Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Só Deus sabe...

Só Deus sabe...
...quantas noites eu dormi chorando
...quantos choros eu engoli cantando
...quantas canções eu cantei sangrando.

Só Deus sabe...
...quanta falta eu senti de rir
...quanta fraqueza e indecisão eu senti
...quanto me doía ver que as pessoas só olham pra si.

Mas só EU sei...
...quantas dúvidas cessaram porque eu creio
...quantas vezes me senti protegida porque o Senhor interveio.
...quanto amor me invadiu porque Tu, Senhor, veio.

Só quem O conhece e O experimenta sabe e entende ...
"o choro pode durar uma noite mas a alegria vem pela manhã"
"Tua Graça me basta"
e "Está consumado".

Amar 'apesar de...'

Eu amo animais e quem me conhece sabe bem disso. (Por exemplo, eu amo você, sim você).
Mas eu amo gente também (por exemplo, eu amo seu reflexo no espelho).

Alguém me disse uma vez que "boas pessoas" gostam de animais.
Quase concordei. Quase.
Depois, comecei a observar e pensar (aliás, duas coisas imprescindíveis antes de tirar qualquer conclusão).
Pense comigo: amar um bicho (cachorro por exemplo) é fácil, afinal ele te ama com uma fidelidade surreal, te obedece, não questiona, não dá palpites,não tem oscilações de humor(não como as nossas), não te contraria, ele não se incomoda de você ser DONA dele ...pra ele você está sempre certa! Ou seja, é muito fácil e natural amá-lo.

Agora...amar o outro que às vezes é semelhante à você, o outro que é tão diferente,...esse que é o desafio!
Amar quem te ama é fácil. Sobrenatural é amar quem muitas vezes te fere, é indiferente à você, quem te confronta, quem tem vida própria, quem tem opinião, criação diferente da sua, e respeitar isso, entender o espaço do outro, e que o outro não é um fantoche.Ele também têm medos, vontades, segredos, fraquezas...

Amar 'apesar de...'. Isso sim é amor.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Nem demorou e o amanhã chegou.

E foi assim.
Com as mãos o retirou de mim.

O amanhã chegou e nada mais ficou.
Nem promessas, nem querer lembrar.
Agora é recomeçar.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Que o amanhã chegue logo!

Tá bom, eu prometo.
Eu prometo não te ligar mais, e nem atender suas ligações (que nunca recebo!).
Prometo apagar todas mensagenzinhas bonitinhas que você me mandava quando brincava de amar.
Prometo não ficar revendo fotos, nem ter saudades (afinal, isso é coisa para humanos, né?!).
Prometo que não vou me incomodar com sua indiferença (serei também. Acho que você me ensinou bem isso).
Prometo não me decepcionar quando você me excluir de tudo.(decepções a gente tem quando ama, e como não te amar está dentro de minhas promessas...)
Prometo não querer mais saber de você.
Prometo não te desejar, não te amar, não te imaginar comigo.

Mas começo tudo isso amanhã.
E o complicado é que 'o hoje' parou.

Se um dia a Solidão vier...que seja apenas uma visita. Não faça dela sua companhia.




Há dias que ela não aparecia. Aliás, pra falar a verdade, essa era a primeira vez que ele a via.
Estava escurecendo, fim de tarde. À meia luz tudo fica mais misterioso, às vezes encantador.
Sò dava pra ver-lhe a silhueta. Bela silhueta! Qualquer um iria querer passar um tempo com ela. Qualquer um se sentiria atraído!
Ela parecia algo gostoso( e na medida certa, até é). Mas é traiçoeira.

Quando ele percebeu já tinha escurecido. Escurecido demais. E aquilo que antes parecia uma boa idéia passou a ser densa, pesada.
Criou-se uma relação de dependência e ao mesmo tempo, uma urgência em mandá-la embora.
Poucos minutos com ela eram necessários. Mas quando o tempo se perdurava, o endoidecia.
Mas...é pra isso que o mundo caminha: para a falsa companhia.
Fica-se ilhado falando virtualmente com alguém tão carente quanto, mas ninguém assume (pra si) a necessidade do outro.
O individualismo, o medo de se envolver se esconde atrás da "falta de tempo", "outras prioridades", "meu espaço"...

O pior é que a gente se apega a ela, a Solidão. E quando vemos, andamos de mãos dadas com o nada.


Um dia, cansado do "sexo virtual, comunhão virtual" ou superficial (sim, superficial, mesmo falando coisas profundas. Porque a profundidade não está no tema, no assunto e sim no envolvimento)....Então, um dia cansado dessas coisas, ele tomou uma decisão. Primeiro ele abriu a janela e viu que já era dia, um outro dia. Depois foi pra rua.
E no meio de tantas informações reais, ele ficou perdido. Completamente perdido.

terça-feira, 20 de abril de 2010

Só uma confissão.

Nossaaaa...to com uma saudade doída, daquelas que pressionam o coração, sabe...e a gente perde até a respiração!
Daquelas que esmagam com as mãos, o suco escorre todo entre os dedos e sobra a sequidão.

domingo, 18 de abril de 2010

Acordei e vi que você existe.



Hoje acordei com uma sensação estranha.
Uma sensação de que sinto ainda.
Uma convicção de que amo mesmo.
E uma paciência de esperar até que fique pronto.

Uma espera que assiste a falta que não faço.
E uma falta sua que me engole.
Engole e me esconde, esconde de tudo e de todos.

Hoje acordei com o sopro da Esperança
Com o ponto de interrogação se esticando todo e exclamando!
Exclamando que eu não me enganei, que você não mentiu.

Acordei e senti seu cheiro no travesseiro
Seu desenho ainda está no lençol
Vi que não estava ali, doeu, é claro.
Mas acordei com um tanto de certeza nas mãos.

Levantei-me com a certeza de que independente do que você mostre
Independente do que os outros vejam
Você é o homem mais incrível que já conheci
É a história mais deliciosa que já vivi
É o coração mais aberto, a mente mais confusa e o gosto mais doce.

sábado, 17 de abril de 2010

O corpo não calou.

Veio a visita tão esperada de maneira inesperada.
Por dentro ela tremia.
Por fora, ela ria.
Sentia raiva por ele ter demorado tanto, e alívio por ter chegado.
(Ela havia jurado pra si que se hoje ele não aparecesse, ela o apagaria pra sempre.Pois teria sido uma mentira, e mentiras não merecem ser contadas ou lembradas)

Ele apareceu!
Foi beijá-la. Ela virou o rosto. (reagiu ao primeiro sentimento - raiva)
Disparou a falar pra esconder a aflição, e ao mesmo tempo contou-a, mas contendo a emoção.
Sem ver, como um ímã, a mão dele se entrelaçou à dela (reagindo ao segundo sentimento- alívio, e somando com a vontade de nunca mais perdê-lo).
Chegaram em casa e se jogaram na cama para conversar, como o de costume.
Ela falava, falava e falava pra ver se mantinha o controle. Mas enquanto ela falava, ele passeava a mão pelos cabelos dela.
Passeio que se prolongou e perdeu o caminho.
Não tinha como...seus corpos falavam mais alto!
Suas bocas trocaram segredos.
E ao som da respiração ofegante, do coração disparado, eles dançaram.
Corpos pressionados que escorregavam no desejo que escorria pelo suor.
Olhos que se encaravam, compartilhavam.
Mãos que sabiam exatamente a forma a desenhar.
Quadris que se moviam, dançavam.
Amor que foi sugado até perderem as forças.

Seus corpos falavam mais alto...
E abraçados, eles se amaram.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Artista da vida.



Lucy morava numa casa de construção antiga, paredes altas e firmes. Cômodos grandes. Móveis de antiquário. Até as chaves da casa eram daquelas grandes, pesadas.
Tinha um jardim incrivelmente bem cuidado. Flores espalhadas, dando cor e vida.
Era uma artista que abriu mão de viver o amor para escrever sobre ele e interpretá-lo. Parecia uma idéia melhor, menos doída.
Vivia da arte e fazia da vida uma arte! O que, aliás, não é fácil. Mas a vida lhe sorria todos os dias e ela se abria cada vez mais.
Este era seu maior dom, o de amar. Talvez por isso tanta gente retribuía. Por isso sua arte era tão apreciada e valorizada, fazendo com que ela fosse uma das poucas que se tornara rica fazendo coisas desse tipo.

Na rua, conversava com todos. Distribuía sorrisos e carícias.
Mas em casa ela só recebia os mais próximos ou os que ela desejava que se tornassem próximos.

Estava ela sentada na beira do espelho d'água, movendo a água com a ponta dos dedos e distorcendo o reflexo. Ela gostava daquele resultado mal delimitado de suas feições, pois era exatamente assim que se sentia. Sem formas certas.
Mas naquele dia o reflexo mudou demais. Havia mais alguém ali.
Apesar de assustada por ter alguém na sua casa, ao seu lado sem ao menos ser avisada ('Seu' Lineu sempre a avisava quando alguém chegava), ela o olhou e sorriu apenas com os lábios, cumprimentando-o.
Ele abriu um sorriso como quem abre portas. Mas ela não entrou. Não naquele dia.
Não conversaram muita coisa, falaram apenas do que se via ali (o jardim).
Cinco minutos de conversa.
Ela se levantou e ele se foi.

Depois de uma semana, lá estava ele à espera dela (no jardim dela! E mais uma vez sem avisar).
Ela riu da situação 'abusada' que ele criara. E não sei porquê ela não achou ruim, pelo contrário, chamou seu Lineu e o avisou que aquele jovem estaria autorizado a entrar NO JARDIM sempre que quisesse.
O jovem tinha desejo por conhecer e saber mais da vida da artista. E ela falava com uma naturalidade, como a quem fala com um amigo.
Ele era cheio de perguntas diretas e cheio de observações sobre as respostas dela.
Observações interessantes, e na maioria das vezes, precisas.
Ela, sem ver, foi entregando pedaço por pedaço de si. Cada verdade que falava, cada medo que revelava, cada vontade que contava.
Os dias foram passando e o encontro no jardim, que antes era ocasional, passou a ser habitual.
Ela estava curiosa pra saber dele também. Parecia um rapaz diferente. Parecia.
Ele era um jovem espirituoso e com uma presença que enchia o jardim e depois de uns dias ...os pensamentos dela.
Ele...seu nome era Thomas.
Ele tinha resposta pra boa parte das perguntas. Mas ele tinha mais perguntas que respostas. Era um jovem encantador, único (mas que se achava único demais! Conclusão que ela chegou depois ...bem depois).
Ambos se divertiam com a companhia um do outro.
Certa vez, ele se mostrou à ela. Era um dia quente (eu acho.) Se não era passou a ser.
Lucy era tímida mas olhou. Desviou o olhar. Olhou de novo.
Sua respiração ficou ofegante. Ela tentava disfarçar o nervosismo. Afinal, era tudo novo pra ela!
Lucy era muito especial, pelo menos sempre foi a forma com que a trataram, como alguém especial. Não mais uma!
Por ele visitá-la sempre, ela acreditou que ele também a tratava de forma especial.
Mas eles nunca se encontravam fora do jardim, em lugares públicos. Ela só conhecia o que ele apresentava pra ela.

Mais uma semana passou e a intimidade deles foi aumentando. Até que numa noite, quando ela se arrumava para dormir, ela percebeu que alguém a observava.
Olhou ao redor e não achou ninguém. Talvez fossem apenas seus pensamentos que não suportavam ficar engaiolados.
Ainda em pé, em frente a cama, sentiu uma respiração quente em sua nuca.
Não deu muito tempo para pensar. Ele a pegou pela cintura e a virou.
Foi o primeiro beijo e a primeira noite de amor entre eles. Noite que virou dia, que virou noite, que virou dia de novo, e tarde...E assim foi por bons dias.
Ele voltou pra sua casa.
E as visitas que eram habituais, voltaram a ser ocasionais.

Um dia ele não apareceu.
Lucy o esperou no dia seguinte. E no seguinte...
Nem um telefonema. Nem uma carta. Nem um 'adeus'.

Lucy nunca mais se acostumou com a ausência dele.
Na verdade, acho que ela não se conformou com a mentira. Com a mentira que ele foi.

Diziam na cidade que Thomas, o jovem encantador, estava vivendo a mesma história com outra pessoa.
Ele fazia as mesmas coisas, apareceu aos poucos, se mostrou, olhou...Usava até os mesmos termos carinhosos para chamar a outra da fila. Os mesmos apelidos!

Lucy não acreditava que ela, uma artista que lida com emoções, havia sido enganada tão facilmente. Chorou por vários dias. Lamentou cada pedaço que ela ofereceu à ele, achando que Thomas a tratava de forma especial (ele tratava todas assim)
Tentou perdoá-lo e tê-lo como amigo. Mas acho que agora quem estava mal na história era ele. Ela já o conhecia. E apesar de ela o aceitar assim mesmo...ele não apareceu mais.

Lucy virou artista da vida, transformando borrão em Sol, lágrimas em pássaros e pessoas em poesias e histórias.

domingo, 11 de abril de 2010

Saudade de mim.



Hoje me bateu uma saudade.
Mas não sua, ou dele...uma saudade de mim.
De minhas risadas, de minha segurança, de minha tranquilidade interna.
Saudade de 'meu eu' que chega em qualquer lugar e chama atenção, não por fatores externos, mas pelo coração que transborda de amor.
Parece que no meio de tanta coisa, minah doçura perdeu-se, minha paciência não veio como sempre vinha diariamente.
Saudade de 'meu eu' que vê tudo com otimismo e esperança. Aliás, saudade da esperança.
Saudade de poder confiar nas pessoas, de saber que mesmo quando minhas pessoas queridas não estão por perto, sei que pensam em mim (assim como eu nelas).
Saudade de minha coragem ao acordar, da minha alegria que sempre foi característica marcante.
Saudade até de minhas chatices autênticas!
Saudade de meu abraço nos outros e em mim.
Saudade de meu gosto,...minha liberdade até em poder ser boa, sabendo que ninguém me usará por isso.

Isso de viver longe de mim não me faz bem. Isso de ter que ser dura, superficial, grossa...está me machucando.

Saudade de minha essência que ficou caída no meio do caminho...

Cris e suas metáforas modernas.

'AAAAAAAAAAAAAAAAAAAHhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh...agora que fui entender.
Que falta de atenção!
Meu teclado particular veio sem a tecla "delete". Aí quando quero apagar alguém dá erro no sistema, pois tento usar teclas substitutas que de nada adiantam.
Pô...eu sabia que tinha alguma coisa errada.
Logo eu que sou "super atual" vim com um teclado pré-histórico! Onde já se viu não ter "delete"? Que povo é esse que não excluía ou não sabia ser indiferente?! Muito sensíveis pro meu gosto.
Isso é sacanagem.
Bom, mas será que esse teclado 'fora de moda' responde meu comando de "reiniciar"?
Pelo menos, se eu conseguir isso, toda janela é obrigada a fechar.
[...]E não me venha com fotos, recordações como "tela de fundo"! É muito meloso pro meu gosto."

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Seres humanos de mentira.



Pode até parecer estranho o título, mas infelizmente eles existem.
Fingem sentir, mas não sentem.
Fingem ser, mas não são.
Pensam que são incríveis de coração vagabundo. Mas na verdade de incrível eles têm apenas a "lábia", e o coração é de papel. Sobrando apenas o vagabundo como verdade.

Num coração de papel, qualquer um desenha, escreve, rasga...suja. Principalmente eles mesmos.
Cuidado.
Escrevem romance quando estão a fim, e o rasgam quando querem "viver" uma aventura pornográfica. (Não estou falando mal de sexo. De jeito nenhum! Afinal, quem não gosta absurdamente disso?)
Tolos! Caçam mulheres como se fossem animais.
Olham pra bundas, imaginam como seria experimentar 'mais uma' e saem satisfeitos com o NADA.
Pobres de si. Traçam metas como robôs.
Usam e são usados e acham 'linda' essa relação.
Distribuem-se a quem fala mais merda, ou quem se mostra mais na internet, na rua ou qualquer lugar. Descartam pessoas, colecionam putas e se acham heróis. (não é preconceito contra as pobres coitadas que se vendem. Eu até conheço uma que estudou comigo e era gente boa pra caramba!... Elas estão fazendo o serviço delas: além de dar prazer, enganando os caras de coração de papel, e tornando a vida deles ainda mais vazia e sem sentido.)
Se acham heróis...Heróis de quê ou de quem? Heróis vencem a si mesmo em primeiro lugar. Encaram-se no espelho. Não são grosseiros com a espontaneidade, nem desdenham de uma necessidade.

Mais uma vez digo: CUIDADO. Eles estão em todos os lugares e há muito mais do que se imagina. Usam um disfarce muito real. É preciso estar atento.
Geralmente, tem coisas legais pra dizer, são curiosos (muito curiosos...chegando a nunca se saciar com o que tem). Precisam se auto-afirmar. São "Don Juans" medíocres que não olham ao redor e fogem da verdade. Parece que dão valor, mas no fundo acham legal não valer 1 centavo. Portanto, saiba o valor que ele se dá. Se não se dá, fuja 3 dias seguidos sem olhar pra trás. Sei lá se essa monstruosidade pega.

Se mesmo assim (depois de todas essas evidências) vc cair no "conto do vigário" e achar que não é 'bem assim'. Tente ouvir o coração dele. Lembre-se corações de papel não fazem 'diástole' e 'sístole', ou seja, a única coisa que você vai ouvir (se ouvir) será o barulho de uma caneta marcando uma listinha, desenhando 'peitos e bundas' (no caso de homens) ou rasgando as inúteis (consideradas pra eles) que eles já pegaram.

Acho que passaram por mutações genéticas por algum motivo especial. Se bem que nada justifica.


Para maiores informações, não siga seu coração (ele não pensa! Lembre-se disso!).
Olhe sempre nos olhos, busque a verdade e fale a verdade. Eles não a suportam.
Ame. Eles não sabem amar. Mas ame com moderação pra depois não ficar me ligando pedindo ajuda.

No mais...Que Deus esteja conosco!

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cadê a "Fulô"?



Um dia eu acordei e tinha uma Flor plantada de uma forma incrível no meu jardim.
Me assustei, é claro.(moro sozinha) Mas deixei lá. Ah! Ela era linda, enfeitava, encantava quem passava, atraía até os pássaros...!
Todos os dias eu a olhava e ficava maravilhada. Me sentia sortuda, abençoada com aquele "presente" que se tornava ainda mais interessante com o passar dos tempos.

Um dia acordei, corri para o jardim para olhá-la e ela já não estava mais lá.
A mesma pessoa que plantou-a sem que eu visse, arrancou-a de mim sem nem avisar.
E se antes eu me sentia abençoada, agora já não sei.

Suspeito que isso seja coisa de um jardineiro cruel.

Mas prefiro acreditar mesmo que foi só uma noite de sonho pesado e eu não acordei nem num dia, nem no outro.

Não era apenas mais um dia de chuva.



Parece até que os bichos lá fora pressentiam algo.
O gado se juntou debaixo da Gameleira centenária que fica ali no canto da 'vista pela janela'.
Os cavalos ficaram inquietos.
O cachorro a encarava .
O vento cantava em tons menores.
Começou a chover.

Ela tinha algo importante pra contar. Estava apreensiva.
Tomou coragem e ligou.
Ela dizia dentro de si que se ele não antendesse ao 3°sinal, ela desligava.
Não sei se foi sorte ou azar, mas ele foi rápido e atendeu logo no segundo.
Há mais de 10 dias que eles não se viam. E o que ela tinha pra contar não podia mais esperar.
Ela disse que estava com saudades. Ele riu e prosseguiu a conversa.
Nesse momento o vento parou de cantar e com violência invadiu a sala por uma fresta da janela. Ela teve frio. O cachorro pulou em seu colo.
Não era a reação que ela esperava dele, mas foi uma reação determinante pra ela.
Sutilmente desligou o telefone. Fechou a janela e ficou assistindo a chuva se derramar pelo vidro.
Não contou o que queria (ou devia. E bem provável que nunca vá contar). Ele nem notou. Nem notou que do outro lado da linha ninguém mais o ouvia.
Ele não notava nada que estava fora de seus planos.

E assim terminou o dia e, talvez, a história.

Parece até que os bichos pressentiam algo. E não era a chuva.

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Todos os dias eu creio.

...Que o Bem vence o Mal.
...Que o lado Bom das pessoas supera o mau.
...Que a gentileza constrange a grosseria.
...Que o "cuidar" existe.
...Que o Amor apaga a indiferença.
...Que a alegria se renova.
...Que o perdão não tem fim.
...Que o Sol brilha sempre.
...Que se a chuva vier, vem pra me lavar, limpar, regar.
...Que se a Lua minguar e noite ficar ainda mais escura, o Céu me presenteia com um espetáculo de Estrelas.

E não venha me falar que não é assim.
Por acreditar, eu vivo.

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Graça e seus dizeres.



'Eu sempre fui assim desde menina. Quando as pessoas me feriam, eu as matava.
Eu as matava dentro de mim. Achava que isso resolveria, mas o sangue manchava o chão de meu coração e isso me fazia recordar o quanto elas me feriram, e doía mais ainda.Porque doía quando realmente aconteceu e depois se repetia toda vez que eu olhava para a mancha no chão.
Mas hoje vejo que não nasci pra matar ninguém. Tem gente que consegue fazer isso sem peso nenhum na consciência. Tem gente que consegue fazer isso sem dor nenhuma. Tem gente que apaga outra pessoa sem nenhum esforço e a vida prossegue como se ela nem tivesse existido.
Eu não consigo fazer isso. Eu até matei algumas(mas elas sempre ressucitavam). Se eu tento apagá-las dói mais em mim.
Não nasci para desenhar alguém e depois apagá-la de meu caderno.
Sinto falta.
Cada um nasce com algo forte dentro de si. Eu nasci para apagar sim, mas não as pessoas e sim os erros, e as feridas que me causam. Mesmo que eu não entenda.'

Oohh 'semaninha' confusa

Uma segunda-feira com cara de novidade.
Novidade essa que não se confirmou.
Uma terça-feira tão cheia de coisas que não me recordo de nenhuma delas.
Uma quarta-feira feito sábado
E um sábado que nunca chegou.
Uma quinta-feira que se misturou com a sexta, que tinha cara de sábado(mas cara de um sábado cansado).
Um domingo que atropelou tudo. Inclusive a mim.

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Sem nome.

O que a gente faz quando não consegue dar nome às coisas, situações, emoções...?
Aliás, pra quê dar nome à tudo?!
Nome a gente dá quando tem explicação. Já quando não tem...dá-se um jeito de ter para ter nome.
Será?
E quando não há jeito que dê para que haja explicação? Ou ainda, e quando há explicação mas ela não tem lógica?
Fica na mesma. Sem nome.
Por que a necessidade de substantivos, né?! Os adjetivos descrevem e pronto.
Mas os substantivos são e PONTO.
É apenas uma diferença de eternidade entre um e outro. Apenas?
Como se a eternidade fosse pouca coisa...

Coisas que me deixam irritada:

Eu tenho muita paciência, mas perco por coisas bestas. Como:

*Passar frio a noite inteira e dormir mal. Se bem que só de dormir mal , já fico irritada.
*Ficar pronta pra sair e esperar três horas pela boa vontade dos demais.
*Ter uma pessoa sem noção falando coisas no duplo sentido o tempo inteiro. E o pior, ter que rir ( pra não dar um murro).
*Gente lerdaa( muitooo lerda)
*Homem folgado (do tipo que não ajuda em nada!)
*Pedir alguém pra fazer um favor (que na verdade ele deveria desconfiar) e a pessoa apenas diz "tá" e não faz merda nenhuma!
*Gente indecisa demais, que se eu não falar qualquer coisa não sai do lugar.
*Fazer burrices seguidas (isso até me dói. E no caso falo das minhas burrices mesmo)
*Gastar tempo escrevendo pra alguém e a pessoa ser indiferente.
*Gente que reclama o tempo todo (e da mesma coisa!)
*Falar 'não" e a pessoa não entender.
*Não faço questão de um monte de coisas, mas quando eu faço...Respeite.
*Falta de gentileza (nem preciso falar de educação).
*Atraso
*Indiferença (não só me irrita como me agride)


Pronto. Acho que agora tô mais calma.