Dupla Delícia.

Dupla Delícia.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Paciência e coragem andam de mãos dadas.


Paciência pra esperar
Coragem pra cansar de esperar.

Paciência pra aguardar uma resposta de trabalho
Coragem pra trabalhar sem resposta.

Paciência
quando o mundo parece querer nos engolir
...e quando ele nos vomita, paciência também.

Paciência
...pra esperar por um beijo
...para dar o tal beijo, coragem!

Paciência
...pra ouvir o que não gostamos
...e pra não ouvir quando não concordamos, coragem.

Coragem...pra falar o que não desejamos
...e por não falar a quem amamos (por puro medo), paciência.

Paciência
...pra ver o que nos agride e não fazer nada
...aliás, muita paciência pra não fazer nada.
Quanto a coragem...mais ainda!

Coragem
...pra encarar o passado da gente e por todos os pingos nos 'is'.
Paciência
...pra enxergar o passado do outro e ver que os 'is' estão todos sem pingos, e as frases não estão pontuadas.

Paciência pra o futuro
Coragem pra o presente.

Paciência
...por não saber o que se passa do outro lado
...por não saber o que se passa desse lado,... também.
E mais ainda, coragem pra saber e aceitar.

Coragem
...pra olhar pra dentro de si e de repente descobrir inseguranças que nunca existiram
...e paciência para enfrentá-las.

Paciência...pra fingir que tudo é normal
E muita coragem pra admitir que fingir não é nada normal.

Paciência...
Pode e deve ser usada em muitos momentos,
mas tem horas que ela deve sair de cena!
Até pra quem tem muita, um dia ela acaba.

Coragem
Pode e deve ser usada sempre. Até pra ter paciência!
E principalmente, coragem quando a paciência acabar.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Meu Pequeno Dicionário-Desrespeito

Desrespeito
é quando a nuvem de alguém vem querer fazer sombra no quintal de minha casa.
Pra ser mais objetiva, é quando uma pessoa não é dotada de consideração ou um sentimento que nos impede de fazer coisas desagradáveis à outros(segundo o próprio dicionário,hein).
E essa palavra nojenta só nasce em quem acredita ser algo que não é, ou se sente superior aos demais...ignorando qualquer coisa que não esteja relacionada com seu umbigo.



Ooo palavrinha irritante.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Aconteceu alguma coisa?Não não

Sim, eu surto de vez em quando.
Quem não surta?
Não pode é viver surtado. Aí não.

Eu tenho umas 'coragens' que vem não sei de onde.
Dizem que temos UMA boca e dois ouvidos pra falarmos menos e ouvirmos mais.
Mas, e o que fazemos se temos duas mãos? aí...descambaaa a escrever.
E uma coisa é escrever pra si, num blog ou sei lá...Outra coisa é escrever para outro e depois não ter como voltar atrás.
Aí, minha gente, é passar um óleo de peroba na cara e fingir que está tudo normal.

domingo, 24 de janeiro de 2010

No way.

Não dá pra dizer
Não dá pra não dizer
Não posso fazer nada
E ao mesmo tempo não posso deixar de fazer

É uma dor estúpida que me angustia
É a insuficiência com o que tive
É estúpida porque era previsível
E era previsível porque talvez eu seja crédula demais
E ser crédula demais não devia ser defeito.
Devia?

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Questione sim, mas saiba aceitar também.

É bom sim questionar, filosofar...
Mas pode ser perigoso.
Quem questiona demais pode acabar num texto em reticências,
num mundo sem chão...
Pode acabar duvidando de tudo.
Desacreditando de sentimentos, sem saber se é ou não amor, por exemplo.
Sempre precisará de uma explicação.
Tem coisas que não tem explicação ou justificativa.
Elas são.
É perigoso duvidar das coisas e acabar num reino frio e sem Fé.

A inteligência não consiste em duvidar de tudo ou questionar sempre. Isso é bom, na medida certa. Realmente é algo inteligente (não engolir as coisas do jeito que aparecem). É bom avaliarmos o que nos é apresentado, o que surge.
Mas avaliar e questionar é diferente de julgar.
Quando alguém julga, se coloca numa posição acima dos demais (posição essa..que não existe).
Mas é sábio questionar e saber a hora de colocar um ponto final.
A pontuação na gramática não é feita apenas do ponto de interrogação. Há momentos que a vírgula tem que aparecer. Há momentos que precisamos mudar "o rumo" da prosa, senão a vida fica sem graça e o ponto de exclamação se esconde.

Acredite.
Acredite na vida.
Acredite no Autor da Vida.
Acredite no Amor de Deus.
Acredite em Cristo.
Acredite no Amor.

O resto...pode questionar.
Não dá pra duvidar de essência. Seria tolo.

Meu Pequeno Dicionário-Paranóia

Paranóia é a soma da insegurança(explicada logo abaixo), mais um forte desejo e apreciação por alguém MAIS o ócio.

Ou seja, algo que se deve desconsiderar. Afinal, qualquer coisa que se misture com insegurança e ócio só pode dar merda.

Meu Pequeno Dicionário-Insegurança

Insegurança é
quando estou parada na beira de um rio imaginário, numa noite escura inexistente, debaixo de uma Lua má e de repente, a água gelada me engole.
Resumindo, insegurança é imaginação em excesso.

Não devia ser um 'jeito de andar' e sim uma dança,

É assim:
Um passo pra frente e dois pra trás.
Um pra frente, dois pra trás.

E quando se vê...está mais atrás do que o ponto de partida.

=[

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Previsão do Tempo e muito mais!

E hoje quem faz a Previsão do Tempo é a Madu.

-Qual é a previsão pra amanhã, Madu?
-Hoje em São Paulo vai chover muito, leve seu guarda-chuva e muita água!!!
-Muita água, pra quê? Se já vai cair muita água...
-Ué, pra beber se estiver na rua e der sede.
-Ah tá.

-No Rio de Janeiro vai ter chuva de morangoo!!!
-Hummm...que delíciaaaaa! É bom que é só olhar pra cima e abrir a boca, né?!
-Aham...Mas depois vai fazer Sollll, porque hoje à noite o céu tem muita estrela! Aí é bom que...com sol as pessoas vão poder ir à praia!
-Hummm...é mesmoooo!!!
-Onde fica mesmo Rio de Janeiro? Em qual região?
-Sudeste.
-Êêeee!! Muito bemmm!!!

-Qual cidade vc quer, titia?
-Goiânia.
-Em Goiânia vai ter chuva de morango, chocolate, banana, sorvete...
-Nossaaaa....que delícia!!! É bom que é só a gente ir pra um campo abrir uma toalha e fazer piquenique!!!!!
-Éééé...aí a gente leva uma cestinha também!!! A Tia Cristina me deu uma cestinha de piquenique.

-E agora, onde?
-Hummmm....Minas Gerais.
-Em Minas Gerais...Ah! Sabia que foi lá que o Ziraldo nasceu?! Em Caratinga. Mas ele morou no Rio de Janeiro. E ele tem esse nome porque a mãe dele chamava Zizinha e o pai, Geraldo. Aí ficou Zi-raldo.
AH! E foi ele quem inventou o menino Maluquinho...aquele com a panela na cabeça.



E assim terminamos nossa Previsão do Tempo. Boa noite.

A Menina que Lia Livros (parte 6)



O dia amanheceu bonito.
O Céu azul, um vento gostoso.
A Menina pegou o Livro pra continuar sua leitura de onde havia parado.
Mas a capa que antes era macia, agora estava dura.
A música que tocava baixinha parou de tocar.
O Céu escureceu.
O tempo fechou.
O vento arrebentou a janela do quarto.
A menina olhava para o Livro, folheava as páginas e elas pareciam estar em branco de novo.
Seu coração sangrou.
Ela chorou e adormeceu com o Livro ainda nas mãos.


É... acho que a Menina não lia livros.
Menina? Que menina?

Sobre o Menino do banheiro.



Lembra do menino do banheiro?
Desculpe, eu não apresentei vocês.
Ele se chama Lírio.
Até os vinte e um anos ele era chamado de Menino mesmo.
Ficou três anos sem ser chamado(pelo menos, ele não se atentava a isso).
E no final de seus 24 anos a mãe lhe deu esse nome.

É, eu sei que é um nome estranho para um menino, mas a mãe sempre gostou muito de lírios (eles florescem em praticamente todas as estações do ano e exalam um aroma muito agradável. Além de terem uma beleza instigante) e também gostava de nomes diferentes (estranhos).
Se bem que...acho que ela colocou esse nome não pelos Lírios , mas por ser estranho mesmo.

Eu, sinceramente, não acredito que ele tenha problemas (como ele disse no banheiro), nem que ele seja estranho (como a mãe achava).
Diria apenas que ele tem uma história peculiar.


Todo mundo conhece a História do Pinóquio, né?! Aquele personagem infantil feito de madeira que ganhou vida e não podia mentir...
A história do Lírio é parecida, mas a dele é real.


Ele teve uma infância cheia de amor, aventura, fantasia...
Apesar de ter enfrentado algumas coisas quando ainda era muito novo...Era uma criança esperta, criativa, de coração servil e doce.
Atingiu uma maturidade e autonomia de forma prematura. Mas isso nunca apagou seu lado moleque, que aliás, hoje ele usa para disfarçar algum incômodo.

A adolescência foi ainda mais brilhante. Talentoso, comunicativo, amável e amado.
Sempre foi O Menino de Sorte.
Sorte...mas não porque nada de ruim lhe acontecia, mas porque ele ganhou presentes do Pai (Deus)e soube usá-los.

Antes que você pense que ele não tem pai...ele tem sim. E é um pai e tanto! Um pai que lhe ensina muito e acima de tudo, o ama demais.

Ele tem alguns irmãos, mas isso não vem ao caso.

O Menino sempre esbanjou bom-humor, amor...Acho que dentro dele a prateleira de bons sentimentos já estava lotada e ele doava pra quem quisesse pegar(e às vezes até pra quem não queria pegar ou não sabia receber).
Foi aí, numa dessas de se doar incondicionalmente que a alguém lhe deu um golpe e ele não soube reagir.

Não preciso dizer que o Menino tem um monte de admiradoras, né?! Afinal, bem-humorado, talentoso e amável ...qualquer ser humano em sã consciência quer estar perto. E de quebra...tem uma beleza que não sei descrever.

Ele sabia (ah...sabia sim) de seu valor mas gostava de provocar as pessoas boas, ou melhor, gostava de questionar as pessoas ditas BOAS (pela maioria) para se relacionar.
Não que ele não goste de mulheres boas, bonitas ...mas ele gosta de desafios e também (talvez não se ache merecedor. Mas isso foi depois do 'golpe').

Não sei bem o que aconteceu.
Ninguém sabe.
Nem ele. Nem ela.
Mas ele amou muito uma mulher (aliás, acho que ainda ama). Mulher interessante, divertida e com um corpão que todo homem gosta.

Por 3 anos ele se doava pra ela (e ela pra ele). A prateleira de sentimentos dele passou a ter nome (dela).
Ele até tinha vida social (claro!)mas dentro dele não.
Foi quando se deu conta de que a mulher já não pedia seus sentimentos, ela simplesmente ia até a prateleira e pegava o que queria.
Isso seria normal numa relação de amor. Mas não pra ele.
Ele tinha se acostumado a dar sentimentos e não ser "roubado".
Ele não estava sendo roubado. Mas ele se sentia assim. Se sentia sem poder...sentia que se desse mais um passo ele estaria totalmente entregue.
"Que mal há nisso?" Eu também não sei.
Sei que dá um medinho natural de ...perder o controle, de mundo novo...
Mas ele tinha um limite de doação.
Talvez temesse ficar com a prateleira vazia e assim sendo, não sobreviveria.

E foram nesses três anos que as coisas mudaram. Não que a culpa seja da mulher. De jeito nenhum! Mas era o que faltava...era o empurrãozinho para que ele caísse de seu mundo e se sentisse sem chão.
Nesses três anos a mãe o chamava e ele não atendia. O pai o 'buscava' dentro dele mesmo e ninguém o achava.

Não se sabe o que houve.
A mulher foi embora de sua casa, mas não da vida.
E a mãe lhe deu esse nome, se referindo à flor e ao estranho.

Onde que o Pinóquio entra nisso?!
Bom, após os três anos de imersão, ele voltou ao mundo real. Mas parecia o Pinóquio quando era apenas um boneco.
Quem o via, se encantava. Queria levá-lo pra casa, brincar, conversar...interagir.
Ele até fazia isso. Mas dentro de seus limites de boneco.
Ele continuava sendo aquele menino amável, mas não sabia mais como agir se algo saísse do convencional.


Um dia uma mulher cismou com ele. Queria porque queria.
Ele até gostou dela (mas também...ele gosta de todo mundo).
Mas quando ela olhava pra ele, ela não via o Lírio e sim, o Menino.
Ela era até ajeitada, gostava de amar assim do nada, meio tímida às vezes e outras completamente sem vergonha (não no sentido de safada...mas de falta de vergonha mesmo, autêntica).
Num dia desses ela conversava com ele querendo saber 'porquê' ele não vinha com ela.
Talvez sua prateleira estivesse vazia ou ele já não sabia como agir pra voltar a ser o Menino com sentimentos.
Talvez ele só goste de entrar na água até a metade, onde os pés alcançam.

Ela gosta de mergulhar. E também gosta de entender.
E naquela conversa de "porquês" ela conclui "eu devo ter algum problema".
Ele se lembrou de sua confissão no banheiro. E viu que não estava sozinho.
E a voz da menina ecoou encontrando a resposta do banheiro.

Mas agora ele já não era o Menino, nem o rapaz sem nome.
Era Lírio, o homem com essência de Menino.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O Menino do banheiro.



Não via saída ou resposta.
Ele entrou no banheiro, bateu a porta e disse com a voz embargada: "Eu devo ter algum problema".
Sua voz ecoou e ele pensou não estar sozinho nessa.
Mas logo ele olhou para o espelho ali na sua frente e não viu nada. Nem o dono da outra voz nem o problema.
Decepção.
Sua entrada ao banheiro não lhe trouxe nenhuma saída. Nenhuma resposta. Até porque ele não perguntou nada, já chegou afirmando.




Por isso que eu falo: Não se pode confiar nem em banheiros. Nossa voz ecoa demais e o espelho pode distorcer as coisas.

Momento de estupidez.

Todo mundo sabe que odeiooooo mentira.
Mas não sabem do pior: eu cometi essa "atrocidade".
Não, não foi 'contra' ninguém (não cheguei a esse nível...ou falta de nível).
Menti pra mim mesma durante umas 36 horas. Tentei me enganar, ver se conseguia não sentir, se conseguia agir como a maioria...sei lá. Não há 'justificativa que justifique' essas burrices.
Eu sei...é coisa de gente estúpida, covarde.
Mas estou assumindo essa atitude ridícula pra não repetí-la nunca mais.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sobre Introdução, prefácio...



Como venho falando muito em leitura, livros e tal...

Nada contra a "Introdução", o "Prefácio"...ou seja lá o nome que você queira dar. Aliás, todo livro deve ter, eles não surgem do nada. MAS...eles(introd., prefac...) devem saber seu lugar.
Prefácio fica no início e pronto. Não adianta querer se enfiar entre um capítulo e outro.
Acho legal e até bonito o autor do livro não ignorá-los mas é meio absurdo permitir que eles se achem donos da obra só porque precederam vários capítulos...
A gente não vê o capítulo 32 se metendo entre os capítulos 5 e 7. Nem o capítulo 2 entre o 43 e 45. Todo mundo sabe que entre o 5 e 7, está o 6, e entre o 43 e o 45 está o 44. Existe uma "ordem" que deve ser respeitada.
Não sei se é questão de respeito, consideração ou simplesmente consciência cronológica das coisas.

Agora...se o autor quer enfiar tudo numa pasta ao invés de dar continuidade ao livro,...nem sei. Ou se considera a introdução mais importante que os demais capítulos....melhor é transformá-la em clímax da história ou argumento, ou algo que a torne presente mesmo que tenha passado.
Porque o passado sempre vai existir mas nunca deve estar no lugar do presente.

Pelo menos...eu acho.

domingo, 17 de janeiro de 2010

A Menina que Lia Livros (parte 5.)

Nas várias páginas já lidas a Menina encontrou textos de todo tipo, quase todos os gêneros...
É um livro intenso, de histórias inteligentes...mas por tanta inteligência às vezes programa o "improgramável".
Como puderam perceber ele não contém apenas palavras, mas há coisas concretas que saem de algumas páginas. Parece até coisa de Mágico.
Guarda alegria em recipientes exatos para saber usar a dosagem.
Romances são escritos do início ao fim, sabendo exatamente onde, como e quando deve acabar.
É livre sim, mas desde que tudo esteja sob seu controle.
Um tanto paradoxal isso.

As primeiras páginas do último capítulo que leu ainda estavam com as pontas grudadas. Aliás, acho que foi isso que dificultou um pouco o entendimento do que ela via, lia...sei lá. Sei que era um tanto confuso.
Mas ela assumiu a confusão e continuou lendo.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Falando sério....

http://www.youtube.com/watch?v=YE8KmZbuR2g

A Menina que Lia Livros (part4)

Minha desconfiança de que a Menina não saiba ler continua, mas é só uma desconfiança (por enquanto), pois ela continua com o olhar fixo nas folhas, percorrendo os olhos nas letras, linhas, investindo tempo...

Alguns contos antigos que ela havia lido lhe vem a mente. Um, em especial (aliás...não tem nada de especial pra ela. Mas se destaca...), sempre vem lhe fazer uma visita.
Visita incômoda.

Ela vira a página. Tenta se apegar as próximas páginas.
São histórias deliciosamente simples (assim como a vida deve ser...simples).
Quanto mais ela lê menos entende, mas sua curiosidade não lhe deixa largar o livro lá onde encontrou.
Pode até ser que ela não consiga mais lê-lo, ou não queira mais interpretar textos indecifráveis, que não querem ser lidos...Mas mesmo assim, ela não o deixaria jogado em qualquer canto da casa. Ela o guardaria no cofre do quarto. Não, não seria na estante porque livros encantados não devem ser expostos...pois nem todo mundo sabe dar o devido valor...e misturá-lo aos demais poderia sujá-lo com poeira ou coisas de livros comuns e ele poderia perder o encanto, a Verdade.

Mas...vamos parar de falar de hipóteses, pois ela ainda não terminou sua leitura, não o guardou, não o rasgou nem colocou fogo. Ele continua ali.
Não à toa, mas o Livro Encantado tinha o poder de encantar. E a menina lia, ria, chorava...se envolvia até que percebeu que se envolver com livros pode ser cruel. Pois as histórias dos capítulos podem mudar drásticamente. Pode ser que o livro seja de contos soltos, sem nenhuma ligação entre um e outro...sem nenhum envolvimento entre obra e leitor.
E esse livro parece ser assim. Não importa a ordem dos capítulos. Ele apenas coleciona histórias.

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

A Menina que Lia Livros(part.3)

Talvez o nome do conto devesse ser: "A menina que Idealizava Livros".
E sabe que isso pode ser até crime, né?! Será uma fraude?!Sei não, viu...

Bom,...hoje ela tentou continuar lendo mas...Era tanta incerteza à sua volta que ela já não sabia se eram incertezas ou fantasias(aquelas que a gente cria pra não ter que enxergar o óbvio).
Ficou cansada de ter que fazer tantas deduções. Não queria mais brincar ou ler livros de "faz-de-conta".
Tá, aquele livro (o encantado...)era diferente. Era o faz-de-conta mais real que ela havia lido (apesar de não ter lido-o inteiro ainda). Mas mesmo sendo tão p´roximo do real, mesmo sendo encantado...poderia ser apenas deduções. Afinal, ontem algumas letras se apagaram com a chuva da alma dela e as próximas páginas ainda estão coladas.

Ah...sinceramente, desconfio que ela nem saiba ler.

A Menina que Lia Livros.(part2)

No início ela gastava quase 3 dias p conseguir desgrudar as folhas.
Hoje não. (Não "HOJE" ...atualmente, mas HOJE MESMO. SEGUNDA-FEIRA. JANEIRO DE 2010)
Hoje ela leva 1 dia. Depedendo do tempo investido, até menos.

E cada folha que ela soltava era uma possibilidade a mais.
(Isso soaria até bonito se diante de tantas possibilidades uma acontecesse.)

Mas....Num dia desses, ao desgrudar as páginas(sem muita sabedoria) a menina chorou. (não sei se de raiva, de aflição ou pelo intenso desejo de lê-lo).
Suas lágrimas se espalharam nas folhas e as letras ficaram meio apagadas.
Aí ela teve que deduzir algumas coisas.

O problema é que deduções não nos transmitem muita segurança.
E com os olhos inchados, mal conseguindo permanecer com eles abertos....ela passou a página cheia de incertezas.

domingo, 10 de janeiro de 2010

domingo, 3 de janeiro de 2010

Parafraseando..."A menina que lia Livros"


Depois de dias silenciosos por fora e de extrema gritaria por dentro...ela resolveu abrir o livro.
Que livro? Aquele que havia aparecido em cima de sua mesinha no quarto.
Ela achou estranho um livro surgir assim...do nada, ainda mais em seu quarto (que é o SEU território, íntimo), por isso não o abriu antes. Ficou com receio do que lhe aguardava.
"Mas é só um livro!", você pode dizer. Sim, um livro, mas pra ela um livro não é apenas um amontoado de páginas e letras, é a porta para um novo mundo.

Ela abriu o livro.
E por incrível que pareça, no livro haviam algumas palavras conhecidas, muitas que eram sinônimos (mudavam apenas a escrita, mas o significado era o mesmo)e outras deliciosamente diferentes.
Engraçado...era um livro que já tinha sido lido por outras pessoas, mas nunca inteiro. As últimas folhas (aliás um pouco mais da metade pra frente)ainda estavam intactas, ainda meio grudadas.
As primeiras estavam soltas, algumas páginas marcadas, frases sublinhadas.

A menina lia parágrafo por parágrafo, atenta, encantada com tanta doçura.
Era uma história cativante, aquelas...que prendem a atenção da gente.
Os amigos da menina até a convidavam pra sair, pra fazer outras coisas, mas ela estava presa àquela história, doida pra descobrir toda aquela riqueza de letras, palavras, ....toda riqueza de Vida!

Era um livro envolvente, tinha imagens, mágica, grafias que ela jamais havia visto. Parecia um outro mundo dentro do mesmo mundo. Não sei. Parecia estranho, tão claro e ao mesmo tempo uma incógnita.

Os dias foram passando e a menina mal saía de casa, e quando saía ficava inquieta esperando a hora de voltar pra continuar sua leitura.
Ela o lia com tanta vontade que logo chegou na metade (apesar das mais de 450 páginas...até a metade!). E ela foi sendo invadida por uma sensação especial, pois sabia que dali pra frente ninguém mais tinha conhecimento do livro, dali pra frente o livro seria só dela, a história teria que ser lida e interpretada por sua simples ("e viajante") imaginação.
Quando ela chegou na última página já folheada, começou a sair música do livro. Era uma melodia linda, acordes dissonantes formavam uma harmonia que paralizavam. E ela percebeu que realmente o livro era encantado. Por isso as pessoas não o liam até o final, não queriam parar de ouvir a música, tinham medo de virar a próxima página e o encanto acabar. Gostavam daquele mundo lúdico que fora criado até ali.
Mas a menina não se deu por satisfeita e virou a primeira página.
Os números do capítulo saltaram em sua frente e ficaram soltos para que ela os reposicionassem. (DOIS SEIS...2 6...ficaram num ir e vir...)
Quando ela o fez, a música continuou tocando baixinha e, dessa vez o livro falou(sim, ele FALOU!):
"É preciso desgrudar as páginas seguintes.
Foram muitos anos em que elas se uniram. Foi muita 'cola' gasta. Não foi algo intencional, quando vi elas estavam coladas.
Eu quero que me leias, mas sei que vais atingir uma leitura que me deixará nu.
Na verdade, a base de toda a metade que ja´foi lida ainda está aqui escondida.
Eu deixo que me leias mas...tenho medo pois sei que vai doer. E eu tenho vivido bem até aqui.
Mas...ao mesmo tempo estou me cansando de ser só a metade."

A menina se assustou mas, como ela vivia perfeitamente à vontade no mundo que o livro lhe proporcionava, era fácil acreditar que o Livro falava, tinha sentimentos e vida.
Seus olhos encheram de lágrimas ao ouvir o desabafo tão sincero e direto do livro.
Sem saber o que fazer, ela o abraçou e o amou.

Ela já estava envolvida com toda aquela História. E mesmo sabendo que não seria fácil pra ambos...desgrudar as páginas...
Sim, ela topou o desafio do Livro e decidiu desbravar as próximas páginas.

[...]

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010