Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

sábado, 27 de março de 2010

Apenas uma simples leitura a meu respeito. Que fique claro!

Meu coração nunca esteve à venda, nem meu corpo disponível para permutas.

Não querendo ser 'demagoga', mas o brilho de um anel de rubi, diamante ou qualquer coisa assim não reluz mais que o olhar de carinho de quem amo.
Podem me dar jóias e o que for mas o valor de meu coração não é alcançado com essas coisas. A moeda de conquista, pra mim, não é essa.
Não adianta, meu coração não reconhece essas coisas.
Claro que receber presentes depois de ter sido conquistada é incrível, mas antes...comigo não funciona.
Sinto-me lisonjeada, acho lindo, mas até hoje isso nunca funcionou.

Quanto ao corpo nem sei se preciso dizer muita coisa. Quem me conhece sabe como penso.
Sexo é um presente de Deus, eu sei, é um prazer indescritível!!! Mas não sei 'transar' apenas, só sei 'fazer amor'.
Troca de interesses, de desejos...Pra mim, não é só isso. É mais. Muito mais!
É troca de energia, é unificação de desejos, encontro de almas, mistura de sentimentos, amor materializado, concreto.
Sendo assim, não dá pra ser uma mera válvula de escape, ou apenas para saciar um desejo. Não!

Pra mim, não.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Meu convidado ESPECIAL.



Enquanto muita gente se queixa de sentir-se só, mesmo estando no meio da multidão,
venho dizer que vivo exatamente o contrário.
Mesmo quando estou sozinha, SEI que não estou. E essa certeza me conforta de tal forma, que seria egoísmo não compartilhá-la.
Numa sociedade doente pelo ceticismo, ter Fé é loucura.
No meio de tanta gente que acha 'legal' ser descrente.
Me orgulho de ser crente, de crer.
Crer n'Aquele que me criou, crer no Amor, nas pessoas.

No meio de tanto misticismo inútil, me maravilho com a GRAÇA que recebo de Cristo.
Em meio a tanta indiferença, prefiro fazer a diferença. Mas não pense você que é na sua vida apenas. Antes de mais nada vivo essa diferença, sinto-a...
Não me acho nenhum pouco melhor por isso, não.
Você tem o poder de escolher a mesma coisa, mas pra isso tem que abrir mão dos preconceitos, das idéias tolas a respeito de um Deus distante, dos modismos "ateus" (ou à toa), das filosofias mortas...

Sinceramente, pelo que vivo, meu Pai (Aba Pai...Deus) é muito mais presente e real que a própria realidade.
Mas tudo na vida é uma questão de Fé e de escolha no que você vai acreditar, onde você vai depositar essa Fé.
Se você acha mais "cult" ou mais inteligente acreditar na ciência, no jornal, na astrologia ou mesmo em tudo ao mesmo tempo...Contente-se com sua "solidão coletiva".
Mas você pode acreditar num Deus vivo, que não é feito por mãos humanas. Um Deus que te ouve, te ama, e fala com você (sim, fala!). Mas não adianta só ficar na teoria de que "eu acredito em Deus"...É preciso subir mais um degrau e ter experiências em que vemos claramente o Seu agir.
É como o sentimento...é abstrato mas você sente e sabe que existe e está ali. Mas com um detalhe: é um sentimento, o próprio Amor e é Deus, capaz de tudo por mim e por você. Mas depende de nossas escolhas.
Ele não invade o coração de ninguém, entra apenas onde é convidado.
Fica a seu critério quem vai convidar para entrar em sua vida.
Espero muito(de coração) que vocÊ seja tão cheio quanto eu e que esse vazio que todos nós sentimos (eu já senti um dia) seja preenchido com a única peça do quebra-cabeça que cabe: Cristo.

"Disse Jesus: EU sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai senão por Mim."

E quem não pode?

Ela já não tinha o que dizer
Não tinha mais palavras para escrever
Nem seus sentimentos sabia descrever.

Sabia apenas que sentia
Tinha certeza do que queria
E qualquer outra pessoa que não fosse ele, não servia.

Mas também do jeito que estava não podia ficar
Íntegro era sei jeito de amar
E tê-lo pela metade ela não iria suportar.

Com os olhos cheio de lágrimas
Com o coração cheio de amor
Uma decisão ela tomou.

"Mas você não pode ser assim.Não pode pensar e agir assim. Você podia ter se machucado", disse sua amiga.

E quem é que não pode?

quarta-feira, 24 de março de 2010

Nunca um meio-fio foi tão alto!



Como pude cair de uma altura 'tão pequena' e estar caindo até agora?
Já tem um tempo que ouço meu próprio grito e era pra durar apenas 10 segundos! Nenhuma queda dura tanto tempo.
Mas sinto o vento me segurando e me fazendo planar.
O que deveria ser pavoroso está me dando uma sensação estranha.
É um desequilíbrio de razões.
Talvez se eu tivesse certeza a sensação seria outra. Ao invés de descontrole, ao despencar do meio-fio, eu flutuaria.
Podes me afirmar? Podes me dar a mão ou me assegurar?
Tenho confundido o que dizes com o que falta dizer.
Não seria mais fácil um 'papo reto'? (mas sem grosserias, por favor!)
Eu sei que não sou a pessoa indicada para exigir tal coisa, sei que sou prolixa e isso te irrita.
Mas tenho uma necessidade urgente de verdades.
Não sei como aconteceu, mas estou cambaleando.
Estou insegura e isso está me deixando vulnerável.
Não gosto dessa idéia de ser e não ser ao mesmo tempo.
Assim como meus passos, meus pensamentos estão vacilantes...
Não me negue palavras
Não se negue a mim.
Sossega-me.

Uma citação de Clarice.

"...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo."

Clarice Lispector

segunda-feira, 22 de março de 2010

A menina voltou.


A Menina tem muitas coisas pra contar.
Eu mesma já escrevi alguns contos sobre ela.

A mesma menina, as mesmas histórias.
Mas ela cansou de brincar.
Brincava de forma tão entregue que não olhava por onde andava.
Resultado: dois tombos seguidos.
Se o primeiro doeu, o segundo rasgou o que estava cicatrizando.
Feriu no mesmo lugar e praticamente, do mesmo jeito.
Também...não aprende! "Tem que olhar por onde anda, e não pode brincar com qualquer um!"_já dizia sua mãe.

Cansada de brincar, foi ler. Mas os livros contavam as mesmas histórias.
Sua mãe não a proibiu de brincar, mas o mundo a colocou de castigo.
De agora pra frente ela só vai ler coisas técnicas, nada de emoção, nada de surpresas...Só vai ler o manual de instruções dos brinquedos modernos (já que ela não sabe muito bem como usá-los. Só sabe que se brinca sozinha). Este foi o trato que fez com ela mesma.
Sem brincadeiras.
Sem leituras.
E não adianta só fechar o livro, tem que jogá-lo fora.

Minhas semanas estão sem sábado.

Sábado sem vocês não é sábado.
Sábado sem a gargalhada coletiva, sem o abraço sufocante, sem a companhia à toa,
sem o amor incondicional, sem a declaração inesperada....Ahhh..Não é sábado!
Sem as brincadeiras, sem as conversas de todos os assuntos possíveis, sem as piadas sobre nossas situações lastimáveis...Aí não é sábado! É só mais um dia que ainda está no rascunho.

Já estou na terceira segunda-feira e o sábado não aparece!
Estou esperando ele chegar até agora.

Quem sabe daqui 5 dias?
Quem sabe amanhã?!

sábado, 20 de março de 2010

E a vida prossegue.

Pedro amava
Joana era amada
Lia assistia
Lucas não entendia

Acontece que Pedro amava Joana
Joana era amada por Pedro, mas Joana não sabia amar.
Lia amava Lucas, que não entendia a história do amor.
Lia amava calada e assistia o desapego de Joana, que não valorizava Pedro.
Lucas que nunca entendeu nada de amor, foi pego desprevenido e se apaixonou por Sofia.

Até agora essa questão de se apaixonar não tinha entrado na história
Mas também nem Sofia existia
Lia, por assistir o amor dos outros e se calar diante do seu, passou não entender mais nada.
Joana que não sabia amar magoou Pedro com seu desapego e deixou de ser amada.
Lucas já vive um grande amor com Sofia.
Sofia lamenta por Joana se fechar para os bons sentimentos do mundo
(Joana diz que quando se ama...parece idiota!)
Pedro se mudou da cidade e se casou com Eduarda.
Eduarda, que já tinha Fontes, passou a se chamar Eduarda Fontes Silva , que é o sobrenome de Pedro.
Aliás sobrenome de Pedro, Lucas e de boa parte dos brasileiros.
Agora Eduarda pode se passar até por prima do atual Presidente, jantar na casa "suprema" e ser servida por Lia, que trabalha lá desde que ficou sem amor.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Meu Pequeno Dicionário-Sonolência

Sonolência é quando os monstros Incredulidade e Desilusão jogam areia em meus olhos, e depois mandam seus soldados puxarem meus cílios pra baixo bem no momento em que meu coração está fragilizado.
Covardia pura. Minha ou deles?

quinta-feira, 18 de março de 2010

Ou é o mundo que é estranho, ou a gente.

-Sabe amiga, eu pensava que o problema era só comigo...Que EU era o problema. Mas aí te conheci...
-Aí vc me conheceu e viu que o problema estava em nós duas! Que eu também era estranha...Ah! Tá..obrigada!
-Não!...É!

=/

Bem que me avisaram...



O CHOCOLATE vicia.

Meu aniversário.

Não é por nada não, mas você tem um casaco com 25 mil vagalumes se amando.
A qualquer momento você pode voar! E nem precisa ser durante o dia. À noite sua luz se torna mais incrível e visível.

Aperte o STOP e mude o filme.

Que droga de replay é esse???
Cadê o controle remoto?
Alguém desliga isso, por favor?!
EU? Por que eu?
Não fui eu quem quis passar por tudo de novo! Não, não e não!
Foi?
Putz...a pilha deve tá fraca.
.
.
.
.
.
.
PÁBUM!
E a televisão foi 'pro' chão!

quarta-feira, 17 de março de 2010

Abri mesmo?



Depois de um tempo adormecida, ela abriu os olhos.
'Abri mesmo?'
Tudo que ela via no sonho não havia desaparecido.
Estranho isso.
Ele era apenas um sonho.

Na verdade, ele era mais um jogador da vida, que gostava de brincar de sentir, que somava conquistas e contava mulheres. Que dividia a vida em fatias de dias, enquanto que pra ela tudo era incrivelmente ligado.
Ele era, infelizmente, alguém que não sabia amar por inteiro. Explico. Era como se ela entrasse na cozinha da casa dele. Ele oferece toda comida que tem ali.
Ele é honesto nisso. Mas lá dentro, na despensa, há muito mais. E apesar de ele não saber disso, ela sabe.

Tá.
Mas ela não via essa 'verdade' toda. Ou não queria ver. Sei lá.
Piscou os olhos seguidamente tentando fazê-lo desaparecer.
Não conseguiu.
Desta vez, piscou forte e prolongado.
Nada adiantou.
O homem que estava no seu sonho grudou em sua retina e de lá não mais saiu.

Sobre o suor...



Seu suor escorria. Parece que todo sentimento que sentia assumia a forma líquida e os banhava.
Agoniada, a mão percorria o corpo tentando enxugar o suor.
Inútil. Quanto mais a mão passeava, mais suor nascia.
Ele tentou soprá-la.
'Não faça isso!...Se me secares, por onde vão escorregar meus sentimentos?'

Eram dois.



Era um.
Era o cansaço e a vontade.
Era o silêncio e a saudade.

Era outro.
Era a espera e o desejo.
Era o aconchego e o beijo.

Era calor no corpo
Que não passava.
Era razão que nem se aproximava.

Era olhar que consumia
Era mão que procurava
Era palavra que não se achava.

Era um.
Era outro.
Era um no outro.

Tempos gramaticais, no querer.


Ela sempre o quis, mas se cansou de querer tanto.
Até disse NÃO, mas a palavra saiu sem verdade.
Ela até negaria um beijo mas não queria.
Se pudesse querer o contrário, com certeza isso ela faria.
-Não me quer? _ perguntou ele.
-Deveria querer? _respondeu ela sem responder.

sábado, 13 de março de 2010

Sol em mim



Depois de passar horas escondido e deixar a Lua expor seus encantos, hoje o Sol acordou feliz. Estava radiante!
Estava intenso...o Sol. O Sol que acordava em mim.
Seus raios me cutucavam, fazendo cócegas.
Aquele Sol acordou em mim, esticando os braços, e eu acordei juntando os meus num abraço.

Agora somos ele e eu.
E quando as noites escuras vierem (porque elas sempre vêm), viveremos um Eclipse, um espetáculo raramente visto.
E se você quiser se aproximar, seja bem-vindo mas prepare-se porque nem todo mundo está pronto para viver estrelas, Sol e Lua.

sexta-feira, 12 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

"Não sabe brincar...não desce pro Play"

Há de se concordar que a vida é um Parque de Diversões e viver é uma aventura deliciosa!
Sendo assim,..."Moço, me dá o bilhete para entrar no próximo brinquedo logo?!
Só não me venha com esses de fantasmas!"

...tempo...

"Moço, anda logo, por favor! O povo aqui atrás está me empurrando, me esmagando...Eles não ficam no mesmo brinquedo e enjoam de quem fica."

(para o povo)Aiiii...Espere aí!
(pra si)Caramba! Eles não estão aqui pra brincar não, é?! Por que não escolhem um e vão brincar?! Mas nãoooo....querem todos ao mesmo tempo!
(para o povo) Olha que se continuarem nesse empurra-empurra...eu 'empaco' e ninguém me tira daqui!
"

Eu juro que não estava embriagada mas vi dois de você.

Dois. Eu vi!
Um que me amava e e outro que me ignorava.
Um que me dizia palavras lindas e outro que dizia palavras lindas também, mas para outras.
Um que me guardava e outro que me oferecia.
Um que me contava de seu dia e outro que se ausentava.
Um que me desejava e outro que de mim se afastava.
Um que me pegava de jeito e outro que nem pegava.
Um que sabe o que quero e o outro não quer saber.

Sim, eu vi dois.
Um tão inteligente que poderia ensinar o mundo.
Outro tão inteligente quanto...mas que se recusava a aprender.
Um de coração grande e aberto. Outro de coração grande mas de portas fechadas.
Um humilde para assumir erros e outro orgulhoso demais para reconhecer que precisa de alguém(qualquer que seja).
Um que gosta de carinho. Outro que não sabe o receber.
Um que enche os olhos com tanta beleza. Outro que não enxerga o que vê.
Um que é seguro. Outro que teme o escuro.
Um que É. Outro que não quer ser.

Eu vi, sim!
Um que me fazia rir de suas teorias malucas. Outro que de tão malucas as vezes me fazia chorar.
Um que acreditava teoricamente e cegamente no amor. E outro que achava brega e fora de época qualquer coisa relacionada a isso.
Um que se visse um texto desse pararia pra pensar e 'ouvir'. Outro que sentiria nojo e ficaria irritado.
Um que respeita as diferenças. Outro que se não for como ele... é estúpido.

Mas o que me deixa maravilhada não é só um. Nem só o outro.
É o equilíbrio irritante que isso provoca.
É o amor ignorante que em mim faz nascer.

Ahhh..eu vi dois de você.
Um incrível. O outro também.

Diferentes "quereres"

Um a queria por perto e sorriu.
Outro a desejava e surgiu.
O terceiro a amava e não sentir nada ele fingiu.

Um a queria por perto e tratou de abraçá-la.
Outro a desejava e atravessou o mundo para saboreá-la.
O terceiro a amava mas preferiu o mundo e a feriu para afastá-la.

O amigo se apaixonou e omitiu.
O que a desejava correu atrás e o que queria conseguiu.
O que a amava foi covarde e partiu.

Com o que a amava (e ela amava), sentiu-se abandonada.
Com o que apenas a desejava, ela sentiu-se usada.
E pelo amigo ela foi consolada.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Visita.



Ele chegou.
Ela não tinha nada para oferecer à ele. Aliás, só Amor.
Ele aceitou. Sentou-se e comeu tudo com as mãos.
Era tanto amor que lambuzou seu rosto, respingou na roupa.
Até desperdiçou um pouco, deixando cair no chão.
Depois de adoçar-se todo, lambeu os dedos pra ter certeza que não sobrara nada.
Levantou-se e quando já estava longe despediu-se, abanando no ar a mão ainda melada.

E ela ficou ali dentro, sentada. Sem ter mais nada.
Nem amor
.

terça-feira, 2 de março de 2010

O circo já foi.



É triste saber que só quando o circo anunciou o fim da temporada e começou arrumar as 'tralhas' que o menino descobriu que sentia falta de rir. Sentia falta de sentir.
Ele fazia tanta coisa. Tinha tantos sonhos que se esqueceu que o mundo real não esperaria por ele. O circo não ficaria ali pra sempre se o público esperado não aparecesse.
Mas agora não tinha mais como.
O circo já tinha partido. Triste como não deveria ser.
Ele tinha ido embora sem ser visto pelo menino. Sem ser abraçado. Sem ser notado.
Mas não tinha mais jeito.
As cores já tinham se unido. A tenda foi retirada.
Levaram tudo. Só deixaram um banco e mais nada.
E lá ele ficou. Sentado. Com os olhos cheios de hipóteses.
Imaginando tudo como ele achava que deveria ser.
Com a mente cheia de pensamentos.
Cercado do lúdico... mas sozinho.

Ahhh!Saudade daquela gargalhada. Da risada real.