Considero-o covarde? Considero-me estúpida?..."
Eu falava, falava, ele não entendia. Mas me aceitava e sempre estava ao meu lado. Vai amor, volta amor, ele está ali.Meu grande amigo. É uma pena eu não amá-lo. Ele me olhou e, lendo meus pensamentos, disse o mesmo "é uma pena não nos amarmos".
Mas não tem jeito. Tem gente que nasce pra gente amar com o "pra sempre" embutido, mas sem o "me joga na cama e faça o que quiser". Ele é assim. Eu sou assim pra ele.
Mas pelo menos a gente se tem. E isso já é bem confortante.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Por um pouco menos de covardia.

Há dias que quero falar, mas não sei por onde começar.
Penso em contar um história. Mas histórias são tão coletivas. E, no momento, me encontro tão particular.
Penso em descrever os personagens. Mas aí toda minha particularidade iria por água abaixo.
Talvez o contexto, falar sobre o contexto?! Hummm....me vejo fora de contexto 'no momento PRESENTE'.
Pra que tanta prolixidade? Pelo simples desejo de gritar mas sem ninguém perguntar "por que, quem ou AINDA?"

Caramba! Eu não sei "não falar". Pelo menos aqui no Dupla Delícia!♥ .
Amor, eu estou sentindo uma saudade horrível de você!!!!!! Existe a saudade que 'faz parte' (que todo mundo sente), e existe a saudade abusada que arranca de mim toda calma e lucidez. Sorte ou azar seu (ou meu) que essa saudade não me dá coragem.
Eu achei que tivesse passado. Mentira, não achei. Mas da última vez que nos falamos por telefone percebi que não passou (óbvio). Enquanto eu fingia calma e naturalidade, meu coração saltou pela boca e me engoliu. Depois de tanto esforço pra "não sentir", quando desliguei o telefone meu corpo tremia. E foi tão exaustivo segurar tanta emoção que sentei-me no chão, sem forças, e me derramei.
Eu não sei pedir pra você voltar, não sei falar essas coisas com você...então ao menos, por você e de você eu falo. Me sinto um pouco menos covarde assim.

sábado, 3 de setembro de 2011

Por que banalizaram tanto?



"Segundo um amigo, a paixão é proporcional à distância que a garota mora. Quanto mais longe, menor a paixão."
Li isso hoje e me entristeceu um bocado.
Aí outro comentou, "nãooo, quanto mais longe melhor".
É sério mesmo que vão discutir qual é o jeito mais fácil da paixão? É sério que querem que ela caiba numa agenda de endereços??? Nem aqui, nem ali. Paixão não tem endereço.
Sei que a frase se refere à paixão, mas prefiro estender ao amor.
Será que a frieza chegou a tal ponto de racionalizarmos um amor, uma paixão?
Será que o número de pessoas que abandonam um amor devido à distância é tão grande assim? E eu que sempre achei que esses (os "desertores") fossem minoria.
Não quero dar uma de eterna romântica que acredita em conto de fadas. Mas acredito que não é o amor quem tem que se adequar as coisas e sim as coisas ao amor.
Não entendo essa dificuldade toda que inventam em algo tão sublime como o amor. Não mesmo! Não estou dizendo que é a coisa mais simples do mundo, mas é uma das mais fortes(se não a MAIS forte).
Tanta gente querendo encontrar um amor e alguns encontram e abrem mão por...POR QUE MESMO? Por nada. Por capricho. Por vaidade. Por ignorância. Por não saberem lutar e não terem paciência de esperar, de suportar...Sinto muito, mas preciso confrontá-los! "O amor tudo suporta, tudo crê."
O mundo, a mídia, e infelizmente até a arte, tem deturpado a imagem desse sentimento tão grande e absurdo que é personificado em Jesus. Pregam um amor banal, egoísta, secundário...Acho que precisamos rever nossos conceitos, resgatar os valores...Porque do ponto que estamos, o próximo passo é muito dolorido. É a indiferença, a apatia...MORTE.
Morte da coisa mais linda que temos: a capacidade de sentir, de tocar o outro, de ser tocado.
O buraco é mais embaixo, minha gente....Sei que o 'Amor Perfeito lança fora o medo', e realmente, só ELE (Deus, aquele que é O AMOR) pra nos ensinar a amar de verdade, sem medo, sem reservas.
Resumindo, o mundo precisa de amor mesmo. Nós precisamos! Mas acima de tudo precisamos saber, conhecer QUEM é o AMOR, aí sim...saberemos amar. E lembre-se, o aprendizado é eterno, o que precisamos é de disposição pra aprender.


sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tinha que ter mais gente assim?




"Tinha que ter mais gente assim". Quando escuto essa frase parece que tudo estremece aqui dentro. Minha cabeça vai a mil procurando exemplo da pessoa que a disse.
Se algo nos incomoda, a responsabilidade passa a ser nossa.
Se você acha que as pessoas deveriam ser mais educadas, semeie isso. Seja. "Ah, mas ninguém é", alguém pode dizer. Ok, mas você é guiado por "ninguém"???
Você não tem autoridade sobre sua própria vida?
Reflita.
Certo dia eu estava no trânsito com meu pai e, como minha cabeça não para, fiquei observando aquele caos e ME observando. É incrível como o TRÂNSITO revela as pessoas, nos revela. Cheguei a uma conclusão para o trânsito e a vida (conclusão essa que já foi falada e vivida há mais de 2 mil anos). Minha conclusão? Mudemos a pergunta. Ao invés de nos perguntarmos "POR QUE EU?" (por que eu que tenho que ceder, eu que tenho que fazer...?), perguntemos "POR QUE NÃO EU?".
Essa pergunta simplifica o mandamento "amarás ao próximo como a ti mesmo". Colocar o próximo como prioridade não é vergonha, nem falta de amor próprio. É resultado de SABER AMAR (O amor que o Pai nos ensina. E não um amor egoísta, egocêntrico).

Acho que precisamos de MENOS JUSTIÇA PRÓPRIA, e mais iniciativa no AMAR.

Entrelinhas.



-Eu sei que você quer escrever. A gente se reencontrou na alma depois de um ano e você não narrou de forma fictícia. Nem UM comentário em lugar nenhum. Eu te conheço, em algum lugar você expressou.
-E quem foi que disse que escrevo VOCÊ? Não escrevo você! Escrevo EU.
-Eu sei, menina, não precisa se defender. Escreve tão bem "VOCÊ" que entre as frases eu me vejo. Não adianta, Flor, não cabe mais eu OU você. Desde que a gente se esbarrou não existe mais singular. Você pode até sair sozinha, viajar...sei lá...eu sei que você me carrega assim como eu te carrego. Mesmo de longe.
-É...eu dei tantas voltas pra assumir isso...É pra não te expor tanto, baby. Aí, você fica nas entrelinhas.
-Não faz mal. O que você escreve é arte e só de as entrelinhas estarem presentes me basta.
-Eu sei que toda mulher ficaria feliz de somente ouvir isso, mas...por que você resolveu falar a verdade depois de tanto tempo? E por que você ainda está tão longe?
-Você mesma me disse que eu sou a pessoa mais racional que você conhece. E justamente essa racionalidade toda me fez ver que eu estava sendo covarde, escondendo meus sentimentos (eu chamo de "controle QUASE total sobre os sentidos)...
-E agora, que você SE percebeu? Vai continuar tentando controlar seus "sentidos" ou vai se render ?

terça-feira, 30 de agosto de 2011

O que escrevo?!



De vez em quando me pego tentando encaixar o que escrevo em alguma categoria.
Tento, tento, tento até que me canso. Então eu grito! Um grito de letras escritas, palavras impressas e é isso que escrevo. Gritos da alma, sussurros do coração, ironias da razão. Sem categorizar, sem prateleira prevista, sem pertencer à nenhuma classe já formada. Escrevo eu. E eu nunca me encaixei numa coisa só.
A única coisa que sei é que sou Filha (de verdade) de Deus, e isso me possibilita o impossível, me apresenta o sobrenatural, me encaixa no plural.
E no plural posso ser sábia, interessante, mas também posso ser tão estúpida e ridícula quanto. E quando me encaixam na imbecilidade, sinto-me, no mínimo, lisonjeada.
Ser qualquer coisa, contanto que SEJA...é algo incrivelmente humano.
E essa coisa de "ser gente, humana" me toca.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Diante dela, ele (que não era "o" ele).

Diante dela estava ele. Não ele-ele(presente-futuro), mas ele...aquele que havia lhe ensinado tanta coisa.
Aquele que lhe mostrou um outro mundo, sua primeira experiência de "viver feliz para sempre", aquele que deu um novo significado à eternidade e disse viver boas eternidades ao lado dela. Porque cada dia na companhia de quem a gente ama é uma eternidade, tem valor de "pra sempre".
Ele que lhe ensinou a ter prazer, lhe ensinou a 'força' de um tesão e a graça de ter uma roupa rasgada por isso.
Ele que havia lhe ensinado a falar mais dela, mesmo que tenha sido um ensinamento aos trancos e barrancos...Ela aprendeu. Aprendeu a falar tudo o que tinha direito, e até quando ela achava que não tinha direito. Aprendeu que o outro pode amar tanto que não sabe o que fazer. E aprendeu a aceitar esse amor. Um amor diferente mas não menos verdadeiro.
Ele que lhe ensinou também que mesmo que ela o aceite, ele não aceitava tanta aceitação. Ensinou-a a se defender, devido aos "ataques" repentinos e sem motivos.
Ensinou-a a dizer adeus com o coração desejando mais. E ela disse e nunca mais se viram.
Agora, ele estava diante dela. Ela o olhava com doçura, e antes que ele pudesse pensar qualquer coisa, disse:

-Não pretendo bagunçar sua 'vidinha certinha'. Não! Meu coração tem alguém (que pretendo 'eternizar'). Não desejo ter você ao meu lado pra sempre, no sentido universal da palavra. Só não posso tê-lo do lado de fora. Você foi importante demais na minha história para eu simplesmente deixa-lo de fora de minha vida, de meu coração. Não é paixão. É um amor de querer bem. MUITO BEM. Só peço pra não me deixar de fora também, não me exclua, não me ignore. O que sou foi moldado um pouco por você também. Olha, não é cantada de forma alguma e sei que isso pode ser loucura pra muita gente, mas é só um desejo de continuar. Não de continuar a NOSSA história juntos, mas a minha história. Porque você faz parte dela. A gente continua assim, cada um do lado de dentro do outro, mas sem estar ao lado. Pode ser?

domingo, 14 de agosto de 2011

Discordo.

Alguém comentou: "Humilde é uma pessoa grande que trata as pequenas como se fossem maiores".
DISCORDO. Humilde é quem tem consciência de que grande só tem UM (Pai-Deus). E nós somos todos iguais.
;)

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Encontro com Papai.



A menina chegou como quem não quer nada. Mais um dia esperando coisa alguma. Apesar de seu otimismo constante, ela estava passando por um período cheio de dúvidas e vazio de acontecimentos. Quando, de repente, o Pai (Deus) disse : "me dê um abraço! Eu sei que você está angustiada, quase sem forças". A menina que estava com aquele "ar de forte" desmoronou em lágrimas por horas e horas.
-Papai, eu fiquei muito feliz hoje por saber que você olha pra mim. Assim....eu sabia por saber, mas agora eu vi, eu testemunhei.
-Eu sei que, às vezes, você pensa que faz parte do coletivo. Mas não é assim. Eu olho pra você!EXCLUSIVAMENTE pra VOCÊ.
-Como?????
-Minha Pequena, não tente entender com a razão as Minhas coisas. Sou seu Pai e tenho o maior orgulho disso, mas sou Deus. EU POSSO TODAS AS COISAS.
-É...é que tem dias que parece que o Senhor está tão longe.
-Jamais pense isso mesmo que pareça. Eu prometi estar com você todos os dias e estou. 'Não sou homem pra mentir, nem filho do homem pra me arrepender.' E se parecer foi você quem se afastou, sendo assim, é só querer e correr para o meu colo! Combinado?!
-Combinado. Eu nunca quero sair do Teu colo e se eu sair, me chame. Combinado?!
Ele riu docemente e disse: -Eu chamo sim, esteja atenta à minha voz. Te amo de uma forma que você não pode compreender ainda, mas a morte de seu irmão Jesus, na Cruz, é minha maior demonstração de amor. Um pai pode ter uma minúscula noção de meu amor se pensar em entregar seu próprio filho.
-É...eu imagino que meu amor por Ti não chega nem perto, mas é tudo que tenho. Te amo de todo meu coração. E queria poder fazer tudo certo pra você me amar mais!
-É desnecessário, meu bem. Nada muda meu amor.
-Posso te pedir uma coisa?
-O que você quiser! Mais uma consequência de Jesus ter ido pra Cruz e ressuscitado...Pode pedir qualquer coisa! Eu, como Pai, quero te ver feliz! Você comigo também pode todas as coisas. Mas você precisa de Fé, pois sua razão te limita, EU não. Rompa com a incredulidade enraizada.
-Qualquer coisa???? O que eu tenho que fazer pra merecer?
-Não é por mérito, princesa, é Minha Graça. Não se preocupe, apenas tente entender que "A MINHA GRAÇA TE BASTA."

De repente.

Dia 09 de agosto fez 1 ano! 1 ano que me esbarrei no "de repente".
De repente, eu estava ali rendida, entregue.
De repente, eu ria mais ainda!
De repente, a música ficou mais melódica, os dias mais quentes, a água mais refrescante.
De repente, o dia se misturou com a noite.
De repente, minha mão foi entrelaçada, minha solidão abraçada.
De repente, a lógica foi embora e eu me vi apaixonada e sendo amada.
De repente, eu sabia quem eu era. Eu sabia quem ele é.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Minha conversa no jardim



Quando a mãe chegou do trabalho, a menina foi logo contar...
- Mama, a beija-flor veio aqui hoje de novo! Você tinha que ter visto!
- O beija-flor é?
-A beija-flor, é menina. Era lindaaaa, tinha os cílios longos, e usava sapatilha vermelha de cetim trançada nas perninhas!
-É?! Que lindaaaaa, hein!
-É...a gente ficou conversando um tempão. Ela disse que volta amanhã.
-Legal, hein...O que vocês conversaram?
-Ah! Sobre as coisas da vida, sobre o vento, sobre como é bom voar e deixar tudo pra trás, tudo que é desgostoso. Falamos sobre as flores também, eu falei do meu ponto de vista e disse que são lindas, enfeitam, alegram, presenteiam. Ela disse que são sua vida. Eu disse que a minha também, e que meu amado me chamava assim, de Frô. Talvez porque ele seja um beija-flor também. Mas ele se cansou de voar e agora sou uma flor solitária, sem ninguém pra me beijar.


terça-feira, 9 de agosto de 2011

O homem dos sonhos.



O homem dos sonhos existe. Eu não fico idealizando, vocês é que idealizam por mim.
Todo mundo que conhece os homens que já me apaixonei (3) sabe disso. Pessoas de defeito e que, não querendo me agradar em tudo acabam conquistando pela verdade. Pessoas que não fingem ser o que não são. Simplesmente são. Gente que, assim como eu, chora, tem medo, faz burrada. Gente que não me exige perfeição, nem acha que sou a salvação... Pra quem não os conhece são completamente diferentes um do outro. O que eles têm em comum? O coração, que é tão grande que me acomoda, me deixa confortável...Gosto de gente com o coração grande pois ocupo muito espaço.
Minha primeira paixão é meu amigo e vez ou outra pede pra eu fazer comida pra ele até hoje. Se preocupa comigo até hoje. E confia em mim até hoje.
Minha segunda paixão me virou de cabeça pra baixo. De lado, de todos os jeitos. Me despertou o vício. O vício de ser 2 em 1. E a gente se misturava em todo lugar que se pode imaginar.
O grande defeito dele foi tentar me entender ao invés de simplesmente me aceitar. E ele não aceitava. E queria me guardar numa caixinha só pra ele, aí não dá. Sofri, ele sofreu, sofremos em todas as conjugações e tempos. Passou, passou.
Minha terceira e última paixão caminha comigo ainda. A paixão e não ele. É uma paixão que se confunde com amor, ou é um amor disfarçado de paixão. Sei lá. Ele me amou de várias maneiras. Com flores, com música, com serenata, com viagem, com cuidado, com simplicidade. Esse é o cara dos meus sonhos, pena que quando é sonho, existe uma grande possibilidade de acordar. Ele me disse que eu era a mulher dos sonhos dele. E me disse isso com lágrimas nos olhos. Mas ao mesmo tempo que disse isso, a gente acordou.
E todos os dias eu durmo tentando voltar para o sonho.

domingo, 7 de agosto de 2011

Dá tempo.



E quando a saudade apertar, não tenha receio do que vou pensar. Grite meu nome até eu te escutar. Se eu me esquivar e disser que não (por medo), não me escute. Não me leve tão a sério. Eu sei, você me respeita. Mas respeite o que sinto e não somente o que digo. É que de vez em quando eu me traio e não digo. Não é por maldade, é por excesso de vontade. E se for assim, me perdoe, me ligue de novo. Só mais uma vez.
Jogue tudo pro alto e corra pra cá.
Você não pode querer saber de mim sem vir até mim. Não pode manter essa distância de segurança. Apaixonar é se jogar feito criança.
Não pense que já é tarde. Nunca é tarde pra ser sincero com a gente mesmo.
É claro que te aceito, nunca pensei que fosse perfeito.
Dê um basta nessa farsa, chega de covardia! Isso não combina com você. Isso não combina comigo.
Eu prometo que se você der mais um passo, a gente eterniza nosso laço.

sábado, 6 de agosto de 2011

Na sala de aula....


A professora perguntou: -Quem acha difícil esquecer alguém que gosta???
Todos os olhares se voltaram para o fundo da sala, na fileira do meio. Liz, ela foi a única que levantou a mão. Um coleguinha lá na ponta até começou a levantar a mão mas teve receio de ser minoria e abaixou antes que mais gente o visse.

A sala inteira gargalhou. Acharam que era piada. "Menina, de onde você veio?", "Em que planeta você vive?"..."Você acha difícil esquecer? É tão simples!". Todos falavam ao mesmo tempo.
Liz, que ficou com o olhar um pouco apreensivo, respirou fundo e olhou um por um nos olhos e eles foram se calando. Ainda havia um buchicho quando a professora os silenciou com um suave "psiuuuuuuuu".
-Liz, você tem algo a nos dizer?
Alguns emendaram,"é, explica aí, menina!".

-Desculpe-me, mas eu não sabia que "não esquecer" era crime. Nem imaginei que eu estaria sozinha nessa. Achei que tivesse mais gente!
-Mais gente o quê?
-Mais GENTE, simplesmente gente.Houve um silêncio de ignorância. Ninguém entendeu direito o que ela tentava dizer.
Ela continuou: -Ué, pra quê eu vou esquecer alguém que gosto, que faz eu me sentir tão viva, tão...
-Liz, minha querida, estamos falando de esquecer alguém que você gosta mas não está com você.

-Hum...E?

-E, se ela não está com você...Bom, é só esquecer.
-Simples assim?
-Simples assim.
-Não, não consigo. Quando eu gosto existe uma parte de mim que essa pessoa pega, e existe uma parte dele que eu pego...É como naquele exercício de matemática...um intersecção com outro. Entende?
-Não, minha querida. Não entendo.
-É uma pena...realmente é uma pena que vocês não consigam entender algo tão simples como o amor. O amor como o Pai nos ensina, como tem que ser...sem motivo, sem porquê. E amor...a gente não esquece. A gente guarda, transforma em amizade, semeia...Mas não se joga fora nem ignora.
Alguns esbravejavam como quem não tem argumentos :"menina tola!".
Ela abaixou a cabeça e falou consigo mesma "eu tentei, eu tentei".

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

E minha doçura, cadê?


As mesmas árvores estavam lá, verdes, robustas, com o tronco marcado, escrito.
O mesmo bem-te-vi estava ali, em cima da pedra, olhando a menina, esperando-a falar.
E a menina, que devia ser a mesma, também estava lá para a reunião de sempre. Ela, as árvores, e o bem-te-vi. Todos a olhavam, inclusive ela mesma.
O perfume da descoberta ainda estava suave.

-Às vezes tenho medo de perder a doçura, o encanto, a beleza de ver o que não é belo fazendo parte, o nada sendo arte. Não sei, não sei. Penso que a doçura pode ser indigesta para alguns, e podem me vomitar,...Preferem minha acidez. Eu não. Não me prefiro assim. Até convivo bem com ela (minha acidez) mas me sinto mais livre na doçura. Gosto mais de dar risada do que de fazer chorar. Gosto mais de fazer amar do que de inspirar desilusão.[...] Vocês não vão falar nada?
O bem-te-vi cantarolou e com sua resposta lhe arrancou um sorriso nos olhos. Ele sempre responde cantando. Coisa de quem é doce.

As árvores falaram, educadamente, uma por uma.

-"Minha menina, a essência a gente não perde. NUNCA. Você sempre terá a doçura, o amor, a calma pra oferecer, pois é isso que vem de seu Pai. É isso que foi semeado em você."
A outra emendou: -"Você acha que se tivesse perdido a inocência e leveza estaria aqui conversando com a gente? Muita gente pode achar que você é maluca por isso, mas você não liga. Isso é você."
E a terceira completou: - "Experimente tirar essa capa grossa que você tem usado. Essa capa não combina com você. Pode até estar na moda ser estúpida e grossa e coisas do gênero, mas não tem nada a ver com você. Não precisa esconder as marcas que você traz, elas não são motivos de vergonha, são motivo de VIDA. Sinal de que você tem história. [...]Agora, levante-se e se olhe no lago."
O bem-te-vi retirou-lhe a capa e a menina foi. O lago sorria e como num espelho, a menina retribuiu. Ela se viu. O Céu que assistia a tudo chorou, o vento como sempre a secou. Sim, ela se viu. E assim, doce como sempre, ela seguiu.

Nova chance.




E se eu dissesse que te amava, faria diferença?
Mas e se nem eu sabia que era amor como eu falaria assim?
Eu suspeitava apenas. "Eu te amo" quando é nessa intensidade e desse jeito, de surpresa, é tão difícil de falar, de assumir. Preferi demonstrar. Eu que tenho apego às palavras, FALAR me comprometeria demais, me deixaria nua demais. (nua demais é redundante, né?! Enfim...)
Enfim, ainda posso dizer?
Ainda posso amar?
Sei que o amor não nasce de uma permissão, mas permanecer já precisa de você. Não para o amor permanecer vivo, mas pra eu permanecer.
Nãooo, não vou morrer se não tiver seu amor mais, mas vai doer, um pedaço de mim vai embora,...Nossa, quanto pessimismo! Logo eu! Estou aqui já me preparando para o pior.
Esqueça. Esqueça tudo o que te disse e escrevi agora.
Vou começar de novo.

Oi, meu amor. Só vim dizer que te amo.
Não demore muito, por favor. Te espero em nossa cama.
Beijos cheios de intenções.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

A espera.




O convite parecia tentador pra qualquer pessoa, mas nunca me encaixei no "qualquer pessoa". Era a festa do ano, do diretor de novela...festa cheia de famosos. Esse é o problema. Gosto de artista e não de celebridade. Celebridade tem uma mania idiota de achar que é alguma coisa e que essa coisa é superior aos demais. Já com artista me sinto à vontade. A questão é que eu não estava com saco de ficar ali conversando sozinha. Sozinha sim, já que no meio daquela guerra de egos as pessoas se esquecem de se encherem com alguma coisa que faça sentido e ficam tão vazias que a gente conversa e dá eco. Não, não estou generalizando (embora me sinta tentada a fazer isso).

"Vamos, você vai gostar! Você precisa estar nesses lugares, faz parte de seu trabalho...", insistiam. Hum, acho que prefiro ficar em casa, tomar meu leite...ok, eu vou. Fui. Mas não sei, aquele dia, não sei não. Parece que eu estava esperando alguém. Talvez um príncipe que me arrancasse do meio daquele povo, me levasse pra lugar algum e ficasse ali comigo. Calmo, quieto, entregue e simples.
"Venha, vamos dançar, você foi praticamente professora de dança". Não, não fui professora de dança, mas...Ah!Deixa pra lá. Discutir com bêbado não é minha coisa preferida, mesmo que esse bêbado seja um colega. Ri, aquele riso meio cansado, me levantei e fui. Fui lá pra fora esperar. Esperar quem? Olhei o relógio e continuei me perguntando "esperar quem?". Passa um conhecido "bebe um pouco, tô te achando meio desanimada". Não, não bebo, não gosto, não quero, não beberia porque o ânimo não vem engarrafado. Calma, eu não respondi isso. Só pensei. Eu disse educadamente: "Não, obrigada. Eu estou esperando...". E olhei no celular esperando que ele tocasse. "Quem? Quer que eu chame???". Aquele "bebinho" era até educado, confesso, e eu AMO pessoas educadas. Se fosse em outra ocasião talvez eu pudesse estar esperando justamente por ele. Mas não era. A situação era aquela mesma. Ele estava bêbado (ok, alterado pela bebida), e gentilmente me perguntando se queria que eu chamasse a tal pessoa. Eu até queria. O problema é que nem eu sabia quem."Humm, pode deixar". "Então, vou ficar aqui com você". E ficou. Ficou até que chegou uma mulher e se ofereceu pra ele sem motivo, sem critério. Ofereceu-se assim como quem oferece um copo d'água.(ok, eu não tenho nada a ver com isso). E meu mais novo amiguinho, o ex-futuro-quemsabeQUEM, se despediu de mim e foi lá, educadamente, usufruir da gratuidade alheia. Normal, normal. Aliás, comum. Normal...JAMAIS!
Bom, lá fora continuei. Fora da casa (da festa), fora de tudo, inclusive fora de cogitação da vida do tal 'QUEM?'. Mas tudo bem. Tudo bem nada. Hoje não. Despedi dos amigos que tinham me levado, agradeci imensamente a experiência que me levou a ter a certeza que não tenho saco pra puxar saco de quem quer que seja. E me retirei.
Tá. O ambiente não estava tão desagradável assim. Desagradável estava meu coração, que estava inquieto e impaciente com qualquer coisa que pudesse atrasar. Atrasar minha vida e aumentar minha espera.